O ciclone-bomba no sul do Brasil foi um ciclone extratropical com desenvolvimento a partir de uma ciclogênese explosiva que atingiu a região sul do país no dia 30 de junho de 2020. Treze mortes foram confirmadas, sendo onze em Santa Catarina, uma no Rio Grande do Sul e uma no Paraná. Além disso, cerca de 1,9 milhão de consumidores ficaram sem energia elétrica nos três estados.Ciclone bomba em SC completa 1 ano em meio a tempestade RaoniCICLONE BOMBA VARRIA O SUL DO BRASIL HÁ UM ANOTornado, ciclone bomba e estiagem: em 2020, o clima castigou Santa CatarinaSaiba o que é o ciclone bomba que atingiu o Sul e quais serão os impactos no SudesteDefesa Civil realiza “Live” sobre o “Ciclone Bomba” registrado em 2020O que é o 'ciclone bomba' que está causando estragos no Sul do BrasilUm ano do 'ciclone bomba' em SC: 'Sonho dela era ver os filhos bem', diz mãe de uma das vítimas

O ciclone-bomba nada mais é do que um intenso sistema de baixa pressão atmosférica que sofre uma rápida intensificação em 24 horas. No caso presente, segundo Inmet, "a pressão atmosférica caiu exatamente 24 hPa de um dia para o outro, queda de 1020 hPa para 996 hPa, situação rara".

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Linha de tempestades (derecho)

esquerda|miniaturadaimagem|225x225px|Construção atingida pelos fortes ventos da linha de tempestade (derecho). Durante intensas tempestades convectivas formadas em decorrência do processo de ciclogênese que atingiu a Região Sul do Brasil em 30 de junho de 2020, várias cidades registraram picos de rajadas de ventos localizadas com mais de 150 km/h em diversos pontos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. esquerda|miniaturadaimagem|Galpão parcialmente destelhado. As danos não foram causados pelo ciclone extratropical em si, mas sim causados por uma intensa e duradoura linha de tempestades de um sistema quasi-linear que se formou em uma frente fria associada ao ciclone, com características de um derecho do tipo "serial", produzindo múltiplos downbursts contínuos (microbursts e macrobursts) por onde passava, além da produção de várias super-células embutidas com vendavais severos (downbursts e frentes de rajadas) no ambiente sinótico propício nos estados do Paraná e norte do Rio Grande do Sul e alguns mesovórtices embutidos na linha de tempestade. Até às 21h do dia 30, três mortes haviam sido registradas em decorrência do derecho produzido pelo ciclone-bomba em Santa Catarina, sendo uma na cidade de Chapecó, uma em Santo Amaro da Imperatriz e uma em Tijucas, além de uma morte no Rio Grande do Sul, na cidade de Nova Prata.

Ver também

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