miniaturadaimagem|A encosta da Ribeira de Aboinha, com os seus tradicionais moinhos de rodizio harmoniosamente enlaçados e integrados na paisagem, uma mancha florestal que constitui um verdadeiro "pulmão" do concelho de Gondomar, com uma vista magnífica sobre o rio Douro. A imagem mostra a parte final do percurso da ribeira entre o lugar de S. Jumil e a sua foz no rio Douro. Um vale magnífico com a sua ribeira, outrora ladeada de campos agrícolas, vinhas, árvores de fruto, e com as suas gentes. SANTOS; Dr. Jorge Manuel Ferreira Dos: "Os moinhos da Ribeira de Aboinha"; Município de Gondomar, (2017); |alt=A encosta da Ribeira de Aboinha, com os seus tradicionais moinhos de rodizio harmoniosamente se enlaçados e integrados na paisagem, uma mancha florestal que constitui um verdadeiro "pulmão" do concelho de Gondomar, com uma vista magnífica sobre o rio Douro. A imagem mostra a parte final do percurso da ribeira entre o lugar de S. Jumil e a sua foz no rio Douro. Um vale magnífico com a sua ribeira, outrora ladeada de campos agrícolas, vinhas, árvores de fruto, e gentes. miniaturadaimagem|A imagem mostra um dos cerca de catorze moinhos de rodizio da Ribeira de Aboinha, com a sua estrutura exterior perfeitamente recuperada, e a sua “inferna” ou “canal de fuga” em arco de volta perfeita virada para a ribeira. Uma estrutura em tudo semelhante com a dos restantes moinhos construídos nas margens desta belíssima ribeira. «“Este é um património do lugar de São Jumil e da freguesia de S. Cosme que se encontra esquecido no tempo e perdido nas memórias, e que deve ser a todo o custo divulgado e preservado, um património desconhecido da maioria da população e porventura das entidades públicas e privadas locais, que faz parte da história da freguesia, das suas gentes, da sua cultura, do seu passado, e da evolução da paisagem, e que representa um marco histórico e cultural da evolução do mundo e das enormes transformações e mudanças ocorridas na sociedade ao longo dos séculos. Com vários séculos de existência, estes moinhos representam os métodos e as técnicas de construção utilizadas na época. Característicos das zonas rurais e marcadamente representativos do quotidiano das aldeias e do modo de vida das suas gentes, do trabalho árduo, das necessidades e da aspereza da vida, os moinhos representam o engenho e arte do povo na utilização dos recursos naturais disponíveis, ultrapassando desafios e duros obstáculos na construção e utilização destes engenhos. Exemplo bem explícito do quotidiano árduo e laborioso das gentes é sem dúvida a arte do moleiro, o homem que zelava pelo funcionamento do moinho e pela moagem dos cereais. Por outro lado, oferecem-nos uma valiosa fonte de saber que nos permite compreender o modo de fabrico do pão, um elemento essencial na alimentação das populações, a sua importância na vivência dos nossos antepassados, e a extrema relevância da agricultura, do cultivo dos cereais, e do aproveitamento dos recursos naturais das águas dos rios e ribeiras…É por isso urgente planear a recuperação e salvaguarda deste importante património histórico e cultural, tornando as nossas raízes mais fortes com o passado, harmoniosamente enlaçadas no presente e no futuro. É extremamente necessário o empenho da câmara municipal, da junta de freguesia, das entidades locais, e da população, no concretizar de um projeto ambicioso que contemple a recuperação dos moinhos de água da ribeira de Aboinha”, (SANTOS, Dr. Jorge Manuel Ferreira Dos: “Os Moinhos da Ribeira de Aboinha”, Gondomar, 2017).»Idem;|alt=A imagem mostra um dos cerca de catorze moinhos de rodizio da Ribeira de Aboinha com a sua estrutura exterior perfeitamente recuperada, e a sua “inferna” ou “canal de fuga” em arco de volta perfeita virada para a ribeira. Uma estrutura em tudo semelhante com a dos restantes moinhos construídos nas margens desta belíssima ribeira. «“Este é um património do lugar de São Jumil e da freguesia de S. Cosme que se encontra esquecido no tempo e perdido nas memórias, e que deve ser a todo o custo divulgado e preservado, um património desconhecido da maioria da população e porventura das entidades públicas e privadas locais, que faz parte da história da freguesia, das suas gentes, da sua cultura, do seu passado, e da evolução da paisagem, e que representa um marco histórico e cultural da evolução do mundo e das enormes transformações e mudanças ocorridas na sociedade ao longo dos séculos. Com vários séculos de existência, estes moinhos representam os métodos e as técnicas de construção utilizadas na época. Característicos das zonas rurais e marcadamente representativos do quotidiano das aldeias e do modo de vida das suas gentes, do trabalho árduo, das necessidades e da aspereza da vida, os moinhos representam o engenho e arte do povo na utilização dos recursos naturais disponíveis, ultrapassando desafios e duros obstáculos na construção e utilização destes engenhos. Exemplo bem explícito do quotidiano árduo e laborioso das gentes é sem dúvida a arte do moleiro, o homem que zelava pelo funcionamento do moinho e pela moagem dos cereais. Por outro lado, oferecem-nos uma valiosa fonte de saber que nos permite compreender o modo de fabrico do pão, um elemento essencial na alimentação das populações, a sua importância na vivência dos nossos antepassados, e a extrema relevância da agricultura, do cultivo dos cereais, e do aproveitamento dos recursos naturais das águas dos rios e ribeiras…É por isso urgente planear a recuperação e salvaguarda deste importante património histórico e cultural, tornando as nossas raízes mais fortes com o passado, harmoniosamente enlaçadas no presente e no futuro. É extremamente necessário o empenho da câmara municipal, da junta de freguesia, das entidades locais, e da população, no concretizar de um projeto ambicioso que contemple a recuperação dos moinhos de água da ribeira de Aboinha”, (SANTOS, Jorge Manuel Ferreira: “Os Moinhos da Ribeira de Aboinha”, Gondomar, 2017).» A Ribeira de Aboinha é um afluente do rio Douro e tem uma extensão de aproximadamente 3 a 4 km. Nasce no lugar de Ramalde (confluência do rio Carreiro e Passagem de Baixo), passa no lugar de Aguiar, S. Jumil e Pedregal e desagua no rio Douro no lugar de Aboinha, na freguesia de S. Cosme, do Município de Gondomar junto à Av.ª Clube dos Caçadores, ao km 4.7 da estrada nacional n.º 108;

