A Frota da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro nessa lista abaixo apresenta as locomotivas pertencentes a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro em 31 de Dezembro de 1921. Das 341 locomotivas que a CMEF teve durante sua história; aqui encontram-se listadas 305.
História Diferente de outras empresas ferroviárias como a Sorocabana e a São Paulo Railway que instalaram parte de suas oficinas em São Paulo ou da Cia. Paulista que concentrou suas operações de manutenção em Jundiaí ao lado do terminal da São Paulo Railway, a Companhia Mogiana implantou uma pequena oficina de reparos em Campinas em 1879, que naquela época era uma cidade afastada e com poucos recursos. A operação da Mogiana revelou vários problemas de projeto em seu material rodante, exigindo serviços de manutenção e reparo cada vez mais complexos além da aquisição de novos equipamentos para atender a crescente demanda de transporte de passageiros e cargas.
Evolução do Material rodante da Companhia Mogiana durante o século XIXMaterial18751890Locomotivas654Carros759Vagões26733Referências: Relatórios Anuais da Companhia Mogiana de 1873 e 1890.
Com a epidemia de febre amarela em Campinas entre 1880 e 1890, os serviços de operação e manutenção da estrada foram fortemente afetados, exigindo a implantação de um posto de manutenção emergencial na estação de Anhumas. Após a debelação da epidemia, surgiu o projeto de construção de novas oficinas em Campinas, capazes de atender ao movimento cada vez maior da ferrovia Mogiana.
Em 1890 a Mogiana adquiriu de Joaquim Policarpo Aranha, Barão de Itapura, uma área de 93 mil metros quadrados no Jardim Guanabara para implantar suas oficinas principais. O projeto e sua implantação foram entregues ao engenheiro Carlos William Stevenson (1869-1946), sendo executadas entre 1897 e 1908.
Numerações Durante a sua história, a Frota da CMEF pode ser dividida em 3 diferentes períodos, relativos a numeração vigente, da numeração original, utilizada desde a fundação da Companhia até aproximadamente 1914 baseava-se na ordem de aquisição, a segunda, de 1914 a 1938/9, ao contrário estebelecerá um padrão que as classificava com base em seu tipo, e por fim a terceira, da data anterior até a extinção da tração a vapor na Mogiana, sendo está uma pequena "atualização" do padrão anterior, nota-se porém que houve pequenas mudanças durante estes intervalos.
O sistema adotado em 1914 e retificado em 38, dividia as locomotivas em três tipos: para trens de passageiros, de carga e manobra:
Dos números 30 à 65 - Locomotivas tipo "American" (4-4-0) destinadas a trens de passageiros
De 100 à 368 - Locomotivas "Ten Wheel" (4-6-0) ou Pacific (4-6-2) para trens de passageiros
De 400 à 957 - Ten Wheel, "Consolidation" (2-8-0), "Mikado" (2-8-2), Garrat (4-6-0+0-6-4, tipo "Mogiana") e Mallet (2-6+6-2) para trens de carga.
De 980 à 987 - Locomotivas para Manobra.
Frota Locomotivas a vapor +Bitola de 0,60 cmModeloFabricanteNumeraçãoQuantidadeImagemNotas2-4-2S. Stewart1-33 Ambas as locomotivas Nº 1 e 2 foram vendidas para a Companhia Carril Agrícola Funilense, posteriormente operaram na Usina Esther. Preservadas em Cosmópolis. Por seu tamanho, eram as locomotivas menos potentes da CMEF, com 2.200 kg de poder de tração.0-6-2Baldwin4-74 A locomotiva Nº 6 foi também vendida para a Usina Esther, encontra-se preservada na Agropecuária Anhumas, em Campinas.2-6-08-103 A Locomotiva Nº 9 foi vendida em 1916 ao Tramway da Cantareira. Em março de 1942, o mesmo foi incorporado pela E.F. Sorocabana, que iniciou um plano de modernização, incluindo alargar a bitola de 0,60 m para 1,00 m. Por volta de 1950, a então locomotiva nº 9 foi vendida para a Usina Santa Teresa. Lá, foi rebitolada para 0,75 m e ganhou o número 11. Operou provavelmente até o fim da ferrovia, nos anos 1990. A Locomotiva Nº 10 por outro lado operou no ramal de Serra negra até 1956, ano de