Na história mundial, a era pós-clássica normalmente se refere ao período entre os anos 500 e 1500 DC (correspondendo à Idade Média da Europa). O período é caracterizado pelas expansões geográficas de civilizações e o desenvolvimento do comércio entre civilizações.The Post‐Classical Era (em inglês) por Joel Hermansen.
Na Ásia, a propagação do Islã criou um novo império e a idade de ouro islâmica efetuando comércio entre a Ásia, África e Europa, e avançando na ciência islâmica. Na Ásia Oriental, a China Imperial toma todo o estabelecimento do poder, o que influenciou as dinastias da Coreia, Vietnam e Japão. Religiões como o Budismo e o Neoconfucionismo se espalham na região. A pólvora foi desenvolvida na China durante a era pós-clássica. O Império Mongol conectou Europa e Ásia, criando um comércio seguro e estabilidade entre as dois regiões. A população mundial dobrou de 210 milhões em 500 D.C. para 461 milhões em 1500 DC, crescendo de forma constante com alguns declínios causados por eventos tais como a Praga de Justiniano, as conquistas e invasões mongóis e a Peste Negra.Haub (1995): "A taxa média anual de crescimento foi, na verdade, menor entre 1 DC e 1650 do que a taxa sugerida acima no período entre 8000 AC e 1 DC. Uma razão para este crescimento anormalmente lento foi a Peste Negra. Este temido flagelo não era limitado à Europa no século XIV. A epidemia poderá ter começado em aproximadamente 542 D.C. na Ásia Ocidental, espalhando-se de aí. Acredita-se que metade do Império Bizantino foi destruído no século VI, um total de 100 milhões de mortes." (citação traduzida do inglês)
Historiografia Terminologia e periodização
A era pós-clássica é uma periodização usado por historiadores designando uma abordagem da história mundial à história, especificamente a escola desenvolvida durante o fim do século XX e o início do século XXI. Fora da história mundial, o termo é também às vezes usado para evitar pré-conceções por volta dos termos Idade Média, Medieval e a Idade das trevas (ver Medievalismo), no entanto, o uso do termo pós-clássico numa escala global é também problemático, e pode ser considerado eurocêntrico.Catherine Holmes e Naomi Standen, 'Introduction: Towards a Global Middle Ages', Past & Present, 238 (Novembro de 2018), 1-44 (pág. 16).
A época pós-clássica corresponde aproximadamente ao período entre 500 DC e 1450 DC. As datas do início e do fim podem variar dependendo da região, com o período começando no fim do período clássico anterior: Dinastia Han (acabando em 220 DC), Império Romano do Ocidente (em 476 DC), o Império Gupta (em 543 DC), e o Império Sassânida (em 651 DC).
O período pós-clássico é um dos cinco ou seis períodos principais usados por historiadores mundiais:
civilização primitiva, sociedades clássicas, pós-clássico, moderno, e contemporâneo (por vezes dividido em dois: e contemporâneo).
Apesar de pós-clássico ser sinónimo da Idade Média na Europa Ocidental, o termo não é necessariamente um membro da periodização tripartite tradicional da história da Europa Ocidental em clássico, médio e moderno.
Principais tendências
A era pós-clássica sofreu vários desenvolvimentos ou temas comuns. Houve a expansão e crescimento da civilização em novas áreas geográficas, a propagação das três principais religiões mundiais (Budismo, Cristianismo e Islão) e o período da rápida expansão do comércio e rede de comércio.
Crescimento da civilização
Primeiro houve a expansão e o crescimento da civilização em novas áreas geográficas por Ásia, África, Europa, Mesoamérica, e o oeste da América do Sul. Porém, conforme notado por Peter Stearns, não houve tendências políticas globais comuns durante o período pós-clássico, pelo contrário, foi um período de estados não bem organizados e outros desenvolvimentos, mas nenhum padrão político comum surgiu. Na Ásia, a China continuou o seu histórico ciclo dinástico e tornou-se mais complexo, melhorando a burocracia. A criação dos Impérios Islâmicos estabeleceu um novo poder no Médio Oriente, África do norte e Ásia Central. A África criou os impérios Songai e Mali no oeste. A queda da civilização romana não só deixou um vácuo de poder no Mediterrâneo e Europa, como também forçou certas áreas a construir o que alguns historiadores poderiam chamar de novas civilizações.
Referências
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