God of War Ragnarök é um jogo eletrônico de ação-aventura desenvolvido pela Santa Monica Studio e publicado pela Sony Interactive Entertainment. Foi lançado em 9 de novembro de 2022 para PlayStation 4 e PlayStation 5. Uma versão foi lançado para o Windows em 19 de setembro de 2024. É o nono título da série principal God of War, o décimo em ordem cronológica, e a sequência de God of War (2018). Vagamente baseado na mitologia nórdica, o jogo se passa na antiga Escandinávia e apresenta os protagonistas Kratos e seu filho Atreus. Servindo como o final da era nórdica da série, o jogo dá início ao Ragnarök, uma série de eventos que trazem o fim dos tempos e retrata a morte de alguns dos deuses nórdicos, que foi predito no jogo anterior após Kratos ter matado o deus Æsir Baldur.
A jogabilidade é semelhante ao título de 2018. Possui combate baseado em combos, bem como elementos de jogos de quebra-cabeça e RPG. A jogabilidade foi reformulada em relação ao jogo anterior: além das armas principais de Kratos, um machado de guerra mágico e suas lâminas duplas, ele também adquire uma lança mágica e seu escudo ficou mais versátil, com diferentes tipos de escudos que possuem distintas habilidades ofensivas e defensivas. Seu filho Atreus, assim como alguns outros personagens, auxiliam no combate e podem ser controlados passivamente. Além disso, e pela primeira vez na franquia, existem algumas missões de história em que o jogador assume o controle total de Atreus; sua jogabilidade é semelhante a de Kratos, mas ele usa seu arco mágico como arma. Também existem mais tipos de inimigos e mini-chefes do que no jogo anterior.
Originalmente programado para ser lançado em 2021, o jogo foi adiado em parte devido ao impacto da pandemia de COVID-19 no seu desenvolvimento e aos problemas de saúde do ator de Kratos, Christopher Judge, em agosto de 2019. Ragnarök foi aclamado pela crítica especializada, que concedeu elogios para sua narrativa, personagens, visuais, level design e melhorias gerais na jogabilidade em relação ao seu antecessor. O jogo foi um sucesso comercial, vendendo 5,1 milhões de unidades em seus primeiros cinco dias de lançamento, e tornando-se o jogo original mais rapidamente vendido da história do PlayStation. Em três meses, o jogo havia vendido mais de 11 milhões de cópias. Foi indicado a diversos prêmios, incluindo na categoria de Jogo do Ano no The Game Awards 2022.
Jogabilidade
God of War Ragnarök é um jogo eletrônico de ação-aventura em terceira pessoa. Possui uma câmera livre sobre o ombro, enquanto que cinematograficamente, o jogo é apresentado em plano-sequência, sem cortes de câmera ou telas de carregamento. A jogabilidade é semelhante ao seu antecessor, God of War (2018) e, assim como esse jogo, é apenas para um jogador. Ao longo do jogo, os jogadores lutam contra inimigos mitológicos nórdicos, com mais tipos de oponentes do que no título anterior. Além dos inimigos encontrados em seu antecessor, alguns tipos de adversários mais novos incluem Einherjars, serpes, stalkers (criaturas semelhantes a centauros com chifres), fantasmas, invasores humanos, nokkens, entre muitos outros. Os desenvolvedores também adicionaram mais mini-chefes para dar mais variedade ao jogo.
