Sir Lewis Carl Davidson Larbalestier Hamilton (Stevenage, 7 de janeiro de 1985) é um automobilista britânico. Sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, nos anos de , , , , , e , Hamilton é um dos maiores pilotos de todos os tempos, e um dos desportistas mais bem-sucedidos da história.

Atualmente, a representar a equipe Ferrari, Hamilton tem o maior número de vitórias em corridas de Fórmula 1, com 106 triunfos (ele ultrapassou Michael Schumacher após vencer o Grande Prêmio de Portugal de 2020 em 25 de outubro de 2020) e também é o primeiro em número de títulos mundiais de Fórmula 1, juntamente com Schumacher (7). Detém ainda outros recordes absolutos, como o de maior número de pontos na carreira (4 850,5), o maior número de pole positions (104), maior número de voltas lideradas (5 486), o maior número de pódios (206) e o maior número de Grand Chelem em uma temporada (3).

Além de ser comparado com os grandes pilotos de Fórmula 1, tem como ídolo o ex-piloto Ayrton Senna. Isso ficou ainda mais evidente quando Lewis Hamilton se igualou em números de pole position a Ayrton Senna no Grande Prêmio do Canadá de 2017, no qual ganhou da família de Ayrton, ainda na pista, um capacete usado por Senna na corrida, não conseguindo conter as lágrimas. No mesmo ano no Grande Prêmio da Itália, Lewis marcou sua pole de número 69, superando àquela altura a marca de Michael Schumacher de 68 poles, se tornando assim o recordista de pole positions.

Em 2021, Hamilton recebeu de Carlos, Príncipe de Gales (atualmente Rei Carlos III) o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico, pelos seus serviços prestados ao automobilismo. Em 2022, a Câmara dos Deputados do Brasil concedeu a Hamilton o título de cidadão honorário do país.

Biografia Lewis Carl Davidson Hamilton é filho de Anthony Hamilton, homem de origens afro-caribenhas que é filho de imigrantes de Granada que foram para a Inglaterra na década de 1950, e de Carmen Larbalestier, uma mulher branca de Birmingham. Seus pais se divorciaram quando ele tinha dois anos, e Anthony se casou novamente com Linda Hamilton, a quem Lewis considera uma segunda mãe. Lewis possui um meio-irmão por parte de pai chamado Nicolas, nascido com paralisia cerebral e que atualmente é piloto de carros de turismo, e duas meias-irmãs chamadas Nicola e Samantha Lockhart. Nos primeiros anos de sua infância, Lewis viveu com a mãe e as meias-irmãs até os doze anos, quando se mudou para viver com seu pai, seu meio-irmão e sua madrasta em um council flat, apartamento concedido pelo governo, na cidade de Stevenage.

A escola em que Hamilton estudou foi a John Henry Newman School, e ele chegou a ser colega do jogador Ashley Young. Hamilton revelou ter dislexia e lutar contra a depressão desde seus treze anos, por conta do bullying que sofria em sua escola, das dificuldades que ele tinha nos estudos e da pressão que sofria na sua carreira iniciante como piloto. Ele diz que já passou por sessões com uma psicóloga, e que nos dias atuais, usa a meditação para acalmar sua mente. O piloto também disse que não recebeu apoio do diretor de sua escola, que o punia por ele faltar para participar das corridas, e seguiu com esse comportamento mesmo após Hamilton ter assinado com a McLaren. Ele precisou do auxílio de um tutor particular contratado pela própria equipe britânica para terminar seus estudos através do supletivo.

Seu pai Anthony costumava gerir sua carreira profissional, mas Lewis rompeu com ele em 2010, afirmando que se sentia grato pelo apoio de seu pai, mas que ao mesmo tempo, se considerava maduro para tomar as próprias decisões. O piloto afirmou que a relação entre eles era um pouco "tumultuada", mas que os dois voltaram a se reaproximar após a morte de Davidson Hamilton, pai de Anthony e avô de Lewis.

