Arqueanassa (grego , ), uma nativa de Cólofon, foi uma hetera ou cortesã que vivia em Atenas no final do século V a.C. De acordo com fontes biográficas sobre Platão, o filósofo quando jovem esteve profundamente apaixonado por Arqueanassa e dirigiu-lhe um epigrama de quatro versos, conhecido dentro os seus alegados Epigramas como epigrama IX, mas a alegação é espúria.

Relatos O poema é citado na íntegra por Diógenes Laércio em sua biografia de Platão e por Ateneu em um levantamento sobre cortesãs famosas.Diógenes Laércio, Vidas dos Filósofos 3.31; Ateneu, Deipnosofistas 13.589c Na versão deste último em seu Deipnosofistas:

O mesmo poema também é encontrado, em forma quase idêntica, na compilação bizantina chamada Antologia Palatina. Nessa fonte, embora ainda seja dirigida a Arqueanassa, sua autoria é atribuída não a Platão, mas a Asclepíades,Anthologia Graeca 7.217 tendo o feito como um epitáfio ou écfrase:

A construção com uso do verbo "segurar" era comum em evocações tumulares, mas também pode ter sido um epigrama misto que emprestou de outro gênero e apresentou-se em uma obra de arte. A pira pode figurar uma reversão literária, no sentido de que Aquearnassa passou por uma pira funerária, mas na verdade seus amantes que teriam passado pela pira das chamas de seu amor, metaforicamente, ou que literalmente também estariam mortos. O epigrama teria sido rearranjado por Pseudo-Aristipo, fonte de Diógenes Laércio, e por conta disso, embora alguns estudiosos modernos tenham aceito a atribuição a Platão como válida,E.g. E. Diehl, Anthologia Lyrica Graeca fasc. 1 (1954) p. 104 ("Plato. 8"); D. L. Page, Epigrammata Graeca (1975) p. 49 ("Plato. IX") estudiosos contemporâneos consideram-na como implausível devido ao estilo de epigramas eróticos estar difundido apenas a partir do século III a.C., além de que seria uma modificação posterior que transformou a inscrição em uma elegia de caráter difamatório ao filósofo.Ludwig, Walther (1963). "Plato's Love Epigrams". Roman and Byzantine Studies 4. p. 68-72

Roger Scruton figura Arqueanassa nos diálogos filosóficos fictícios Xanthippic Dialogues (1993), e em sua sequência Perictione in Colophon (1999).

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