Rosa Jandira Gauditano (São Paulo, 3 de abril de 1955 – 7 de agosto de 2025) foi uma fotógrafa brasileira conhecida por seu trabalho na documentação da situação de pessoas marginalizadas no Brasil desde a década de 1970, como as populações LGBT e indígenas. Suas obras estão classificadas dentro da fotoetnografia.Boni, Paulo César; Moreschi, Bruna Maria. Fotoetnografia: a importância da fotografia para o resgate etnográfico. doc On-line: Revista Digital de Cinema Documentário, n. 3, [s.l.], dez. 2007. p. 137-157.Schmitt, Elaine. Fotojornalismo e subjetividade em tempos de ditadura: produção de sentidos e suas relações com os feminismos. Revista de le Red de Intercátedras de Historia de América Latina Contemporânea, Córdoba, v. 6, n. 11, p. 99-123, dez.-maio 2020.

Carreira

Filha de um camponês napolitano e uma mãe brasileira pertencente a uma família liberal de classe média alta, antes de se tornar fotógrafa, Rosa estudou Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero (FCL), nos anos de 1974 e 1975. Dois anos depois, em 1977, ela passa a trabalhar como fotógrafa para jornais e revistas, entre eles o jornal da imprensa alternativa Versus. Seu trabalho nesta época focou no registro da mobilização dos operários do ABC paulista, que teve início em 1977 e se prolongou por mais quatro anos. Ela se tornou a editora de fotografia durante seu tempo na Versus.

Em 1978 ela faz um curso de Fotografia na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), e outro em 1980 na FCL, mas não chega a concluir este último.Rosa Gauditano. In: Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa3568/rosa-gauditano>. Acesso em: 30 de maio de 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7 Entre os anos de 1980 e 1981, Gauditano atua como professora convidada de fotojornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). No ano de 1984 ela trabalha para o jornal Folha de S.Paulo, e entre 1985 e 1986 para a revista Veja. No ano de 1985 fundou sua própria agência de fotografia, Fotograma Fotojornalismo e Documentação, junto de Ed Viggiani e Emidio Luisi, através da qual passa a trabalhar autonomamente.

Em 1989, Rosa teve seu primeiro contato com os povos indígenas, no Pará, e passa então a documentar a situação dos povos indígenas no Brasil, assim como seus costumes, entre eles os carajás, caiapós, tucanos, ianomâmis, xavantes, guaranis e pancarus.

Rosa faleceu em 7 de agosto de 2025, aos 70 anos de idade, vítima de um infarto.

Obras Exposições

2007: Raízes do povo Xavante, Galeria da Caixa, Curitiba.

Livros

1998: Índios. Os Primeiros Habitantes 2003: Raízes do Povo Xavante 2004: Festas de Fé

Crónicas em jornais

2020: escreve crónicas para o jornal Público em que alerta para a situação dos indígenas brasileiros durante a pandemia do Covid19 Ver também

Claudia Andujar Nair Benedicto

Ligações externas Rosa Gauditano no Itaú Cultural Canal Londres - Entrevista Rosa Gauditano (fala sobre o seu percurso)

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