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The Atlantic é uma revista e editora multiplataforma estadunidense sediada em Washington, D.C.. Fundada em 1857, em Boston, com o nome The Atlantic Monthly, começou como uma revista literária e cultural que publicava comentários de escritores sobre educação, a abolição da escravidão e outras questões políticas da época. A publicação reúne artigos sobre política, relações internacionais, negócios e economia, cultura e artes, tecnologia e ciência.
A revista foi mensal até 2001, quando publicou 11 edições. Desde 2003, publicou dez edições por ano. A palavra "Monthly" deixou de aparecer na capa a partir da edição de janeiro/fevereiro de 2004, e o nome foi oficialmente alterado em 2007. Em 2024, anunciou que voltaria à periodicidade mensal em 2025. Em 2024, Adrienne LaFrance era a editora-executiva do site, Jeffrey Goldberg era o editor-chefe e Nicholas Thompson era o diretor-executivo.
A revista foi comprada em 1999 pelo empresário David G. Bradley, que a transformou em uma publicação editorial generalista voltada principalmente a leitores nacionais interessados em assuntos públicos e a "líderes de opinião". Em 2017, ele vendeu uma participação majoritária à Emerson Collective, organização de Laurene Powell Jobs. Em 2024, a revista ultrapassou um milhão de assinantes e passou a operar com lucro, três anos depois de ter perdido US$ 20 milhões em um único ano e demitido 17% de sua equipe.
História Fundação e crescimento inicial miniatura|James Russell Lowell, primeiro editor de The Atlantic
No outono de 1857, Moses Dresser Phillips, editor de Boston, criou The Atlantic Monthly. O projeto da revista tomou forma durante um jantar no Parker House Hotel, em Boston, narrado por Phillips em uma carta:
Naquele jantar, Phillips apresentou sua ideia para a revista:
Entre os fundadores da revista estavam Francis H. Underwood e os escritores W. E. B. Du Bois, Ralph Waldo Emerson, Oliver Wendell Holmes, Henry Wadsworth Longfellow, Harriet Beecher Stowe e John Greenleaf Whittier. "... owever, was the founding of the Atlantic Monthly in 1857. Initiated by Francis Underwood and with Lowell as its first editor, the magazine had been sponsored and organized by Lowell, Emerson, Holmes, and Longfellow." James Russell Lowell foi seu primeiro editor. Stowe foi convidada para o jantar, mas recusou porque seriam servidas bebidas alcoólicas. Ainda assim, assinou, ao lado de Herman Melville e Nathaniel Hawthorne, o manifesto que estabelecia os objetivos da publicação, e The Atlantic a inclui entre seus fundadores.
A primeira edição de The Atlantic saiu em novembro de 1857. No terceiro ano, a revista já era publicada pela editora bostoniana Ticknor and Fields, que mais tarde passou a fazer parte da Houghton Mifflin. Em 1878, The Atlantic incorporou The Galaxy, revista mensal concorrente criada doze anos antes pelos irmãos William Conant Church e Francis P. Church. The Galaxy havia publicado obras de Mark Twain, Walt Whitman, Ion Hanford Perdicaris e Henry James. Em 1879, The Atlantic mantinha escritórios em Winthrop Square, em Boston, e no número 21 da Astor Place, em Nova Iorque.The Atlantic Monthly, volume 43, 1879. Nos séculos XIX e XX, a revista também publicou o The Atlantic Monthly Almanac anual.
Século XX A revista foi comprada em 1908 pelo então editor Ellery Sedgwick e permaneceu em Boston. A Atlantic Monthly Press foi fundada em 1917 e, por muitos anos, funcionou em parceria com a Little, Brown and Company. Entre os livros publicados estavam Drums Along the Mohawk (1936) e Blue Highways (1982). A editora foi vendida em 1986 e passou a integrar a Grove Atlantic como selo editorial.
