Mariana Valente é uma pesquisadora e advogada brasileira, reconhecida por sua atuação no desenvolvimento de políticas públicas para a internet. Foi vencedora do Prêmio Destaques em Governança da Internet do Brasil, oferecido pelo Comitê Gestor da Internet (CGI), em 2025, e semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico em 2024. É professora de direito econômico internacional na Universidade de São Galo, na Suiça, e diretora associada do centro de pesquisa sobre políticas públicas e tecnologia InternetLab.
Premiações e reconhecimentos Em 2025, foi contemplada pelo Comitê Gestor da Internet com o Prêmio Destaques em Governança da Internet no Brasil, em reconhecimento às suas contribuições para o desenvolvimento de políticas para a internet em nível nacional e internacional. Seu livro Misoginia na Internet foi semifinalista do Prêmio Jabuti em 2024.
Atuação acadêmica É professora assistente de direito econômico internacional, membra fundadora do Law and Tech Lab na Universidade de São Galo, na Suíça e presidente do Law and Policy Strategy Group do International Panel on the Information Environment (IPIE).
Como pesquisadora, é vinculada ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) e autora de diversas obras sobre direitos humanos e tecnologia. Entre seus principais interesses de pesquisa estão as políticas voltadas para internet, mercado cultural e acesso ao conhecimento e gênero e igualdade em intersecção com a tecnologia.
Estudou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo da graduação ao doutorado, apresentando a tese intitulada Reconstrução do debate legislativo sobre direito autoral no Brasil: os anos 1989-1998, em 2018. No ano seguinte, a tese foi adatptada e publicada pela Editora Letramento como A Construção do Direito Autoral no Brasil: Cultura e Indústria em Debate Legislativo.
Foi professora da Fundação Getúlio Vargas, coordenadora legal do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), pesquisadora visitante na Universidade de Berkeley, bolsista da Universidade de Munique e pesquisadora na Universidade de Yale.
Atuação em políticas públicas É diretora associada do InternetLab, instituição sem fins lucrativos dedicada à atuação na intersecção entre pesquisa jurídica e novas tecnologias. Entre 2019 e 2021, coordenou o capítulo brasileiro do Creative Commons.
Em 2022, integrou a Comissão de Juristas do Senado Federal incumbida de redigir o anteprojeto de regulamentação da Inteligência Artificial no Brasil. Em 2025, tornou-se integrante do grupo de trabalho instituído pela Secretaria de Políticas Digitais da Presidência da República para avaliar o impacto de deepfakes e estudar medidas de proteção a direitos fundamentais da população brasileira.
Obras publicadas Entre suas principais obras publicadas estão
Online Misogyny in Brazil: Law, Internet Governance, and the Struggle for Gender Justice (2026); Misoginia na Internet: uma década de disputas por direitos (2023); A Construção do Direito Autoral no Brasil: Cultura e Indústria em Debate Legislativo (2019); Memórias digitais (2017); O corpo é o código (2016); Da rádio ao streaming (2016).
Categoria:Advogadas do Brasil Categoria:Alunos da Universidade de São Paulo Categoria:Pesquisadores do Brasil Categoria:Ativistas dos direitos humanos do Brasil Categoria:Conhecimento livre Categoria:Professores brasileiros em universidades estrangeiras