seu fechamento, foi também vendida a Usina de Santa Teresa, em 1976 foi revendida e comprada pela Ffestiniog Railway a qual a revendeu novamente em 2002 para Brecon Montain que finalmente iniciaram um processo de restauração, convertendo-a a uma 2-6-2, em 2019 iniciaram-se os testes da locomotiva para puxar trens turísticos.Total10 +Bitola de 1,0 mModeloFabricante1ª Numeração2ª Núm.3ª Núm.QuantidadeImagemNotas e Referências.4-4-0B. Peacock50-51252-5544-6-0S. Stewart100-1056 A Locomotiva Nº 104 esta preservada estaticamente em Olímpia, SP, lá é conhecida como "Maria Olímpia".150-15910Mogiana160-17011Baldwin, 1913200-2034204-2107 A Locomotiva Nº 208 foi a ultima a trafegar no ramal de Socorro. Encontrasse lá [Socorro] preservada em boas condições.250-25564-6-2ALCo256-2605260-?Desconhecido4-6-0B. Peacock3001301-3055 A Locomotiva Nº 302 foi doada à prefeitura de Campinas pela Fepasa e ficou em exposição no Parque Portugal por anos. Após sofrer de vandalismo, foi doada à ABPF, onde operou na extinta Estrada de Ferro Vale do Bom Jesus, entre Pedregulho e Rifaina. Com a desativação do trem, foi transferida para a ABPF - Campinas, onde hoje se encontra aguardando restauração. A Locomotiva Nº 303 esta exposta em Uberaba, MG.350-36516100x100px A Locomotiva Nº 351 foi alugada à Estrada de Ferro São Paulo e Minas em 1964. Também fez parte do patrimônio transferido para à Fepasa, em 1971. Foi doada pela própria à prefeitura de Monte Alegre do Sul juntamente com um carro da Estrada de Ferro Sorocabana, ficando durante mais de 30 anos em exposição no Balneário Municipal, onde sofreu com a ação do tempo. Em 2007, foi iniciada sua recuperação, juntamente com o carro de passageiros, concluída em 2008. Se encontra operacional, tracionando o trem ao longo de 1,5 quilômetros do antigo Ramal de Socorro.366,3672400-40910 A Locomotiva Nº 405 se encontra na ABPF - Regional Campinas, aguardando restauração. Também fez parte do patrimônio transferido para a Fepasa em 1971.410-42011 A Locomotiva Nº 417 foi doada ao Hotel Fazenda Duas Marias, juntamente com 3 carros de passageiros, onde se encontra hoje. Também fez parte do patrimônio transferido para a Fepasa em 1971. A Locomotiva Nº 420 se encontra preservada estaticamente em Ribeirão Preto, SP, junto de alguns carros e vagões que também pertenceram à companhia. Também fez parte do patrimônio transferido para a Fepasa, em 1971.Baldwin421,4222450-45452-8-0S. Stewart500-5089Mogiana509,5102Baldwin550-56213A locomotiva Nº 562 foi batizada de "Mogyana", tendo sido parcialmente construída nas oficinas de Campinas, fora vendida a EFSPM, que viria baixa-la de sua frota em 1963.600-60672-6-6-2ALCo6031Ex. VFRGS 603, fabricada em 1911, transferida a CMEF em 10/11/1951 com o proposito de tracionarem os trens de cargas mais pesados em linhas quais suas Mallets (relativamente mais pesadas do que esta unidade) não poderiam transitar.Henschel & Sohn617, 6182Ex. VFRGS 608 e 617, transferidas para a CMEF em 07/10/1952 e 26/10/1952, respectivamente. Ambas baixadas e sucateadas em 1965.2-8-0Baldwin, 1911650-66314 A Locomotiva Nº 650 se acidentou com a locomotiva Nº 52, o incidente ocorreu próximo a Araguari-MG, aparentemente a GL8 colidiu na traseira da 2-8-0 fazendo com que o tender esmagasse a cabina, por volta do final dos anos 50.Mogiana663-6663Tais locomotivas foram fabricadas em 1938 pela Mogiana em suas oficinas em Campinas, o objetivo era aliviar a série 650, com a construção dessas maquinas a Mogiana pode-se prestigiar-se de um feito impressionante, a construção se deu das 18 às 21 horas, tempo recorde.2-8-2BaldwinSérie 700DesconhecidoALCo720-73314 A Locomotiva Nº 725 encontra-se preservada pela ABPF Campinas. Havia sido transferida para a EFSPM em 1964. Posteriormente serviu como caldeira fixa no pátio da estação Guanabara.740-7434Adquiridas de segunda mão da EFS onde eram originalmente numeradas como 242 a 