A Paróquia Nossa Senhora dos Remédios de Tibagi foi criada em 16 de maio de 1846 e, atualmente, integra a Diocese de Ponta Grossa, sendo a paróquia com maior extensão territorial do Paraná, com cerca de 2.951,567 km² a circunscrição eclesial. A paróquia originou-se, ainda, sob a autoridade da então Diocese de São Paulo, tendo sua instalação apenas cinco anos mais tarde. Desde o começo da década de 1990, o clero diocesano administra a paróquia por meio de seus sacerdotes. Dados gerais

Comunidades A paróquia é composta de 29 (vinte e nove) comunidades, dentre as quais sete se situam no perímetro urbano e as demais, na zona rural e distritos do município de Tibagi. Urbanas

Igreja Matriz dedicada à Nossa Senhora dos Remédios, que se situa no Centro da cidade. Capela Mãe da Divina Graça, situada no Residencial Viverti; Capela Sagrada Família, situada no bairro de mesmo nome; Capela Santa Paula, situada no bairro de mesmo nome; Capela Santa Rita, situada no bairro de mesmo nome; Capela São José, situada no bairro de mesmo nome; e Capela São Pedro, situada no bairro Capivari.

Rurais e distritais

Agudos - Capela Nossa Senhora Aparecida; Alto do Amparo - Capela Divino Espírito Santo; Arroio Grande - Capela Nossa Senhora Aparecida; Barreiro - Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; Cachoeira - Capela Nossa Senhora de Lourdes; Caetano Mendes - Capela São Sebastião; Campina Alta - Capela São Sebastião; Capivari do Meio - Capela Santo Antônio; Cerrado Grande - Capela Bom Jesus; Faxinal dos Empossados - Capela São Pedro; Faxinal dos Mendes - Capela São João Paulo II; Iapará - Capela São Sebastião; Lavras - Capela Bom Jesus; Penha - Capela Nossa Senhora da Penha; Pinheiro Seco - Capela Santo Antônio; Pinheiro Seco - Capela São José; Rincão - Capela Nossa Senhora Aparecida; São Bento - Capela São Bento; São Domingos - Capela São Domingos; Serra Gaias - Capela São Sebastião; Vasto Horizonte - Capela Nossa Senhora Aparecida; e Vila Rural - Capela Bom Jesus. Além das capelas acima indicadas, verifica-se a existência de outras sete na zona rural que estão inativas no momento, sendo elas: a Capela Menino Jesus (Assentamento Menino Jesus); a Capela Nossa Senhora do Carmo (Beraldos); a Capela Nossa Senhora Aparecida (Bom Jardim); a Capela São Sebastião (Bom Retiro); a Capela Imaculada Conceição (Conceição); a Capela Rainha da Paz (Rancho Alegre); e a Capela Nossa Senhora Aparecida (Xaxim). Subdivisão Para fins pastorais e administrativos, dividiu-se a paróquia em dois setores:

Setor da Matriz miniaturadaimagem|Igreja Matriz em dezembro de 2021 miniaturadaimagem|Igreja Matriz em julho de 2022. Compreende a comunidade da Igreja Matriz, de todas as capelas do perímetro urbano e das seguintes: a Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Barreiro; a Capela Bom Jesus de Lavras; a Capela Santo Antônio do Pinheiro Seco; a Capela São José do Pinheiro Seco; e a Capela São Domingos da localidade de mesmo nome.

