O Experimento Pitești refere-se a uma série de torturas físicas e psicológicas realizadas na prisão de Pitești, localizada na Romênia, entre os anos de 1949 a 1951 pelas autoridades comunistas, com o objetivo de "bestializar" e "reeducar" presos políticos e religiosos para que mudassem de personalidade e obtivessem, assim, obediência absolutaRusan ao Partido Comunista Romeno.

As estimativas para o número de pessoas que passaram pelo experimento são calculadas a partir de 1000 e 5000Popa indivíduos. O ativista Virgil Ierunca se referia a Pitești como o maior e mais intensivo programa de tortura de lavagem cerebral no Bloco de LesteIerunca, p. 41.

Ao começo As primeiras etapas de “reeducação” ocorreram na prisão de Suceava e foram posteriormente adotadas em Pitești e Gherla, esta última com menor intensidadeMăgirescu; Rusan.

De acordo com um testemunho recolhido:O grupo de supervisores era chefiado por presos políticos sob o comando de Eugen Turcanu, que escolheu um grupo de pessoas "reeducadas" como assistentes sob o nome de Organização de Prisioneiros com Crenças ComunistasCioroianu, p. 317.

Estágios de "reeducação" O processo teria início em 1949 envolvendo tortura física e humilhaçãoCesereanu; Măgirescu; Rusan e embora no início o diretor da prisão, Dumitrescu, não fosse favorável, acabou cedendo, chegando a participar de alguns espancamentos.

Os detidos receberam espancamentos severos e regulares e foram forçados a torturar uns aos outros para desencorajar a lealdadeCesereanu; Cioroianu, p. 317; Rusan, depois forçados a comparecer a sessões programadas, com temas como materialismo dialético e Joseph Stalin acompanhando tais sessões de violência aleatória.

Primeira etapa: "Desmascaramento externo" As vítimas foram inicialmente interrogadas por meio de tortura física para que pudessem revelar detalhes íntimos de suas vidas pessoaisCesereanu; Cioroianu, p. 317, muitos dos detidos acabaram reconhecendo crimes falsos como uma esperança de evitar a tortura.

Segunda etapa: "Desmascaramento interno" Os torturados foram forçados a revelar os nomes daqueles que se comportaram de forma menos brutal.

Terceiro estágio: "Desmascaramento moral público" Os presos foram forçados a denunciar suas crenças, lealdades e valores. Os detidos religiosos se vestiam de Jesus Cristo e eram humilhados por outras pessoasMăgirescu, além de serem forçados a blasfemar de símbolos religiosos e textos sagrados.

Tortura Além da violência física, os detidos eram obrigados a realizar trabalhos humilhantes, como limpar o chão com um pano entre os dentes, sendo mantidos e mal alimentados em condições insalubresCioroianu, pág. 318. Os detidos eram espancados para permanecerem acordados na mesma posição, com qualquer tipo de oração sendo brutalmente punida, além de serem forçados a comer rapidamente, incluindo fezes e vômito. O batismo cristão era ridicularizado, com a Sagrada Comunhão sendo substituída por fezes, além de baldes de urina e material fecal sendo jogados nos prisioneiros.

Os métodos utilizados foram derivados da pedagogia de Anton Makarenko em relação à reabilitação. Turcanu o citaria como um modelo de inspiração.

Consequências da tortura Como Bacu explicaBacu, p.103: O historiador francês Stephane Courtois fez as seguintes afirmações sobre o experimento:Piteşti foi uma experiência inacreditável, levada ao extremo. Sim, houve outros experimentos de engenharia psicológica como o do Khmer Vermelho com a população cambojana, mas eles eram banais em comparação. No Camboja, as pessoas eram obrigadas a participar, depois do trabalho, de reuniões em que tinham de repetir slogans o tempo todo. Mas em Piteşti eles trabalharam dia e noite, sem interrupções, na psicologia dos jovens, para transformá-la completamente. E até agora, que eu saiba, esta é a única experiência desse tipo. Talvez coisas novas sejam descobertas nos arquivos de Moscou, na China ou em outros lugares, mas de acordo com o estado atual de nosso conhecimento histórico, é uma experiência única. É de grande interesse porque nos mostra até onde o projeto comunista pode ser levado, até onde uma experiência pode ser levada.Como resultado da tortura, estima-se que entre 100 e 200 detidos morreram, com ossadas sendo descobertas até os dias atuais. Seja como for, as causas das mortes foram falsificadas nas certidões de óbito.

O final Em 1952, o Ministro do Interior Teohari Georgescu seria posteriormente expurgado do partido junto com Vasile Luca e Ana Pauker. Com o expurgo, membros da Organização de Prisioneiros com Crenças Comunistas foram julgados secretamente por abuso e alguns de seus membros teriam sido condenados à morte.

Ver também

Gulag Unidades Militares de Ajuda à Produção Ana Pauker Tuol Sleng

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