O de Havilland DH.50 foi um avião comercial biplano britânico construído na década de 1920 pela de Havilland no Aeródromo de Stag Lane, Edgware, produzido também sob licença na Austrália, Bélgica e Checoslováquia.
História No início da década de 1920, Geoffrey de Havilland percebeu que as aeronaves que estavam sobrando no pós-guerra precisariam ser substituídas, então sua empresa desenhou um biplano com uma cabine para quatro passageiros, o DH.50, aproveitando-se da experiência que obteve com o DH.9 O primeiro DH.50 (matriculado G-EBFN) voou em agosto de 1923 e foi usado por alguns dias por Alan Cobham, para vencer um prêmio de confiabilidade durante voos de teste entre Copenhaga e Gotemburgo.
Apenas 17 aeronaves foram construídas pela de Havilland; o restante foi produzido sob licença. As diferentes aeronaves tinham uma ampla opção de motores.
Em 1924, Cobham venceu a corrida aérea Copa do Rei () no G-EBFN, mantendo uma velocidade média de . Cobham fez vários voos de longo alcance com o protótipo até que recebeu uma segunda aeronave. Esta aeronave (matriculada G-EBFO) utilizava o motor Armstrong Siddeley Jaguar, surgindo então o DH.50J. Cobham voou com a aeronave por uma distância de do Aeroporto de Croydon a Cidade do Cabo, entre novembro de 1925 e fevereiro de 1926. A aeronave foi posteriormente equipada com dois flutuadores (produzidos pela Short Brothers em Rochester) para um voo de pesquisa na Austrália em 1926. No voo da Inglaterra para a Austrália, o engenheiro de Cobham (A. B. elliot) foi atingido e morto quando sobrevoavam o deserto entre Bagdá e Baçorá. Foi então substituído pelo Sargento Ward, um engenheiro da Força Aérea Real que recebeu permissão para juntar-se no voo. Também em 1926, um DH.50A com flutuadores foi usado no primeiro voo internacional realizado pela Real Força Aérea Australiana. O Chefe do Grupamento, o Capitão Richard Williams e outros dois membros da tripulação voaram durante três meses por uma distância de , de Point Cook às Ilhas do Pacífico.Stephens (2006), p. 39–41
Produção sob licença A aeronave tornou-se popular na Austrália e a de Havilland permitiu ser produzida sob licença neste país, levando a serem construídas 16 aeronaves. A Qantas construiu quatro DH.50A e três DH.50J, enquanto a Western Australian Airlines construiu três DH.50A e a Larkin Aircraft Supply Company construiu um DH.50A.Wilson (1994), p. 216 A SABCA produziu três DH.50A em Bruxelas, Bélgica e a Aero construiu sete em Praga, na então Checoslováquia.Crook (1997), p. 21 O DH.50 da Qantas produzido na Inglaterra (G-AUER/VH-UER) foi modificado em Longreach, Queensland, para suprir a necessidade australiana na Australian Inland Mission como ambulância aérea. A aeronave foi chamada de Victory' pelo Rev. J Flynn, sendo a primeira aeronave utilizada no Royal Flying Doctor Service.
Variantes thumb|right|DH.50A Bell Bird (G-AUEK)
DH.50: avião comercial biplano monomotor. DH.50A: motorizado com um Siddeley Puma de . DH.50J: frota da Qantas produzida na Austrália com um motor radial Bristol Jupiter Mk IV de . Outros motores radiais foram instalados em outras aeronaves da série DH.50J.Gunn (1985)
Operadores thumb|right|DH.50J Atalanta da Qantas (VH-UHE)
Australian Aerial Services Ltd Holdens Air Transport Qantas Rockhampton Aerial Services Ltd Real Força Aérea Australiana West Australian Airlines Ltd
Sabena
ČSA
Iraq Petroleum Transport Company Ltd
Força Aérea Real da Nova Zelândia
Air Taxis Ltd Brooklands School of Flying Ltd Imperial Airways Ltd North Sea Aerial and General Transport Company Ltd Northern Air Lines Ltd
Referências Notas
Bibliografia (part work 1982–85)
Ligações externas
Fotografia de um DH.50S equipado com flutuadores
Categoria:Aviões biplanos Categoria:Aeronaves da De Havilland Aircraft Company Categoria:Aviões civis de transporte de passageiros Categoria:Aviões civis a pistão Categoria:Aviões monomotor