Os clubes poliglotas são comunidades abertas, colaborativas e sem fins lucrativos que organizam encontros no geral totalmente gratuitos e abertos ao público destinados à prática e aprendizagem de idiomas e suas culturas. Sendo um método de aprendizado por comunidade. Inspirados pelos encontros multilíngues do Polyglot Club de Paris, iniciados em 2005 a partir do site criado em 2003, os clubes poliglotas são atualmente uma crescente rede colaborativa internacional. No Brasil as primeiras atividades registradas datam de 2008. E em Portugal em 2007. O que não significa que organismos como o Couchsurfing, Hospitality Club, Pasaporta Servo, Associação Universal de Esperanto, Internations, ou pessoas não possam ter promovido atividades tais em momentos anteriores.

História Muito embora os intercâmbio linguísticos planejados acompanhem a história da humanidade. Em tempos modernos o fenômeno popularizou-se com o advento da internet. Em 2003, Vincent Scheidecker publicou pela primeira vez a página do The Polyglot Club, criada e desenvolvida por ele próprio. No ano de 2005, Patrick Rousseau começou a promover os eventos presenciais diretamente ligados ao The Polyglot Club. A partir daí o movimento vem crescendo internacionalmente surgindo, inclusive, organismos alternativos com práticas semelhantes como por exemplo o Mundo Lingo criado em 2011 na Argentina ou o BlaBla Language Exchange inciado em 2016 em Hanoi ou o Dame Tu Lengua iniciado em 2012 em Bogotá.

Existem alguns movimentos nacionais também com o propósito de ajudar os locais a desenvolverem habilidades linguísticas de forma popular e grátis como é o caso do Polyglot Indonesia criado em 2016 ou o Clube Poliglota Brasil fundado em 2014 pela associação dos clubes poliglotas locais existentes à época no Brasil.

Esses clubes têm fomentado uma comunidade poliglota internacional robusta com ênfase na divulgação e prática da poliglossia (ou poliglotismo) como habilidade necessária em um mundo globalizado. Surgindo por isto encontros internacionais anuais como por exemplo a Polyglot Conference em 2013, o Polyglot Gathering em 2014, o Poliglotar em 2016 e o LangFest em 2017.

Funcionamento Geralmente, os encontros ocorrem em cafés, praças, praias e outros espaços públicos. Os participantes organizam-se de acordo com os idiomas que falam. Os encontros costumam ser organizados em pequenos grupos a partir do participante mais experiente e que cumpre o papel de anfitrião, chamado host, responsável por determinado idioma. As reuniões começam com conversações informais, livres. Podem ser iniciados com jogos, apresentações musicais, ou discussões sobre temas específicos.

Com a eventualidade da pandemia, os clubes poliglotas utilizam ferramentas virtuais como Zoom, Meet, Jitsi, WhatsApp, Telegram, ClubHouse, Discord. Etc. Mantendo assim a segurança da prática de seus membros.

Movimento no Brasil Os primeiros encontros registrados no Brasil a partir do Polyglot Club foram em 2008, mas somente a partir de 2009 começou a haver clubes funcionais com o surgimento do Encontro Poliglota promovido pelos intérpretes e tradutores Otto Mendonça e Alba Cardoso tendo duração até 2011.

Em 2013 o economista Ricardo Pamplona e o ator Georgos Jurobola fundaram o Clube Poliglota Fortaleza, mais antigo clube poliglota em funcionamento contínuo no Brasil, logo mais surgindo o Clube Poliglota Brasília a partir de encontros anteriores de intercâmbio linguístico do Couchsurfing. Com a formação do Clube Poliglota Brasil vários clubes surgiram ou foram poliglotizados, quando monoglóticos ou bilíngues, desde então no Brasil. Chegando a somar mais de 50 clubes, alguns dos quais aparecendo em várias reportagens em alguns veículos de comunicação. E alguns somando mais de 13 mil membros.

Com a catástrofe da pandemia de Covid-19 os encontros presenciais dos clubes foram adaptados a virtuais.

Primeiros de promotores

Ano Cidade Iniciadores 2003 Paris, FR Vincent Scheidecker e Patrick Rousseau

2014 Foz do Iguaçu, PR Otto Mendonça

2014 Fortaleza, CE Lopes (Jurobola) e Ricardo Pamplona

2015 Maceió, AL Danilo Belo Daniel

2016 Penedo, AL Anderson Guimarães Tenorio (Tom)

2016 Rio de Janeiro, RJ Em construção

2015 Salvador, BA Gerlon Magalhães

2015 São Paulo, SP Leandro Afonso

2019 Natal, RN Em construção

2017 Recife, PE Em construção

2016 João Pessoa, PB Em construção

2020 Campina Grande, PB Géssica Pereira da Silva

2016 Garanhuns, PE Em construção

2021 Curitiba, PR Camila Lins

2019 Ponta Grossa, PR Diego Willian

2019 Sorocaba, SP Adilson Lolatto

2018 Aracaju, SE José Feitosa

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