miniaturadaimagem|Vídeo "FLIR" (Novembro de 2004) miniaturadaimagem|Vídeo "GIMBAL" (Janeiro de 2015) miniaturadaimagem|Vídeo "GOFAST" (Janeiro de 2015) Os vídeos de OVNIs do Pentágono são gravações visuais selecionadas de exibições de instrumentação da cabine de aviões de combate da Marinha dos Estados Unidos baseados nos porta-aviões USS Nimitz e USS Theodore Roosevelt em 2004, 2014 e 2015, com filmagens adicionais feitas por outra equipe da Marinha em 2019. Os quatro vídeos granulados em preto e branco, amplamente caracterizados como documentando OVNIs oficialmente, foram objeto de ampla cobertura na mídia desde 2017. O Pentágono posteriormente abordou e publicou oficialmente os vídeos em 2020 (13 anos depois que o primeiro dos vídeos vazou para o público em 2007) e confirmou a proveniência dos vídeos vazados de 2019 em duas declarações feitas em 2021.
A publicidade em torno dos vídeos gerou uma série de possíveis explicações, incluindo drones ou aeronaves terrestres não identificadas, leituras de instrumentos anômalos ou artefatos, fenômenos de observação física (por exemplo, paralaxe), erro humano de observação e interpretação e, como é típico no contexto de tais incidentes, especulações extraordinárias de espaçonaves alienígenas.
Contexto Em 14 de novembro de 2004, o piloto de caça comandante David Fravor do USS Nimitz Carrier Strike Group , juntamente com outro oficial investigou indicações de radar de vários possíveis alvos na costa do sul da Califórnia. Fravor relatou que viram um objeto branco brilhante e oval, na forma de um Tic Tac, pairando sobre (ou sob) uma perturbação do oceano. Ele estimou que o objeto tinha cerca de 12 metros de comprimento.
Uma segunda leva de caças, incluindo o piloto tenente comandante Chad Underwood, decolou do Nimitz para investigar. Ao contrário de Fravor, o caça de Underwood estava equipado com uma câmera infravermelha avançada (FLIR).
Underwood gravou o vídeo FLIR, e cunhou a descrição "Tic Tac" para descrever a imagem de infravermelhos, mas ele próprio não viu nenhum objecto invulgar, segundo ele porque estava concentrado no sistema FLIR.
Durante 2014–2015, os pilotos de caça associados ao estavam operando na costa leste quando eles gravaram os vídeos "GIMBAL" e "GOFAST" enquanto relatavam deteções por instrumentos de objetos aéreos desconhecidos que os pilotos não conseguiram identificar.
Avistamentos visuais thumb|Os caças estavam a aproximadamente 160 quilômetros da costa de San Diego quando foram direcionados ao OVNI. thumb| em frente ao thumb|Boeing F/A-18E/F Super Hornet
Antes do incidente, no início de novembro de 2004, o navio de guerra USS Princeton havia relatado que uma luz desconhecida o tinha perseguido, por duas semanas.
Quando o mesmo evento ocorreu novamente às 12h30 de 14 de novembro de 2004, um oficial de operações a bordo do Princeton contatou dois jatos da marinha americana do USS Nimitz. O primeiro jato estava sendo pilotado pelo comandante David Fravor, oficial comandante do esquadrão de ataque 41, auxiliado pelo seu oficial do sistema de armamentos no banco traseiro, e o segundo pilotado por um jovem tenente recruta. O operador de operações do Princeton pediu que as aeronaves fossem guiadas até ao OVNI. Embora as condições meteorológicas para esse dia fossem ótimas, com o céu azul, sem nuvens e com o mar calmo, quando os caças dos EUA chegaram ao local, os dois caças não viram nada no ar nem em seu radar. Ao olhar para o mar, no entanto, eles perceberam uma área de água oval agitada com ondas espumosas.Para Fravor, parecia que algo do tamanho de um avião Boeing 737 estava sob as águas, fazendo com que as ondas quebrassem sobre ele.
