O Terreiro Ogodô Dey é um templo de candomblé de nação Nagô-Ketu e tem como patrono o orixá Xangô. O terreiro foi fundado em 1946 por Justiniano Souza de Jesus e está localizado na cidade de Cachoeira, no estado brasileiro da Bahia. É um patrimônio imaterial estadual, tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), no ano de 2014, sob o processo de nº 0607120026064/12 e foi inscrito no Livro do Registro Especial de Espaços de Práticas Culturais Coletivas.Pellegrino Filho, Antonio Roberto. (2015). Terreiros de Candomblé de Cachoeira e São Félix. Fundação Pedro Calmon. Caderno do IPAC, nº 9
História Em 1946, no início da Ladeira da Cadeia, na cidade de Cachoeira, em uma casa de taipa e palha localizada em terreno pequeno, Justiniano Souza de Jesus funda o Terreiro Ogodô Dey. Com Pai Justiniano, o terreiro era de nação Nagô-Vodum.Santos, Amanda Rodrigues dos. (2019). Centro de Umbanda. Centro Universitário do Planalto Central Aparecido dos Santos (UNICEPLAC).
No ano de 1960, Justiniano comprou um terreno maior, em local mais acima na Ladeira da Cadeia, pela necessidade de construir espaços sagrados do terreiro e realizar as atividades litúrgicas.
Em 1989, com o falecimento de Pai Justiniano, sua filha Maria Souza de Jesus, que foi iniciada no Ketu, ficou a frente da casa e adicionou alguns rituais Ketu no terreiro.Velame, Fábio Macedo; Pereira, Maria Alice; Silva, Vilma Patrícia e Silva, Sônia. (2018). Paralelismo Afro-indígena e afrocatólico na arquitetura do terreiro de candomblé Ogodô Dey: Presença dos caboclos, índios, santos católicos, orixás e inquices dentro do sistema religioso do terreiro Ogodô Dey em Cachoeira-Bahia. X Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros.
Atualmente, o terreiro ocupa terrenos dos dois lados da rua. De um lado se encontra o barracão de Orixá, o quarto dos Orixás, Sabaji, Roncó, quartos de hospedagem, a cozinha ritual e uma pequena mata sagrada. E do outro lado, o barracão de Caboclo com um quarto de giro, uma gameleira branca com assentamento de Inquice Tempo, uma capela católica de Nossa Senhora da Conceição e uma mata sagrada.
Patrimônio cultural
miniaturadaimagem|interior Em 2020, o Terreiro Ogodô Dey, juntamente com os terreiros Viva Deus, Humpame Ayono Huntóloji, Ilê Axé Itaylê, Ilê Axé Ogunjá, Inzo Nkosi Mukumbi Dendezeiro, Raiz de Ayrá, Loba’Nekun e Loba’Nekun Filho e Aganjú Didê foram contemplados com novecentos mil reais, através do edital público Salvaguarda Patrimônio Imaterial, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), para realizar uma ação coletiva de salvaguarda com produção de documentário, portal virtual, plano planialtimétrico, publicação impressa e plano de salvaguarda.Dez terreiros do Recôncavo Baiano se unem e vencem edital do IPAC. ObservaBaía. Babalorixás e yalorixás
Justiniano de Souza de Jesus (1946 a 1989) - Fundador. Olga de Jesus. Maria Sousa de Jesus. Railda Santos de Assis.
Festividades
Festa do caboclo - 6 de janeiro. Fogueira de Xangô - 28 de junho. Festa para Obaluaê - agosto.
Categoria:Patrimônio tombado pelo IPAC Categoria:Terreiros de candomblé de Cachoeira (Bahia)