245.Henschel & Sohn, 1938750-7545Possivelmente as locomotivas mais poderosas da CMEF.Esforço de tração de 16.620 kg, a 17/20 de pressão.Baldwin, 1944760-77112 A locomotiva nº765, explodiu acidentalmente em São Simão, na madrugada do dia 9 de julho de 1955. O incidente ficou conhecido como "o trem da mugiana que explodiu". Encontra-se preservada pela ABPF/SC a locomotiva Nº 760. Embora tenham feito parte do patrimônio transferido para a Fepasa, em 1971 a ultima as transferiu a RFFSA no inicio da década de 70, com o intuito de opera-las na EFDTC. A locomotiva Nº 770 foi vendida à Singer, e depois doada à ABPF - Regional Santa Catarina, onde aguarda restauração.4-6-6-4B. Peacock156, 157 (1912) / 189 - 191 (1914).700-704900-9045Garrat's: Sendo erroneamente classificadas como "4-6-6-4" quando na verdade se tratavam de 4-6-0+0-6-4. Originalmente compunham dois lotes diferentes o primeiro composto pelas locomotivas Nº 700 e 701 e o segundo era composto pela 702, 703 e 704. As locomotivas do primeiro lote tinham um diâmetro de cilindro x curso de 13x20 polegadas com a pressão de caldeira de 180 libras, uma grelha de aproximadamente 2,5 m². O segundo lote tinha a mesma área de grelha, 160 libras na caldeira e eram 2 toneladas mais pesadas além do diâmetro de cilindro x curso de 14x20 polegadas.2-6-6-2Baldwin150, 151, 162, 163.750-753950-9534ALCo754-757954-95740-4-0Hohenzollern8009801Foi renumerada para 980 em 1938. Nos anos 1960, foi para o Museu Ferroviário de Jundiaí, onde ficou juntamente com o carro A-2. Com o remodelamento do museu, foi guardada em um galpão das Oficinas de Rio Claro em estado de abandonamento. Em 1995, a ABPF - Regional Campinas resgatou-a e o carro A-3. Hoje, restaurados e operacionais, formam uma composição utilizada em ocasiões especiais.4-4-0S. Stewart80198112-6-2802,803982, 98322-8-2Mogiana804-807984-9874 A locomotiva Nº 807 ganhou o Grande Prêmio na Exposição do Centenário da Independência no Rio de Janeiro.Total173Total Geral183 +Por fabricante:FabricanteOrigemQuantidadeALCoEUA33Baldwin81Beyer PeacockInglaterra56DecauvilleFrança1H. St. PierreBélgica1HenschelAlemanha5Hohenzolern3MogyanaBrasil22Sharp StewartInglaterra50
Automotriz Diesel +Bitola de 1,0 mModeloRodagemFabricanteNumeração na CMNumeração na FepasaQuantidadeImagemNotasCM"Cabineiras"B-ACompanhia Mogiana1011-10135031-5032*3As unidades B-A operaram entre 1938 e meados dos anos 1970. Enquanto a unidade A-B-B (que tinha capacidade para 50 pessoas e corria a velocidade consideravelmente alta) entre 1939 e fim dos anos 60 e começo dos 70.A-B-B10011RDC-A ("Coach")Budd701, 702 (AS-1 e AS-2)Série 50002Originalmente pertencentes a Rede Mineira de Viação na onde eram denominadas M609, M610, M702 e M703. Foram trocadas por 15 carros de aço-carbono produzidos pela própria CMEF em Campinas. Foram as recordistas de velocidade na bitola métrica no Brasil atingindo 110 km/h.
Atualmente a unidade AS-2 encontra-se em Carlos Gomes aguardando restauração pela ABPF Campinas.RDC-A ("Coach Buffet")703, 704 (AS-3 e AS-4)2 *Unidades restantes.
Locomotivas diesel-elétricas +Bitola de 1,0 mModeloRodagemFabricanteNumeração na CMNumeração na FepasaQuantidadeImagemNotasEMD G12B+BEMD101-1303651-368030100x100pxOriginalmente foram adquiridas 5 unidades, porém graças ao financiamento concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico pode-se comprar mais 25 unidades, totalizando 30, com a numeração de fabrica como 3001-3030. Quando do recebimento destas locomotivas as mesmas eliminaram completamente a tração a vapor na linha tronco entre Campinas e Ribeirão Preto, o objetivo da Mogiana era tornar 100% diesel toda a tração até Uberaba, Guaxupé e Poços de Caldas, quando do recebimento do segundo lote.EMD GL8B+BEMD51-733616-363823100x100pxAlgumas unidades sofreram alterações em seu design realizadas nas oficinas da CMEF em Campinas incluindo a adição de janelas abaixo das originais.