Biocobre é uma liga de cobre com pureza equivalente ou maior que 99,99% e que passa pelo processo de nano raspagem. No Brasil, esse processo é conhecido como bio raspagem e é realizado sobre os materiais com o objetivo de aumentar o potencial antimicrobiano, capaz de eliminar microrganismos em menos tempo, tornando o material mais apto a combater agentes nocivos. Isto se dá por conta do aumento da área de contato dos íons de cobre, que já possuem propriedades antimicrobianas e que, ao entrarem em contato com microrganismos, têm área de atuação maior de reação contra vírus, fungos e bactérias, eliminando-os mais rápido do que em uma superfície antimicrobiana sem este processo.
Este processo foi patenteado e registrado pela empresa Biocobre, uma startup de Biotecnologia, criada com o objetivo de diminuir os riscos da contaminação pelo Novo Coronavírus. A empresa conseguiu adaptar o uso da liga Biocobre para uma espessura fina, tornando-a mais elástica, maleável e capaz de ser aplicada de maneira adesiva para utilização em corrimões, ônibus, botões de elevadores e maçanetas.
Em relação a outros materiais como o cobre comum ou o aço inox, o Biocobre conseguiu demonstrar cientificamente ser um material superior na luta contra infecções cruzadas. Em estudos realizados em laboratório de nível 3 de biossegurança, aptos para a manipulação desse tipo de vírus, os testes com Biocobre foram capazes de inativar mais de 77% do Sars-Cov-2 em menos de dois minutos, 95% em menos de 10 minutos e mais de 99% em até 30 minutos, o que é um tempo reduzido em comparação ao cobre comum, que teve o tempo divulgado de 4 horas para ser efetivo ou do aço inox que levou 72 horas.
A eficácia do cobre por si só na defesa contra superbactérias também foi apoiada por outros estudos. Uma pesquisa, financiada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, descobriu que o uso de cobre em superfícies de hospitais, incluindo grades de cabeceira, bandejas, postes intravenosos e apoios de braços de cadeiras, reduz as infecções relacionadas com a assistência à saúde, as chamadas de infecções hospitalares, em 58%. O que é um resultado espetacular, pois o impacto financeiro dessas doenças é bastante alto, já que elas aumentam o tempo de internação. No Brasil, a ANVISA aponta uma taxa de infecção hospitalar de 9%, com uma letalidade de 14,35%.
O material ainda esta em fase de pesquisas e sua comercialização sendo realizada apenas para locais com alto índice de contaminação cruzada.
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https://biocobre.com.br/Biocobre_Laudo.pdf https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmc2004973 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23571364/ https://biocobre.com.br/comprar
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