Hamilton foi criado como um católico, embora mais tarde, tenha criticado a Igreja Católica por não abençoar casais do mesmo sexo. Mesmo assim, ele sempre expressou a sua fé, e afirmou que costuma orar e ira à igreja com amigos. Hamilton teve um breve envolvimento com a Cientologia em 2010. Ele tem diversas tatuagens em seu corpo, a maioria de conotação religiosa, com as mais populares sendo a palavra "Blessed" e a frase "Still we rise", que ele retirou do poema Still I Rise de Maya Angelou, e que ele também usa em seu capacete. Ele também possui uma tatuagem do Arsenal, seu time de futebol favorito, e é fã do esporte, tendo amizade com jogadores como Ashley Young e Neymar.

Hamilton teve um relacionamento com a cantora Nicole Scherzinger, integrante do Pussycat Dolls, por vários anos. Os dois se conheceram durante o MTV Europe Music Awards de 2007 em Munique, começaram a namorar em meados de 2008, tendo um breve término em 2010 e em 2011, e se separando definitivamente em 2015.

Hamilton viveu na Suíça de 2007 até 2012, quando se mudou para Mônaco, tendo também residências em Londres e Nova York. Ele é vegano desde 2017, e afirma que isso melhorou sua saúde. O piloto tinha um cachorro chamado Roscoe, da raça buldogue que faleceu em 2025. Roscoe estava com ele há mais de dez anos, sendo muito popular entre seus fãs, tendo uma "carreira" como influencer pet. Hamilton também fez seu cão se alimentar de dieta vegana.

Início da carreira Hamilton começou no cartismo em 1993, aos oito anos. Aos 10 anos, ele se tornou o mais jovem campeão britânico de kart da classe cadete. Em uma cerimônia de premiações do automobilismo britânico, Hamilton abordou Ron Dennis, então chefe da McLaren, pretendendo pedir um autógrafo. Mas ele aproveitou para também pedir o número de telefone de Dennis, dizendo que um dia, ele viria a pilotar pela McLaren. Em resposta, o dirigente sorriu, deu seu telefone e escreveu no papel para Hamilton ligar em nove anos para fazerem negócio.

Mas apenas três anos depois, em 1998, com Hamilton se tornando um dos grandes nomes do kart europeu, ele assinou contrato com a McLaren, e também com a Mercedes, para entrar no programa de formação das duas marcas.

Hamilton migrou para os monopostos em 2001, correndo na série de inverno da Fórmula Renault Britânica, na qual se classificou em quinto lugar. Em 2002, correu na categoria principal da F-Renault britânica, ficando em terceiro lugar, com três vitórias, sete pódios e 274 pontos, cinco atrás do vice Jamie Green e 59 atrás do campeão Danny Watts. Em 2003, seu segundo ano na categoria, Hamilton foi campeão, com dez vitórias e treze pódios nas quinze provas que disputou. Ele teve outras conquistas, como o Bahrain Super Prix em 2004, o Masters de Fórmula 3 em 2005, e a Fórmula 3 Euro Series desse mesmo ano, no qual Hamilton foi campeão dominante, com treze poles, quinze vitórias, dez voltas mais rápidas e dezessete pódios em vinte corridas.

Em 2006, Hamilton disputou a GP2 Series pela ART Grand Prix, que na época era comandada por Frédéric Vasseur. Hamilton foi companheiro de Alexandre Prémat, e travou uma batalha pelo título com ele e, principalmente, com Nelsinho Piquet da Piquet Sports, equipe administrada por Nelson Piquet, tricampeão de F1 e pai de Nelsinho. Com cinco vitórias, sete segundos lugares e dois terceiros lugares, Hamilton se sagrou campeão após terminar no pódio na última corrida em Monza, enquanto Piquet, o vice-campeão, só conseguiu um sexto lugar.