O jogador controla principalmente o personagem Kratos em um combate baseado em combos e elementos de jogos de quebra-cabeça. As principais armas de Kratos são um machado de guerra mágico chamado Machado Leviatã, e suas lâminas duplas, as Lâminas do Caos. Ele também possui um escudo, cuja versão original é chamada de Escudo do Guardião. Kratos também detém um combate corpo a corpo. O Machado Leviatã é infundido com magia elementar de gelo. Ele pode ser jogado nos inimigos e invocado magicamente de volta para sua mão, semelhante ao martelo Mjölnir, de Thor. A arma também pode ser lançada em objetos do ambiente para desencadear uma explosão prejudicial e congelar objetos e alguns inimigos no local para resolução de quebra-cabeças até ser convocado novamente. As Lâminas do Caos, infundidas com magia elemental de fogo, são um par de lâminas presas a correntes que podem ser giradas em várias manobras. Uma nova mecânica presente em Ragnarök é que as lâminas também podem ser usadas como um gancho para atravessar lugares altos e abismos. Elas também podem ser usadas para pegar e arremessar objetos nos inimigos. Kratos também obtém uma nova arma chamada Lança Draupnir, uma lança de ataque de curto e longo alcance que é infundida com magia elemental de vento e pode fazer cópias de si mesma; por exemplo, Kratos pode lançar várias lanças em um inimigo e fazer com que todas explodam de uma vez. Cada arma possui ataques leves e pesados. Elas podem ser atualizadas com runas para permitir ataques rúnicos mágicos, com slots para um ataque mágico leve e pesado, fornecendo aos jogadores uma variedade de opções para seu próprio estilo de jogo. A função do botão triângulo no controle também foi alterada em Ragnarök. No jogo anterior, o botão era usado apenas para invocar o machado de Kratos de volta à sua mão, mas se ele já tivesse com machado, nada acontecia. Agora, o botão adicionalmente permite que o jogador use "Movimentos de Assinatura de armas" para liberar um poderoso ataque mágico, dependendo da arma equipada. Se estiver em uma borda mais alta, o jogador pode pular para realizar um poderoso ataque com arma nos inimigos abaixo.
No jogo anterior, o escudo era usado apenas para bloquear e podia realizar um pequeno ataque de parry. Em Ragnarök, o escudo foi reformulado para maior versatilidade. Existem diferentes escudos que podem ser obtidos. Eles podem ser usados ofensivamente ou defensivamente, dependendo de qual escudo está equipado. Escudos menores são mais propensos a aparar, enquanto os maiores são mais defensivos. Por exemplo, o Escudo Destemido possui um ataque de parry que, quando acionado corretamente, Kratos esmaga o escudo em um inimigo que arremessa e atordoa os inimigos. Diferentemente, o Escudo Parede de Pedra é mais defensivo. Defender-se com o Escudo Parede de Pedra aumenta sua energia cinética e, uma vez totalmente carregado, o jogador pode bater o escudo no chão, emitindo uma grande onda de energia que repele os inimigos. Outros escudos com diferentes habilidades podem ser adquiridos ao longo do jogo. Quando não está em uso, o escudo se dobra e aparece como um brasão no antebraço esquerdo de Kratos. A habilidade Fúria Espartana de Kratos também foi atualizada. Agora existem três variações: Cólera, Bravura e Ira. Cólera é o modo padrão da Fúria Espartana e é idêntico ao jogo anterior em que Kratos usa ataques de mãos nuas para causar grandes danos aos inimigos. Bravura consome energia da fúria para restaurar a saúde e também pode ser usado como defesa se ativado no momento certo, enquanto que Ira desencadeia um poderoso ataque de arma dependendo de qual arma está equipada.
