Peru Livre (, PL), em extenso Partido Político Nacional Peru Livre, é um partido político peruano de esquerda.
O partido foi fundado em 2007 com o nome de Movimento Político Regional Peru Livre, foi oficialmente constituído como organização nacional em fevereiro de 2012 com o nome de Peru Libertário. A fusão do Movimento Político Regional Peru Livre e do Partido Político Nacional Peru Libertário deu origem ao Partido Político Nacional Peru Livre, fato este o único registrado na história política do país. Em janeiro de 2019, o nome do partido foi finalmente alterado para a denominação atual de Peru Livre.
O candidato à presidência do partido Pedro Castillo, em um primeiro turno bastante disputado, foi o mais votado na eleição presidencial peruana de 2021, após um aumento surpreendente de apoio a um mês da votação, passando ao segundo turno contra a candidata de direita Keiko Fujimori. O segundo turno foi caracterizado por uma disputa voto a voto, com a coligação Peru Livre passando à frente da direita graças aos votos das regiões rurais e serranas do país. Quando a votação abrangia 99,998% das seções eleitorais a diferença em favor de Castillo era de pouco mais de 71 mil votos, com sua opositora alegando fraude, o que não foi reconhecido pelos observadores internacionais.
Ideologia O partido descreve-se como uma "organização socialista de esquerda" que defende o anti-imperialismo, a democracia, a descentralização, o federalismo, o humanismo, o internacionalismo, a integração latino-americana e a soberania. A legenda afirma basear-se nas obras de Karl Marx, Friedrich Engels, Vladimir Lenin e José Carlos Mariátegui. A posição política do Peru Livre tem sido descrita por observadores de diversas formas — variando da esquerda à extrema-esquerda —, enquanto sua ideologia é caracterizada como marxista, marxista-leninista, populista de esquerda e socialista.
Tanto Pedro Castillo quanto Vladimir Cerrón — e o partido como um todo — adotaram posturas conservadoras em questões sociais, assim como seus oponentes de direita; posicionaram-se, por exemplo, contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, embora defendam a descriminalização do aborto. Após seu sucesso no primeiro turno das eleições presidenciais de 2021, Castillo declarou opor-se ao chavismo e a Nicolás Maduro, distanciou-se da ala de extrema-esquerda do partido, afirmou que não nacionalizaria a indústria e garantiu que respeitaria o Estado de Direito para acalmar o alarmismo do mercado, acrescentando que assumiria a liderança do partido no lugar de Cerrón.
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