Em 1980, a revista foi adquirida por Mortimer Zuckerman, empresário do setor imobiliário e fundador da Boston Properties, que se tornou presidente de seu conselho. Em 27 de setembro de 1999, Zuckerman transferiu a propriedade da revista para David G. Bradley, dono do National Journal Group, voltado à cobertura de Washington, D.C. e do governo federal. Bradley havia prometido não transferir a revista para Washington, e ela permaneceu em Boston pelos cinco anos e meio seguintes.
Século XXI Em abril de 2005, os responsáveis pela publicação anunciaram que a redação deixaria sua sede de longa data no número 77 da North Washington Street, em Boston, para se juntar às divisões de publicidade e circulação da empresa em Washington, D.C. Em agosto, Bradley disse ao The New York Observer que a mudança não tinha como objetivo economizar dinheiro. A economia imediata, entre US$ 200.000 e US$ 300.000, seria relativamente pequena e absorvida pelos gastos com indenizações. O objetivo era criar um centro em Washington no qual os principais profissionais das publicações de Bradley pudessem trabalhar em conjunto sob a Atlantic Media Company. Poucos integrantes da equipe de Boston aceitaram a mudança, e Bradley iniciou uma busca aberta por uma nova equipe editorial.
Em 2006, Bradley contratou James Bennet, então chefe da sucursal de Jerusalém do The New York Times, como editor-chefe. Também contratou Jeffrey Goldberg e Andrew Sullivan como escritores da revista. Em 2008, Jay Lauf entrou para a organização como editor e vice-presidente. Em 2017, era editor e presidente da Quartz. No início de 2014, Bennet e Bob Cohn tornaram-se copresidentes de The Atlantic. Cohn passou a ser o único presidente em março de 2016, quando Bennet foi escolhido para comandar a página editorial do The New York Times. Goldberg foi nomeado editor-chefe em outubro de 2016.
Em 28 de julho de 2017, The Atlantic anunciou que Laurene Powell Jobs havia adquirido a participação majoritária por meio da Emerson Collective. Peter Lattman, integrante da organização, foi imediatamente nomeado vice-presidente do conselho de The Atlantic. David G. Bradley e a Atlantic Media mantiveram uma participação minoritária na venda. Em maio de 2019, a jornalista de tecnologia Adrienne LaFrance tornou-se editora-executiva. Em dezembro de 2020, Nicholas Thompson, ex-editor-chefe da Wired, foi nomeado diretor-executivo.
Em 2022, The Atlantic transferiu seus escritórios para The Wharf, no bairro Southwest Waterfront, em Washington, D.C.
Publicações literárias e editoriais miniatura|Em fevereiro de 1862, The Atlantic foi a primeira publicação a imprimir "Battle Hymn of the Republic". miniatura|Escritório da revista na sede da Ticknor & Fields, no número 124 da Tremont Street, em Boston, por volta de 1868.Boston Directory, 1868.
Publicações Como revista literária, The Atlantic publicou obras de muitos autores ao longo de sua existência. Foi a primeira publicação a imprimir textos dos abolicionistas Julia Ward Howe, com "Battle Hymn of the Republic" em 1 de fevereiro de 1862, e William Parker, cuja narrativa de escravizado "The Freedman's Story" saiu em fevereiro e março de 1866. Também publicou "The New Education", de Charles William Eliot, uma defesa de reformas práticas no ensino superior. O artigo antecedeu a eleição de Eliot para a presidência da Universidade Harvard, em 12 de março de 1869. A revista publicou ainda trabalhos de Charles W. Chesnutt antes que ele os reunisse em The Conjure Woman, de 1899.
A revista também publicou textos especulativos que inspiraram o desenvolvimento de novas tecnologias. Um exemplo é o ensaio "As We May Think", de Vannevar Bush, publicado em julho de 1945, que inspirou Douglas Engelbart e, mais tarde, Ted Nelson no desenvolvimento da moderna estação de trabalho e da tecnologia de hipertexto.
A publicação acompanhou mudanças culturais ao longo do século XX. Entre os escritores que surgiam na década de 1920, Ernest Hemingway teve o conto "Fifty Grand" publicado na edição de julho de 1927. Em agosto de 1963, no auge do movimento pelos direitos civis, a revista publicou a defesa da desobediência civil de Martin Luther King Jr., "Letter from Birmingham Jail", sob o título "The Negro Is Your Brother".
