Onomácrito (; c. 530 – c. 480 a.C.) foi um cremólogo grego, ou compilador de oráculos, que vivia na corte do tirano Pisístrato em Atenas. Diz-se que ele preparou uma edição dos poemas homéricos e foi um colecionador diligente, bem como falsificador de oráculos e poemas antigos.
Segundo Heródoto Heródoto relata que Onomácrito foi contratado por Pisístrato para compilar os oráculos de Museu, mas que Onomácrito inseriu suas próprias falsificações que foram detectadas por Laso de Hermíone.Javier Martínez, "Onomacritus the Forger, Hipparchus' Scapegoat?", in Fakes and Forgers of Classical Literature, Madrid, 2011, , pp. 217 ff. Como resultado, Onomácrito foi banido de Atenas pelo filho de Pisístrato, Hiparco. Após a fuga dos pisistrátidas para a Pérsia, Onomácrito reconciliou-se com eles. De acordo com Heródoto, Onomácrito induziu Xerxes I, o Rei da Pérsia, por suas respostas oraculares, a decidir sobre sua guerra com a Grécia.
Segundo Pausânias Pausânias atribui a Onomácrito certos poemas forjados com o nome de Museu.Pausânias, 1.22.7 Ao explicar a presença do Titã Ânito em Licosura, ele diz que "De Homero o nome dos Titãs foi tirado por Onomácrito, que nas orgias que ele compôs para Dioniso fez dos Titãs os autores dos sofrimentos do deus".Pausânias 8.37.5 Portanto, Onomácrito é responsável por inventar um aspecto importante da mitologia sobre os Titãs.
Segundo Thomas Taylor A seguir estão as observações de Thomas Taylor sobre as obras de Orfeu supostamente forjadas por Onomácrito:
Bibliografia
Heródoto, 7.6 Pausânias 1.22.7, 8.37.5 Harper's Dictionary of Classical Antiquities, by Harry Thurston Peck. Nova Iorque. Harper and Brothers, 1898. Prolegomena to the Study of Greek Religion, por Jane Ellen Harrison, Cambrígia, 1903.
Categoria:Poetas da Grécia Antiga