Setor do São Bento

Compreende a comunidade da Capela São Bento, da localidade de idêntico nome, e das respectivas capelas de Agudos, de Alto do Amparo, de Arroio Grande, de Cachoeira, de Caetano Mendes, de Capivari do Meio; de Campina Alta, de Cerrado Grande, de Faxinal dos Empossados, de Faxinal dos Mendes, de Iapará, de Penha, de Rincão, de Serra Gaias, de Vasto Horizonte e da Vila Rural. História A primeira manifestação da religiosidade católica neste solo de Tibagi se deu por meio de jesuítas espanhóis, os quais ergueram a Redução de São Miguel no lugar atualmente conhecido por «Igreja Velha» e nela permaneceram por mais de vinte anos. Os missionários evangelizaram os tupis presentes na região até 1632. Após, as terras tibagienses passaram para o domínio dos portugueses, tendo José Félix da Silva Passos adquirido as terras da Fazenda Fortaleza só em meados de 1788. A primeira Capela miniaturadaimagem|Primeira capela construída em honra a Nossa Senhora dos Remédios no pequeno bairro de Tibagi, toda feita em madeira e cobertura de sapé. miniaturadaimagem|A imagem de Nossa Senhora da Conceição que acompanhou Anna Cardoza na angariação de recursos para a edificação da primeira capela. Hoje, ela, que recebeu algumas centenas de beijos dos fiéis, integra o patrimônio do Museu Histórico Des. Edmundo Mercer Júnior de Tibagi, onde se acha em exibição. miniaturadaimagem|A primeira capela em honra à Nossa Senhora dos Remédios veio a ruir e desabar em 29 de junho de 1858. Depois de cerca de dois anos de obras, frei Gaudêncio abençoou e entronizou em 25 de janeiro de 1863 a imagem da Virgem Maria na nova igreja, construída desta vez com pedras e cal. Na ausência de uma capela na localidade de Tibagy, os padres de Castro e de Ponta Grossa celebravam batizados e casamentos em oratórios particulares, atendendo as confissões dos fiéis e ungindo os enfermos por onde eles andavam em suas visitas rotineiras. Por sua vez, o povo fervorosamente ansiava por aquilo que se usou chamar de «pronto pasto espiritual» em alguns escritos da época, o que se traduzia pelo acesso aos sacramentos em capela daquela própria localidade, com atendimento permanente de um cura de almas aos fiéis.

No mesmo dia em que se fez lavrar a escritura pública de doação em benefício de Nossa Senhora dos Remédios, o tenente-coronel Balduíno de Almeida Taques e o tenente José Gonçalves Guimarães, acompanhados de vários moradores de Tibagy, escolheram por votação o local em que se deveriam ser erigida a povoação e a capela em honra da Virgem Maria sob aquele título de devoção especial.miniaturadaimagem|O antigo altar-mor da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios foi declarado privilegiado por Dom João Braga, o então Bispo Diocesano de Curitiba, em 15 de abril de 1914.

Para fins de edificar a capela, elegeu-se uma comissão, constituída de um juiz de paz, de um tesoureiro da padroeira e de um procurador. De imediato, a comissão pugnou providências junto ao Governo da Província de São Paulo, por intermédio da Câmara Municipal de Castro, para os necessários fins de construção, ornamentação e manutenção da pretendida capela. Foi portanto a requisições de pessoas do mesmo Districto elevada a Capela Curada com a invocação da Nossa Senhora do Remedio por provizão do Exmo. Bispo Diocesano em dacta de 20 de Dezembro de 1.830. Mas de que serve, Exmo. Senhor as aplicações e vivos desejos de alguns deste districto, bem que tem povos suficientes em numero para hua tãn necessaria Parochia, se poucos são os que possuem bens de fortuna deste logar; por hisso que nãn pode progressar a influencia para com brevidade de remediar um mal tão grande. De que serve esse logar amenuo, e um Thesouro por ora coulto, ja na produção agricola e ja na mineralogia por grandes averez, que em si tem, os q'infalivel para o fucturo, sem duvida para a felicidade da Provincia, e augmentar as Rendas Nacionais por grandes descobertas, que se expor, à saída da luz se por ora hé o mesmo que o brilhante sem lapidar, sendo pois a baze de todas estas vantagens o fervor no Culto Divino, o que com brevidade se não pode conseguir sem o patrocinio de V. Excia. e quadjuvação do seu bem conhecido zello e cuidado. É pois nesses periodos que os abaixo assignados desejosos de que os seus concidadãos gozem quanto antes assim dos bens espirituais, como por influencia do comercio neste logar recorrão na lembrança de que hesse Exmo. Governo tem por Esmolla suprido com todos os Ornamentos e Alfaias necessarias para algumas freguesias pobres mandando-lhes das Alfaias do Collegio dessa cidade, que foi dos Jesuitas; estamos na graça e esmolla, os abaixo assignados em nome dos Povos deste Districto, rogão a V. Excia., bem como avendo o Governo suprido com alguma quantia em dinheiro para a factura de uma pequena Capella, enquanto se previne hum meio de erigir-se Matriz suficiente, tendo-se para esse fim feito huma subscrição voluntaria pelos Povos apenas se pode formar a quania de 322$720, para ordenado ao Cura a quantia de 300$000, quantia essa que no todo faz desanimar. A iniciativa suplicante da comissão descrita acima fracassou. Por isso, conta a tradição que Anna Cardoza, a irmã mais velha de Manoel das Dores Machado e viúva de Francisco José da Cruz, saiu a cavalo de Tibagi até as localidades de Castro e Ponta Grossa para angariar donativos para a construção da almejada capela, com uma pequena imagem de barro sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Em seus pedidos de doações, Anna Cardoza recomendava a cada um dos contribuintes que osculasse a pequena imagem da Virgem Maria, dizendo-lhes: «vosmecê, beije a santa». A solicitação reiterada com a mencionada expressão levou-a a ser vulgarmente conhecida por «Anna Beje» ou, também, «Anna Beja».