Século XXI No século XXI, The Atlantic passou a publicar com frequência reportagens longas e entrevistas com pessoas em evidência. Entre suas matérias de capa estiveram "Why Women Still Can't Have It All", de Anne Marie Slaughter, em 2012, e "A Case for Reparations", de Ta-Nehisi Coates, em 2014. Em 2015, "Obama Doctrine", de Jeffrey Goldberg, foi amplamente discutida pela imprensa estadunidense e recebeu respostas de líderes de outros países.
Em 2 de agosto de 2023, foi anunciado que Goldberg, editor-chefe de The Atlantic desde 2016, seria o décimo apresentador do programa jornalístico Washington Week, da PBS. A revista também entrou em uma parceria editorial com o programa, que passou a se chamar Washington Week with The Atlantic, em moldes semelhantes à colaboração anterior com o National Journal. O primeiro episódio com o título ampliado e Goldberg como apresentador foi transmitido em 11 de agosto de 2023.
Em 2022, os escritores e colaboradores frequentes da edição impressa incluíam James Fallows, Jeffrey Goldberg, Ta-Nehisi Coates, Caitlin Flanagan, Jonathan Rauch, McKay Coppins, Gillian White, Adrienne LaFrance, Vann R. Newkirk II, Derek Thompson, David Frum, Jennifer Senior, George Packer, Ed Yong e James Parker.
Apoios em eleições presidenciais dos Estados Unidos The Atlantic raramente declarou apoio a candidatos à Presidência dos Estados Unidos. Fez isso cinco vezes em sua existência:
Em 1860, três anos depois do início da publicação, o então editor James Russell Lowell apoiou o republicano Abraham Lincoln em sua primeira candidatura à presidência e também defendeu a abolição da escravidão. Em 1964, Edward Weeks escreveu em nome do conselho editorial para apoiar o presidente democrata Lyndon B. Johnson e rejeitar a candidatura do republicano Barry Goldwater. Em 2016, o conselho editorial pediu aos leitores que apoiassem a candidata democrata Hillary Clinton, em uma rejeição à candidatura do republicano Donald Trump. Em 2020, The Atlantic apoiou o candidato democrata Joe Biden na eleição presidencial de 2020 e pediu aos leitores que se opusessem à reeleição de Trump. No início de 2024, The Atlantic publicou uma edição especial com 24 artigos, intitulada "If Trump Wins", que advertia que um possível segundo mandato de Trump seria pior que o primeiro. Em outubro, a publicação apoiou a candidata democrata Kamala Harris contra Trump na eleição de 2024.
Depois da vitória de Trump na eleição de novembro de 2016, a revista tornou-se uma crítica frequente de seu governo. Em março de 2019, uma matéria de capa do editor Yoni Appelbaum defendeu o impeachment de Trump: "É hora de o Congresso julgar se o presidente tem condições de exercer o cargo." Em setembro de 2020, publicou uma reportagem baseada em fontes anônimas que afirmava que Trump se referira a militares estadunidenses mortos como "perdedores". Trump chamou a matéria de "história falsa" e disse que a revista estava morrendo.Publicação de Donald Trump no Twitter, 4 de setembro de 2020.
Recepção Público Um estudo de 2025 do Pew Research Center sobre diferenças de escolaridade entre o público de 30 grandes veículos de notícias dos Estados Unidos encontrou em The Atlantic a maior proporção de leitores com formação universitária: 62% de seu público tinha pelo menos um bacharelado.
Prêmios Em 2005, a revista recebeu um National Magazine Award na categoria de ficção.
Em junho de 2006, o Chicago Tribune incluiu The Atlantic entre as dez melhores revistas em língua inglesa e a chamou de "avó dos periódicos, com 150 anos", por manter seus leitores "informados e atentos", com matérias de capa como a disputa então prevista em torno de Roe v. Wade. O jornal também elogiou seções regulares como "Word Fugitives" e "Primary Sources", chamando-as de "barômetros culturais".