Scaura longula é uma espécie de abelha sem ferrão (meliponíneo) eusocial da família Apidae e tribo Meliponini. É nativa da região neotropical e conhecida popularmente no Brasil como jataí-preta, jataí-negra, ramichi-negra-grande ou mehnô-rã-tyk (em alguns povos indígenas).Cortopassi-Laurino, Marilda. Que Abelha é esta? – A abelha sem ferrão Scaura longula (jataí-preta) de Goiás. Mensagem Doce n. 150, APACAME, março de 2019.
A espécie se destaca por construir os favos de cria na posição vertical, característica incomum entre os meliponíneos brasileiros.
Taxonomia A espécie foi descrita originalmente como Melipona longula por Lepeletier em 1836.Moure's Bee Catalogue. Scaura longula (Lepeletier, 1836). Disponível em: https://moure.cria.org.br/catalogue?id=117732. Acessado em 24 de abril de 2026.
Distribuição Scaura longula ocorre em países da América do Sul, como Bolívia, Colômbia, Peru e Suriname. No Brasil, registra-se em diversos estados. Habita principalmente florestas densas, terras baixas, platôs, áreas de igapó e florestas latifoliadas, também estando presente no cerrado, nidificando em ocos de árvores vivas ou mortas, de médio a grande porte.Yamada, Alayne M. T. D. Relações filogenéticas do gênero Scaura (Hymenoptera, Apidae, Meliponini). Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo, 2011.
Descrição É uma abelha de médio porte, com coloração predominantemente preta e brilhante. As operárias são relativamente mansas.Guia de Identificação de Abelhas Sem Ferrão. Instituto Terra Verde, 2019. p. 60-61.
Biologia e comportamento Scaura longula é uma espécie generalista, visitando diversas plantas para coleta de néctar e pólen, atuando como polinizadora.
Sua característica mais marcante é a arquitetura do ninho: as células de cria são construídos na posição vertical, enquanto a maioria dos meliponíneos brasileiros utiliza células horizontais ou helicoidais. As células são iniciadas na vertical (com alimento larval e ovos) e, com o desenvolvimento das larvas, vão se reposicionando gradualmente para a horizontal até a eclosão das abelhas adultas.Nogueira-Neto, Paulo. A arquitetura do ninho de Scaura longula Lepeletier (Hymenoptera, Apidae, Meliponinae). Naturalia, Edição Especial, p. 14-20, 1992.
A entrada do ninho é simples e pode apresentar tubos de cerume ou resina.Nogueira, David. Sistemática de Scaura Schwarz, 1938 (Hymenoptera, Apidae, Meliponini). Dissertação de Mestrado, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 2016.
Meliponicultura A espécie é manejável na meliponicultura devido ao comportamento manso das operárias. Seu mel é produzido em pequena quantidade, mas a espécie é valorizada por meliponicultores pela biologia única e aparência distinta. É considerada relativamente rara e associada a florestas nativas.
Ligações externas Artigo completo na APACAME (Mensagem Doce n. 150) Observações no GBIF iNaturalist
longula Categoria:Abelhas do Brasil Categoria:Himenópteros descritos em 1836 Categoria:Nomes de abelhas de origem tupi