Carreira na Fórmula 1

McLaren (2007–2012)

2007: estreia e rivalidade com Alonso thumb|esquerda|230px|Hamilton venceu sua primeira temporada na categoria, em 2007 no Canadá No final de 2006, foi anunciado pela McLaren como o piloto da equipe para a temporada 2007, onde correria ao lado do bicampeão dessa altura, Fernando Alonso. Em seu primeiro GP na categoria, o GP da Austrália, conseguiu um terceiro lugar. A sua primeira vitória foi no Grande Prêmio do Canadá de 2007. Nesta temporada, teve problemas com seu companheiro de equipe, Fernando Alonso, que acusava a equipe de favorecer o piloto britânico. Hamilton estava com o título da temporada 2007 nas mãos, porém, ele cometeu erros nas duas últimas corridas e o campeão foi Kimi Räikkönen. Mesmo com a perda do título por apenas um ponto, graças ao jogo de equipe da Ferrari em Interlagos, sua performance foi considerada acima da média para um estreante na Fórmula 1.

2008: batalha com Massa pelo primeiro título Em janeiro de 2008, a McLaren renovou o contrato de Hamilton, estendendo-o até 2012. Nesse mesmo ano, Lewis Hamilton falou que seu sonho sempre foi pilotar uma McLaren e que pretendia fazer toda sua carreira nesta equipe.

Hamilton consagrou-se campeão Mundial da temporada de 2008 ao ficar em quinto lugar no Grande Prêmio do Brasil de 2008. A disputa só foi decidida na última volta do GP do Brasil, em Interlagos, onde Hamilton, que tinha perdido a posição para Sebastian Vettel, recuperou a mesma ao ultrapassar Timo Glock. Hamilton entrou para a história como o mais novo campeão de todos os tempos, aos 23 anos, além de ser o primeiro campeão negro na Fórmula 1.

2009: dificuldades e limitações na McLaren Em 2009, após a primeira etapa da temporada, o Grande Prêmio da Austrália, Hamilton foi desclassificado por ter mentido aos comissários na reunião após a corrida. Durante as últimas voltas da corrida, o piloto da Toyota, Jarno Trulli que estava logo a frente do piloto inglês, teria perdido o controle do carro, saindo da pista e sendo ultrapassado por Hamilton, enquanto o safety car estava na pista. O inglês então abriu passagem para o italiano recuperar sua colocação ainda sob bandeira amarela. Trulli foi penalizado pelos comissários com 25 segundos. No entanto, a FIA entendeu que Hamilton não deveria ter passado Trulli.

Nas etapas que vieram a seguir, com o carro limitado, Hamilton não conseguiu o mesmo desempenho das duas temporadas anteriores. A primeira vitória da temporada foi apenas na décima corrida, o Grande Prêmio da Hungria. Voltou a ganhar em Singapura, terminando a temporada em quinto lugar.

2010: retorno à liderança thumb|230px|Hamilton comemorando sua vitória no Grande Prêmio do Canadá de 2010 Hamilton começou a temporada de 2010 com um terceiro lugar no Grande Prêmio do Barém. O segundo pódio da temporada veio com o segundo lugar conquistado no Grande Prêmio da China. Após conseguir ótimas posições nas corridas na Turquia, Canadá e Europa, Hamilton se tornou o primeiro na Classificação geral. Ao final do campeonato, Hamilton ainda figurava como candidato ao título, embora suas chances fossem mais remotas. Em 14 de novembro de 2010, de forma surpreendente, o piloto alemão Sebastian Vettel venceu a corrida em Abu Dhabi. O piloto inglês chegou em segundo não só na corrida, perdendo também o posto de piloto mais jovem a vencer um campeonato de Fórmula 1 para o Vettel. Terminou o campeonato com 240 pontos e três vitórias.

2011: instabilidades no carro Hamilton começou a temporada com um segundo lugar no GP da Austrália, atrás de Sebastian Vettel da Red Bull, apesar de ter que lidar com o assoalho danificado em sua McLaren, que segundo o piloto, estaria causando perda de pressão aerodinâmica. No Grande Prémio da Malásia, se qualificou em segundo e terminou em sétimo, lutando em parte devido ao desgaste dos pneus e sendo marcados por Fernando Alonso da Ferrari, na fase final. Hamilton e Alonso receberam 20 segundos de tempo de sanções pós-corrida, que Hamilton caiu para o oitavo lugar atrás de Kamui Kobayashi, enquanto Alonso ficou em sexto.