Tomás António dos Santos e Silva (Setúbal, 12 de abril de 1751 - Lisboa, 19 de janeiro de 1816), foi um escritor e poeta português.RIBEIRO. João Reis. Histórias de região de Setúbal e Arrábida. vol. 1. Setúbal : Centro de Estudos Bocageanos, 2003. , pp. 72-76.PAXECO, Fran. Setúbal e as suas celebridades. Lisboa, Sociedade Nacional de Tipografia, 1930/1931, pp. 103-104. ENVIA, João Francisco. Setubalenses de mérito. Setúbal : ed. a, 2003. , pp. 379-381.

Biografia Tomás Santos e Silva nasceu em Setúbal, em 12 de abril de 1751, filho de Manuel António dos Santos e de Francisca Inácia.

Filho de uma família pobre, deveu ao seu padrinho, o desembargador Tomás da Costa de Almeida Castelo Branco, a possibilidade de prosseguir estudos, tendo frequentado a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. A morte do seu padrinho obrigou-o a abandonar os estudos.

Em Lisboa, onde passou a viver, Tomás Santos Silva integrou a Nova Arcádia, com o nome de Tomino SadinoCf. ANDRADE, Adriano da Guerra. Dicionário de pseudónimos e iniciais de escritores portugueses. Lisboa : Biblioteca Nacional, 1999. , p. 254., evocando, tal como Bocage, seu amigo, a sua terra natal.

Aos 45 anos cegou, tendo passado a viver no Hospital de S. José, debaixo da proteção dos enfermeiros-mores Lourenço de Lencastre e Francisco de Almeida de Melo e Castro. A administração seguinte do hospital retirou-lhe, porém, estes privilégios.

Volta para o hospital, em 1814, muito doente, falecendo em 19 de janeiro de 1816.

Obras Entre outras obras, Santos e Silva escreveu:Cf catálogo da Biblioteca Nacional de Portugal. Écloga de Tomino e Laura (1781)Estro de Tomás António dos Santos e Silva Cetobricense (1792) Por Ocasião do Sempre Deplorável Falecimento do Excelentíssimo Senhor D.Pedro Caro e Sureda (1806)Silveira (1809) El-Rei D.Sebastião em África (póstumo, 1817)Sepultura de Lésbia : Poema em 12 PrantosEm memória da noiva falecida. ''Brasilíada (poema)Santos e Silva era admirador de Napoleão. Depois da batalha de Austerlitz (dezembro de 1805), começou a escrever um poema em sua honra, a Napolíada. Porém , quando da primeira invasão francesa (1807) Santos e Silva rasgou o poema e compôs a Brasilíada manifestando o seu "zelo e amor da Pátria".

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