Biathanatos, a Declaration of that Paradoxe or Thesis, that Selfe-homicide is not so Naturally Sinne, that it may never be otherwise (em português: Biathanatos, uma declaração daquele paradoxo, ou tese, segundo o qual o auto-homicídio não é tão naturalmente um pecado que nunca possa vir a deixar de sê-lo), ou simplesmente Biathanatos, é um livro do poeta inglês e padre anglicano John Donne, no qual ele argumenta que, sob certas condições, o suicídio é defensável. Estima-se que a escrita do livro foi completada em 1608, mas foi somente em 1647, depois de sua morte e contra a vontade de Donne, que o trabalho foi publicado por seu filho. O significado histórico de Biathanatos está no fato de ser o primeiro texto em inglês que trata da proibição cristã do suicídio.
Conteúdo Biathanatos não é um endosso incondicional ao suicídio. Donne visa apenas defender o suicídio em honra de Deus, uma forma de morte voluntária que, em sua opinião, deveria ser excluída da condenação. Mesmo assim, ele enfatiza que o desejo de alguém de se matar não é anormal. Ao longo do texto, Donne menciona várias figuras da antiguidade clássica e bíblica , como Sansão, Saul e Judas Iscariotes. Todos esses personagens escolheram a morte voluntária. Sem designar a morte de Cristo explicitamente como suicídio ("auto-homicídio"), Donne enfatiza que ele libertou sua alma "antes do tempo natural". Essa imagem da entrega voluntária da alma do corpo, em vez de ser vencida pela morte, é comum nos escritos de Donne como, por exemplo, em "A Hymn to God the Father".
Bibliografia Michael Rudick and M. Pabst Battin (eds.) Biathanatos (Garland English Texts 1982). The Cambridge Companion to John Donne, chapitre 14, Ramie Targoff : "Facing death", Cambridge University Press, 2006
Ligações externas John Donne, Biathanatos. A modern-spelling edition, with Introduction and Commentary, by Michael Rudick and M. Pabst Battin (Garland English Texts, Number 1), 1982
Categoria:Literatura da Inglaterra Categoria:Livros do século XVII