A Usina Hidrelétrica de Serra da Mesa, localizada na Bacia do Alto Tocantins (Bacia Hidrográfica Tocantins-Araguaia), no norte de Goiás, possui grande importância no panorama energético brasileiro. Com a entrada em operação das suas três unidades geradoras, que totalizam 1.275 MW, a usina torna-se indispensável ao atendimento do mercado de energia elétrica do Sistema Interligado Sul/Sudeste/Centro-Oeste. Além disto, ela é responsável pela ligação entre esse sistema e o Norte / Nordeste, sendo o elo da Interligação Norte-Sul.

Sua barragem está situada no curso do Rio Maranhão (afluente do Rio Tocantins) no município de Minaçu. O reservatório de Serra da Mesa é o maior do Brasil em volume de água, com 54,4 bilhões de m³, e o quinto maior em área com uma área de 1.784 km².

A usina acrescenta ganhos energéticos relevantes ao sistema interligado (6.300 GW/ano), a um custo de geração bastante competitivo. Além desses benefícios, a regularização do rio, promovida por sua barragem, proporciona ganhos diretos sobre as usinas localizadas a jusante, em particular a Usina Hidrelétrica de Cana Brava e a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará.

A entrada em operação de Serra da Mesa significa uma solução definitiva para o atendimento ao Estado de Goiás e, particularmente, ao Distrito Federal.

Esta obra marcou uma nova etapa nos empreendimentos do Setor Elétrico Brasileiro, sobretudo em dois aspectos básicos. O primeiro, no que diz respeito ao processo de automatismo da obra. Projeto pioneiro por ser uma usina subterrânea, possui controle totalmente digitalizado, promovendo uma operação coordenada de geração, aliada a um diversificado sistema de transmissão.

O outro aspecto que a diferencia das demais obras do setor é o fato de ela ser fruto de parceria com a iniciativa privada. Por meio de estudos realizados junto ao DNAEE (Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica) e Eletrobrás, o Governo Federal iniciou, em 1993, o programa que unia uma empresa estatal e o setor privado. Serra da Mesa Energia S.A. foi a empresa vencedora do Processo de Seleção de Parceiros. A ela coube a responsabilidade da conclusão da usina, recebendo, em contrapartida, 51,54% da energia que Serra da Mesa produz.

Furnas foi a responsável pelo gerenciamento do empreendimento, bem como a responsabilidade pela operação da usina.

Barragem

Tipo: enrocamento com núcleo de argila Comprimento: 1510 m Altura máxima: 154 m Volume total: 12.057.558 m³

Reservatório

Nível normal de operação: 460 m Nível de máxima cheia (Nível máximo maximorum): 461,5 m Nível de desapropriação: 460,5 m Nível mínimo de operação: 417,3 m Área inundada: (cota 460 m) 1.784 km² Volume total: 54,4 bilhões m³ Volume útil: 43,25 km³

Tomada d'água

Comportas tipo vagão Quantidade: 3 Altura d’água sobre a soleira: 61,18 m Largura: 7,65 m Altura: 9,13 m Fabricante: BSI

Vertedouro

Descarga Máxima: 15 mil m³/s Comportas tipo segmento Quantidade: 5 Largura: 15 m Altura: 20,4 m Raio: 19 m Fabricante: BSI

Casa de força

Tipo: subterrânea Largura: 29,2 m Comprimento: 137 m Altura máxima: 69,8 m Unidades geradoras: 3 Rotação: 120 RPM Potência nominal: 1.275 MW

Turbinas

Tipo: Francis de eixo vertical Potência individual: 425 MW Diâmetro do rotor superior: 5.847,8 mm Diâmetro do rotor inferior: 6.460,82 mm Fabricante: SADE

Geradores

Frequência: 60 Hz Tensão nos terminais: 15 kV Fabricante: ABB Transformadores: 10 (operação mais reserva) Tipo: monofásico Capacidade total em operação: 1.418,40 MVA Relação de transformação: 15 / 500 kV Fabricante: ABB

Bibliografia

Ligações externas

Categoria:Usinas hidrelétricas de Goiás Serra da Mesa