O Projeto de Jorge Wilheim para o Plano Piloto de Brasília foi um dos projetos submetidos ao Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil, tendo sido a proposta de número 3. Foi feito por uma equipe liderada pelo arquiteto e urbanista ítalo-brasileiro Jorge Wilheim.

Jorge liderou uma equipe interdisciplinar formada por diversos amigos como Maurício Segall, Pedro Paulo Poppovic, José Meiches, Riolando Silveira, Péricles de Amaral Botelho, Alfredo Gomes Carneiro e os primeiros integrantes da Jorge Wilheim Consultores Associados, Rosa Grena Kliass, Arnaldo Tonissi e Odiléia Setti.

Antecedentes A transferência da capital federal do Rio de Janeiro para uma nova cidade no Planalto Central havia se tornado a meta-síntese do governo do presidente Juscelino Kubitschek. Tendo vencido as resistências políticas e as burocracias, o presidente pediu ao arquiteto Oscar Niemeyer que projetasse a nova capital. Entretando, Niemeyer se negou a fazer o projeto urbanístico, ficando apenas com os edifícios. Para projetar a cidade, Niemeyer sugere a criação de um concurso nacional com a participação do Instituto de Arquitetos do Brasil, o que é aceito por Juscelino.

Assim, em 1956 é anunciado o Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil, com o edital da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) estabelecendo as regras que incluíam, por exemplo, que a cidade fosse projetada para 500 mil habitantes e a localização da área de cinco mil quilômetros quadrados. 62 concorrentes participaram do concurso, com 26 propostas apresentadas, entre elas a equipe de Jorge Wilheim, que estava animado com a ideia do concurso após o projeto urbanístico de Angélica, uma cidade no Mato Grosso do Sul, feito pouco tempo antes.

Proposta Jorge Wilheim contou com os diversos profissionais para contar com informações úteis para o projeto. Mauricio Segall e Pedro Paulo Poppovic trabalhavam, respectivamente, com a estimativa populacional e a composição social dos futuros moradores. José Meiches, especializado em engenharia hidráulica, imaginava o saneamento, Riolando Silveira e Péricles de Amaral Botelho pensavam na eletricidade e o próprio Wilheim do projeto urbanístico em si.

A proposta criava um parque cultural no centro cívico, e os ministérios distribuídos em uma avenida circular. O formato circular se repetir na mancha urbana, que começaria em prédios em altura mais ao centro e iria descendo o gabaritos das edificações até as casas de um pavimento, chegando a um parque que também seria circular. Na parte central também ficaria o setor comercial, próximo aos prédios em altura e os ministérios. Uma proposta de misturar uma porção comercial no meio do setor residencial, vinda do plano de Angélica, também fez parte da proposta.

Referências

Ligações externas

Proposta no site de Jorge Wilheim Matéria sobre a proposta na revista Habitat

Categoria:Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil Categoria:Projetos arquitetônicos de Jorge Wilheim