Sinomona (do grego syn-, em conjunto, e hormon, excitar) é a designação atribuída na ecologia química a uma substância semioquímica libertada por um organismo que, ao interagir com um indivíduo de outra espécie, evoca uma resposta comportamental ou fisiológica que resulta num benefício adaptativo tanto para o emissor como para o recetor. Proposto originalmente pelos investigadores Nordlund e Lewis em 1976 para colmatar uma lacuna na classificação das interações químicas interespecíficas, este conceito distingue-se claramente das alomonas (que beneficiam apenas o emissor) e das cairomonas (que favorecem apenas o recetor), constituindo a base molecular dos fenómenos de mutualismo e simbiose na biosfera. O exemplo mais extensamente documentado na literatura científica envolve as interações tritróficas entre plantas, insetos fitófagos e organismos parasitoides ou predadores: quando uma planta sofre danos mecânicos e bioquímicos causados pela alimentação de uma lagarta, ela despoleta a síntese e a subsequente libertação aerotransportada de compostos orgânicos voláteis induzidos por herbívoros (HIPVs), os quais funcionam como sinomonas ao sinalizarem a presença da presa a vespas parasitoides. Graças a este sinal molecular, a planta beneficia ao ver reduzida a pressão de herbivoria através da eliminação do seu agressor, enquanto a vespa beneficia ao localizar com extrema precisão o hospedeiro ideal para a oviposição e desenvolvimento da sua progénie. Adicionalmente, as sinomonas desempenham um papel primordial na polinização, visto que os voláteis florais emitidos pelas angiospérmicas atraem polinizadores específicos que garantem a reprodução e dispersão genética da planta, recebendo em troca recursos energéticos vitais como o néctar e o pólen. Face ao seu papel refinado na regulação dos ecossistemas, o mapeamento e a síntese artificial de sinomonas têm adquirido uma relevância crescente na agricultura sustentável contemporânea, servindo de base biotecnológica para estratégias de proteção integrada de pragas (PIP), tais como o sistema de repulsão e atração, que manipula a ecologia química dos campos para atrair predadores naturais e repelir pragas sem a necessidade de recorrer a inseticidas sintéticos convencionais.

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