Alguns segundos depois, eles notaram o objeto pairando com movimentos erráticos 50 metros acima da água. Ambos os pilotos descreveram-no depois como sendo sólido, branco, de 10 a 14 metros de comprimento, sem pára-brisa, sem asas, nem empenagem, e sem nenhum motor visível.
Fravor começou uma descida para abordar o objeto, mas ele alegou que o OVNI evitava qualquer tipo de aproximação fazendo manobras "impossíveis", que inutilizavam qualquer tentativa de aproximação. Quando Fravor se aproximou um pouco, ele relatou que o objeto começou a ascender ao longo de um caminho curvo, mantendo distância do caça de Fravor, espelhando sua trajetória em círculos opostos. Fravor então fez uma manobra agressiva, mas neste momento disse que o OVNI foi embora com uma aceleração incrível, em menos de 2 segundos sumindo da vista dos pilotos, deixando-os assustados. Poucos minutos depois, o USS Princeton confirmou que o objeto estava agora a 60 km de distância. De acordo com Popular Mechanics, o objeto teve que voar mais rápido do que Mach 3 para cobrir tal distância. Ao perder contato visual com o objeto, ambos os caças F-18 estavam com pouco combustível e tiveram que retornar ao USS Nimitz.
Após o retorno da primeira equipe para o Nimitz, uma segunda equipe decolou às 15h00, desta vez equipado com uma câmera infravermelha avançada. Uma segunda filmagem infravermelha foi lançada pelo Pentágono junto a primeira filmagem. Embora a mídia muitas vezes apresente os dois vídeos juntos para ilustrar o incidente envolvendo o USS Nimitz, a segunda filmagem não é do mesmo incidente, fora filmado na costa leste dos Estados Unidos em uma data desconhecida.
Divulgação dos vídeos Em 16 de dezembro de 2017, o The New York Times relatou os incidentes e publicou dois vídeos, intitulados "FLIR" e "GIMBAL", que supostamente mostravam encontros de caças do Nimitz e do Theodore Roosevelt com aeronaves de formato incomum e movimento rápido. Além disso, o Washington Post publicou um vídeo de um encontro semelhante, intitulado "GOFAST". Os relatórios tornaram-se objeto de "especulação fervorosa por parte de investigadores de OVNIs". Essas matérias foram criticadas pelo professor de jornalismo Keith Kloor como "uma narrativa curiosa que parece ser impulsionada por reportagens tendenciosas e com poucas fontes". De acordo com Kloor, "uma atenção superficial foi dada às explicações mais prováveis e prosaicas. Em vez disso, a cobertura adotou, na sua maior parte, uma abordagem intrigante e misteriosa que explora o rótulo chamativo de 'OVNI' na manchete".
Os vídeos, que apresentam dados de exibição da cabine de comando e imagens em infravermelho, além do áudio das comunicações entre os pilotos perseguidores, foram fornecidos inicialmente à imprensa por Christopher Mellon, ex-vice-assistente do Secretário de Defesa para Inteligência. Na mesma época, Luis Elizondo, diretor do Programa de Identificação de Ameaças Aeroespaciais Avançadas, renunciou ao Pentágono em outubro de 2017 para protestar contra o segredo governamental e a oposição à investigação, declarando em uma carta de renúncia ao Secretário de Defesa James Mattis que o programa não estava sendo levado a sério. Segundo a revista Wired, uma cópia de um dos vídeos estava online, em um fórum sobre OVNIs, desde pelo menos 2007.
Em setembro de 2019, Susan Gough, porta-voz do Pentágono, confirmou que os vídeos divulgados foram feitos por aviadores navais e que fazem "parte de uma questão maior de um número crescente de incursões em estandes de treinamento por fenômenos aéreos não identificados nos últimos anos". Em 27 de abril de 2020, o Pentágono liberou formalmente os três vídeos. Em fevereiro de 2020, a Marinha dos Estados Unidos confirmou que, em resposta a consultas, sessões de esclarecimento de inteligência apresentadas por oficiais da inteligência naval foram fornecidas a membros do Congresso.