Desde a sua nascente vai serpenteando por campos agrícolas, terminado o seu curso numa descida acentuada por um vale íngreme e profundo ladeado de campos agrícolas e mata. As suas margens constituídas por pedras de granito de grandes dimensões formam muros que em alguns locais chegam a ter vários metros de altura. Possui várias represas outrora utilizadas para rega dos campos agrícolas e onde se formam pequenas quedas de água com cerca de 3 a 4 metros de altura, bem como um túnel de cerca de 25 a 30 metros de comprimento construído com pedras de granito e cuja conclusão data de 1848Idem;; A biodiversidade da zona envolvente à ribeira destaca-se pelas variadíssimas espécies de aves que vivem e ali constroem os seus ninhos, pelas nascentes e espécies de anfíbios, e pelas diversificadas espécies arbóreas que constituem aquele magnífico ecossistema;

A Ribeira de Aboinha foi esplendorosamente descrita pelo natural daquela freguesia, Professor Dr. Camilo de Oliveira – “Ribeira de Aboinha – Nasce no lugar de Ramalde, da freguesia de S. Cosme, passa pelo lugar de São Gemil e desagua no Douro no lugar de Aboinha. É também fértil em enguia, escalo, boga, truta, e a ruivaca"; OLIVEIRA; Professor Dr. Camilo de: O CONCELHO DE GONDOMAR: (APONTAMENTOS MONOGRÁFICOS), 3.ª EDIÇÃO, VOLUME I, CAPÍTULO II, pág. 304, 1983, TIPOGRAFIA GRÁFICOS REUNIDOS.

Junto às suas margens possui ainda um vasto conjunto (cerca de 14) de tradicionais moinhos de água ou rodizio, atualmente quase todos em ruinas, também eles documentados e mencionados pelo Professor Dr. Camilo de Oliveira – “A jusante da presa há um tanque (lavadouro público) com água da mina. Todas estas correntes de água ou quási todas foram e ainda hoje algumas são aproveitadas para moagem. E assim há moinhos de cereais: Um no lugar de Aguiar; outro em S. Gemil; outro em Ramalde; dois no Taralhão; outro em Ponte Real e três na Azenha.”

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