Adília Coelho de Albuquerque, Adília de Luna Freire ou Adília de Albuquerque Moraes (Icó, 12 de dezembro de 1874 — 2 de novembro de 1942) foi uma escritora, educadora e feminista brasileira.
Vida Nascida em 12 de dezembro de 1874, em Icó, município do Ceará, era filha de Maria Leontina Coelho de Albuquerque e de José Pinto Coelho de Albuquerque, um político cearense. Publicou artigos na imprensa cearense sob o nome de Adília Coelho de Albuquerque e Adília Pinto Coelho de Albuquerque. Com o primeiro casamento, passou a se chamar Adília de Luna Freire. miniaturadaimagem|273x273px|I Congresso Internacional Feminista, no Rio de Janeiro. Ficou viúva aos 19 anos e dedicou-se aos estudos na Escola Normal do Ceará. Sua participação na imprensa cearense começa ainda na fase estudantil, quando publica uma crônica no jornal A República. Formou-se em 1902 e prestou concurso para professora de português na mesma escola, onde passou a lecionar. Mais tarde, exerceu a função de inspetora federal do ensino.ALMEIDA, Gildênia Moura de Araújo. Mulheres beletristas e educadoras: Francisca Clotilde na sociedade cearense – de 1826 a 1935. 2012. Tese (Doutorado em Educação Brasileira) – Programa de Pós- Graduação em Educação Brasileira, Faculdade de Educação, Universidade Federal do Ceará.
Casou-se em 1910 com Tancredo Moraes, um escritor e advogado, adotando o sobrenome e passando a se chamar Adília de Albuquerque Moraes. Mudaram-se para o bairro da Praia do Peixe, nome pelo qual Adília organizou um movimento para alterar para Praia de Iracema, em homenagem à protagonista do romance de José de Alencar, cujo nome se mantém até hoje.
Utilizou a imprensa como forma de disseminação das ideais de direitos políticos e sociais às mulheres, tendo representado o Ceará no I Congresso Internacional Feminista, realizado pela Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, no Rio de Janeiro.
Uma de suas frases mais famosas é:
Aposentou-se da carreira de professora em 1924. Escreveu crônicas e artigos para diversos jornais, como como A República, Correio do Ceará, Gazeta de Notícias, Unitário, O Estado, O Nordeste, A Razão, Ceará lustrado e O Povo. Em 1934, ingressou no Partido Liberal Evolucionista do Ceará, tentando concorrer à Câmara Federal e à Assembleia Constituinte do Ceará.
Obras Crônicas da Escola Normal; Livros didáticos de gramática e história.
Morte Adília morreu em 2 de novembro de 1942, no Rio de Janeiro, aos 67 anos.
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