Assim como no jogo anterior, enquanto o jogador joga como Kratos, seu filho Atreus fornece assistência por meio de inteligência artificial, ajudando no combate, travessia, exploração e resolução de quebra-cabeças. O jogador pode controlar passivamente Atreus ditando onde ele dispara suas flechas com seu arco, seja em combate ou para resolver quebra-cabeças, bem como quais animais espectrais mágicos ele pode convocar para ajudar ainda mais no combate. Além disso, o combate de Atreus foi atualizado para refletir o crescimento de seu personagem. No jogo anterior, Atreus estava observando Kratos e aprendendo a lutar, enquanto que neste jogo, Atreus amadureceu. Ele possui combos encadeados mais longos, pode iniciar uma luta antes de Kratos e suas habilidades mágicas foram expandidas. Há também pontos no jogo onde outro personagem irá acompanhar Kratos em vez de Atreus e eles também podem ser controlados passivamente. Pela primeira vez na franquia, o jogador pode jogar inteiramente como um personagem diferente de Kratos (não incluindo o modo multijogador de God of War: Ascension). Isso só ocorre durante algumas missões da história, com o jogador assumindo o controle total de Atreus quando ele sai sozinho sem Kratos. Sua jogabilidade é semelhante a de Kratos, pois ele possui combate de curto alcance acertando os inimigos com seu arco, e ataques de longo alcance usando seu arco para atirar flechas. Além disso, Atreus possui flechas mágicas especiais, pode criar um escudo de magia e invocar animais espectrais mágicos para ajudar no combate. Atreus também tem sua própria habilidade de fúria na qual ele se transforma em um lobo (e mais tarde, em urso) para causar dano maior. Durante essas missões, Atreus normalmente possui outro personagem acompanhando-o e o jogador pode controlar passivamente esse personagem, assim como fazem com Atreus ao jogar como Kratos. Em algumas missões, Atreus possui uma espada mágica flutuante chamada Ingrid que substitui o personagem que o acompanha.
Ragnarök mantém os elementos de RPG do jogo de 2018. Isso inclui o sistema de criação com muitos dos mesmos recursos para criar novas armaduras ou atualizar armaduras e armas existentes com melhores vantagens. Há também muitas missões secundárias encontradas fora da narrativa central do jogo. Ragnarök também adiciona transmogrificação de armadura, que permite que o jogador mude a aparência de sua armadura equipada para qualquer outra adquirida sem perder nenhuma das estatísticas da armadura equipada. Na transmogrificação, no entanto, a peça de armadura equipada deve ser totalmente atualizada.
Ragnarök possui mais de 70 opções de acessibilidade. O sistema de interface do usuário (IU) do jogo foi redesenhado "para permitir mais flexibilidade e legibilidade", e mais opções de personalização para sistemas de combate e interação também foram adicionadas. Todos os recursos de acessibilidade do jogo de 2018 foram mantidos, mas também expandidos para permitir que os jogadores ajustem a jogabilidade de acordo com seus próprios estilos de jogo e necessidades.
Enredo Três anos após os eventos do jogo anterior, o Fimbulwinter, um grande inverno que abrange três verões, está chegando ao fim o que dará início à profecia do Ragnarök. Kratos e Atreus voltam da caçada para casa depois de escapar por pouco de uma emboscada de Freya. Depois de chegar, Atreus fica triste ao descobrir que um de seus lobos, Fenrir, está doente, e acaba morrendo. Atreus vai enterrar Fenrir enquanto Kratos descansa. Kratos acaba tendo um sonho com sua falecida esposa, Faye, que o diz que o tempo está acabando, e há muito o que fazer. Depois de perceberem que Atreus não voltava há muito tempo, Kratos e Mímir vão procurá-lo. Durante a busca, eles são atacados por um urso e Kratos quase mata o urso quando ele se transforma novamente em Atreus, que foi transformado no urso devido ao seu sofrimento emocional. Os três voltam para casa, onde são visitados por Thor e Odin, que vieram propor um acordo; os Æsir os deixarão em paz se Atreus parar de procurar Týr para iniciar o Ragnarök. Kratos se recusa, levando Odin a ordenar que Thor o ataque. Thor domina Kratos na batalha, mas depois recua quando ele diz que ainda não é a hora deles. Kratos confronta Atreus sobre sua busca por Týr, levando-o a levar Kratos ao santuário de Týr, revelando uma passagem secreta dentro do santuário que só pode ser aberta por gigantes. Dentro dela, Atreus diz a Kratos que ele junto com Sindri descobriu que Týr foi aprisionado em uma das minas em Svartalfheim e implora a ajuda de Kratos para libertá-lo, com a qual ele relutantemente concorda. Kratos e Atreus saem de Midgard e se refugiam na casa de Brok e Sindri dentro da Árvore do Mundo.