No ano de 1836, foi construída a capela curada de Nossa Senhora dos Remédios, com os 515$540 (quinhentos e quinze mil, quinhentos e quarentas réis), somados às contribuições angariadas por Anna Cardoza. Toda ela feita de madeira lascada de pinho e coberta de sapé (capim), em terreno de sua propriedade por doação legal. Informam as pessoas mais antigas de Tibagi, pelo que ouviram de seus antepassados, que a Capela foi construída onde é hoje a Praça Edmundo Mercer, atrás da atual Igreja Matriz e defronte ao Grupo Escolar Telêmaco Borba. Essa capela veio a ruir e desabar aos 29 de junho de 1858.

A criação da paróquia Depois de quase dez anos da capela já construída, o povo de Tibagy, inconformado com a falta de um sacerdote efetivo, solicitou a elevação dela em freguesia e a vinda de um sacerdote como vigário, contando com auxílio valioso de frei Dâmaso José Correia. LEI Nº 15

MANOEL DA FONSECA LIMA E SILVA, Presidente da Provincia de São Paulo,

FAÇO saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei a seguinte Lei:

Art. Unico - Fica erecta em freguezia a capella de Nossa Senhora dos Remedios do Tibagy no municipio de Castro, ao qual continua a pertencer, e o governo da provincia lhe marcará os limites sob informação ela respectiva camara municipal; ficando para este fim revogadas as disposições em contrario.

Palacio do Governo Provincial de São Paulo em 6 de março de 1.846 - Vigesimo quarto da Independencia e do Império.

a - Manoel da Fonseca Lima e SilvaDepois de longa espera, chega frei Gaudêncio de Gênova a Tibagi na data de 23 de março de 1851, missionário capuchinho, o qual nesta comunidade serviria até a sua morte.miniaturadaimagem|Sob a administração dos padres da Congregação do Santíssimo Redentor, pôs-se abaixo em 1936 a igreja idealizada e construída por frei Gaudêncio.

A primeira matriz Em meados de 1851, chegou a Tibagi o primeiro pároco, frei Gaudêncio de Gênova, o qual já toma medidas para elevar a simples capela à uma digna paróquia. Na data de sua chegada, relata que a freguesia se encontrava apenas no nome, pois além da precariedade:Servia de Matriz uma Eremita a Capelhinha construida de maderas, muito mal construida, e em pessimo estado e suponho eu ser o primeiro que celebrei a primeira Missa na Eremita, e não me consta que fosse bensida; e por ver o mao estado em que se achava não procurei a provizão para Benzer-a; Existia nella uma imagem de barro venerado como padroera; mas vendo a imperfeição da mesma imagem que pela sua enperfeição não podia ecitar devoção alguma; e nem me constava se era benta não procurei benzer-la por ser invalida a benção por ser de barro e imperfeita; [...]