Divulgações de 2021
Em abril de 2021, a porta-voz do Pentágono, Sue Gough, confirmou que imagens de vídeo disponíveis publicamente do que parecia ser um objeto triangular não identificado no céu haviam sido gravadas por pessoal da Marinha a bordo do USS Russell em 2019. O escritor de ciência e investigador cético Mick West sugeriu que a imagem era resultado de um efeito óptico chamado bokeh, que pode fazer com que fontes de luz fora de foco pareçam triangulares ou piramidais devido à forma da abertura de algumas lentes de câmera. O Pentágono também confirmou fotografias de objetos descritos como "esfera", "bellota" e "dirigível metálico".
No mês seguinte, Gough confirmou ainda que um segundo vídeo havia sido gravado por pessoal da Marinha e estava sob análise da Força-Tarefa de UAPs. O vídeo, gravado em 15 de julho de 2019, a bordo do USS Omaha, supostamente mostra um objeto esférico voando sobre o oceano visto através de uma câmera infravermelha à noite, movendo-se rapidamente pela tela antes de parar e desacelerar em direção à água. West também comentou sobre o vídeo, afirmando que "o que temos aqui é a explicação mais simples, e a explicação mais simples é que é apenas um avião. Move-se como um avião, age como um avião".
Divulgações de 2023 thumb|UAP no Oriente Médio, 2022 thumb|Sul da Ásia, 2023, identificado como um avião comercial de passageiros. thumb|Sul da Ásia 2, 2023, filmagem adicional, identificada como um avião comercial de passageiros. O movimento aparente de idas e vindas é um artefato da distância focal mais longa e do sensor tentando dar zoom na aeronave em movimento rápido.
No início de 2023, a rastro de propulsão de um objeto foi filmado por dois drones MQ-9 no Sul da Ásia que inicialmente Sean M. Kirkpatrick, diretor do Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO) do Pentágono, acreditava ser "verdadeiramente anômalo". Após análise do AARO, Kirkpatrick descreveu o rastro como uma "imagem de sombra" (artefato visual); a assinatura de calor da propulsão, quando vista em infravermelho, era claramente a de apenas um avião comercial.
Em 31 de maio de 2023, Kirkpatrick compartilhou um vídeo em infravermelho em uma reunião pública da equipe de estudo independente de UAPs da NASA, gravado no oeste dos Estados Unidos em 2021, no qual a análise completa, combinada com dados de voos comerciais na região, levou o AARO do Pentágono a concluir que se tratava de aeronaves comerciais.
Em 19 de abril de 2023, o Pentágono divulgou outro vídeo apresentando imagens de drone MQ-9 do Oriente Médio retratando um fenômeno aéreo não identificado. Kirkpatrick informou a uma subcomissão dos Serviços Armados do Senado que o objeto se assemelhava a uma pequena "esfera metálica". No entanto, Kirkpatrick disse que eles incapazes de identificar completamente qualquer coisa a partir deste vídeo. Ele disse à ABC News que nenhuma explicação pôde ser feita sobre o objeto do vídeo, devido à falta de dados. Alguns ufólogos céticos apontaram que o referido fenômeno aéreo poderia ser apenas um balão.
Explicações potenciais Até 2020, os fenômenos aéreos registrados durante os eventos do Nimitz e do Roosevelt eram caracterizados pelo Departamento de Defesa como "não identificados". thumb|right|Animação do efeito de paralaxe, onde um observador em movimento percebe diferenças de velocidade entre objetos a distâncias variadas. Um objeto no céu diretamente acima dos edifícios mais próximos, mas erroneamente considerado como estando acima dos mais distantes, seria percebido como se estivesse se movendo rapidamente. A ampla atenção da mídia a esses eventos motivou teorias e especulações de indivíduos e grupos privados sobre as explicações subjacentes, incluindo aquelas focadas em tópicos pseudocientíficos como a ufologia. Em relação às explicações pseudocientíficas, o escritor Matthew Gault afirmou que esses eventos "refletem o mesmo padrão que se repetiu dezenas de vezes antes. Alguém vê algo estranho no céu... e o público salta para uma conclusão ilógica".