María Galindo Neder (La Paz, Bolívia, 15 de setembro de 1964) é uma ativista boliviana, militante anarcofeminista, psicóloga e comunicadora e cineasta, cofundadora do colectivo Mujeres Creando em 1992, o qual segue liderando.

Trajetória miniaturadaimagem|María Galindo em 2009. María Galindo nasceu no ano de 1964 na cidade de La Paz. Começou seus estudos escolares em 1970 e recebeu o título de bachiller em sua cidade natal no ano de 1981. Em 1992 foi cofundadora junto a Julieta Paredes e Mónica Mendoza do colectivo Mujeres Creando.

Abertamente lésbica, em seus anos iniciais de militância social vinculou-se à nomes da esquerda ultra-radicais como Álvaro Linera, a quem Galindo defendeu quando foi processado por subversão e terrorismo.

Em 2006, lançou sua candidatura à Assembleia Constituinte pelo Movimento Bolívia Livre (MBL) como um ato simbólico e de crítica ao processo mesmo. Neste contexto, redige e publica, junto ao Movimento Mujeres Creando, A Constituição Política Feminista do Estado.

Depois da visita do presidente iraniano a Bolívia, Mahmud Ahmadineyad, recebido por Morales em 27 de setembro de 2007, ela protestou no canal de televisão da Unitel, onde se referiu tanto ao tema da violação dos direitos humanos como à perseguição e execução às mulheres e homossexuais.Em 2007, junto à escritora argentina Sonia Sánchez, publicou Ninguna mujer nace para puta, apresentado na praça Onze de Buenos Aires, rebatizada como Praça dos Prostituyentes, para denunciar o tráfico e a exploração sexual, numa ação pública que serviu como lançamento do livro. Nesse mesmo ano começou a codirigir a emissora Rádio Desejo e apresentar o programa La loca mañana.

Em 2013 publicou o livro Não se pode descolonizar sem despatriarcalizar, em que critica o patriarcado como base de toda dominação, incluindo o racismo.

Em março de 2017 participou numa ação a favor da despenalização do aborto em frente à catedral de La Paz convocada por Mulheres Criando. Em junho do mesmo ano apresentou o livro Não há liberdade política sem liberdade sexual, produto de sua investigação realizada entre 2015 e 2016 na Assembleia Legislativa Plurinacional sobre a homofobia na Assembleia Legislativa auspiciada pela Vicepresidencia da Bolívia. A publicação desse estudo foi feita com o apoio do financiamento colectivo a partir da plataforma Verkami.

Polêmicas No final de 2019, Galindo esteve envolvida numa controvérsia por um artigo, no qual criticou duramente à presidenta boliviana Jeanine Añez e alegou que ela era um retrocesso para os direitos das mulheres.

Galindo tem recebido críticas de fanatismo e rebeldia exacerbadas. Por exemplo, as feministas do grupo "Pan e Rosas" e o grupo feminino cruceño "Kuña Mbarete" acusaram-na de ser às vezes muito autoritária e auto-considerar-se como a única voz dentro do feminismo boliviano.

Publicações Livros

2022 - Feminismo Bastardo 2017 - No hay libertad política sin libertad sexual 2016 - Espejito Mágico, un conjunto de retratos de mujeres escritos para Radio. 2013 - No se puede Descolonizar sin Despatriarcalizar. 2007 - Ninguna mujer nace para puta. 2006 - Mujeres Grafiteand (autoria coletiva de coleção de grafites produzidos por Mujeres Creando) 2005 - Archivo Cordero 1900-1961 1992 - Y si fuésemos una espejo de la otra, por un feminismo no racista Y si fuésemos una espejo de la otra, por un feminismo no racista (1992)

Produção cinematográfica

Serie Acciones (2002); esta série foi exposta no Centro de Arte Reina Sofía no ano de 2003 no contexto de Versões do Sur Mamá No me lo Dijo (2004); série de televisão difundida em Bolívia em canal aberto. A filmagem deste trabalho causou um processo judicial por Atos obscenos iniciado pelo Estado de oficio. Exiliadas del Neoliberalismo (2004); documentário sobre as mulheres bolivianas migrantes a Espanha Amazonas, mujeres indomables (2009); documentário sobre um grupo de ação argentino de luta contra a violência machista instalado nos bairros habitados em maior medida por migrantes bolivianas, peruanas e paraguaias Virgen Cerro y Virgen Barbie; curtas que fizeram parte da instalação na mostra Princípio Potosí 13 Horas de Rebelión (2013); 6 curtametragens, um dos quais tem faz parte central da instalação de Mulheres Criando na Bienal de Arte de São Paulo no ano de 2014. Revolución Puta (2023). Filme documental que percorre o universo das trabalhadoras sexuais na cidade de La Paz em Bolivia. Banda sonora Kumbia Queers. . Categoria:Escritoras lésbicas Categoria:Escritores LGBT da Bolívia Categoria:Anarcofeministas Categoria:Políticos da Bolívia Categoria:Feministas da Bolívia Categoria:Feministas lésbicas Categoria:Anarquistas da Bolívia Categoria:Anarquistas Categoria:Roteiristas LGBT