Giorgio Bertin, (Galzignano Terme, 28 de dezembro de 1946) é um religioso franciscano italiano, bispo emérito do Djibuti e administrador apostólico emérito de Mogadíscio.

Vida Giorgio Bertin nasceu em 28 de dezembro de 1946, em Galzignano-Pádua, Itália. Ingressou na Ordem dos Frades Menores na Província de São Carlos Borromeu em 10 de setembro de 1967 e concluiu seus estudos de ensino fundamental e médio em Milão, obtendo posteriormente o título de Bacharel em Teologia. Fez sua profissão solene em 1972 e foi ordenado sacerdote em 7 de junho de 1975, pelo Cardeal Giovanni Colombo, na Catedral de Milão.

Em julho de 1969, chegou a Baidoa, na Somália, e permaneceu por dois anos na missão franciscana, lecionando para crianças na escola da missão. Após a ordenação, estudou na Pontifícia Universidade Antonianum em Roma, onde obteve a Licenciatura em Teologia Espiritual; obteve também um Diploma em língua e cultura árabe pelo Instituto Italiano para o Oriente Médio; obteve o "Brevet d'Arab Littéral" pelo Pontifício Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos, e outros títulos acadêmicos em estudos árabes (1975-1977).

Em 1978, Bertin retornou a Somália como missionário da Província da Lombardia e tornou-se pároco da Catedral de Mogadíscio (1978-1983); Diretor da Cáritas e Vigário Geral (1984-1989); e Administrador Diocesano (1989-1991). Também foi professor de latim na Escola Consular Italiana em Mogadíscio de 1986 a 1989 e, de 1989 a 1990, presidente da Caritas Somália.

Em 1991, após o assassinato de Monsenhor Salvatore Colombo, Bispo de Mogadíscio, ele foi nomeado Administrador Apostólico da mesma diocese. Naquele ano, devido a sangrenta guerra civil, quando até mesmo sua catedral foi saqueada e incendiada, Bertin se refugiou na embaixada italiana por três dias, até que ele e três freiras se juntaram aos Médicos sem Fronteiras belgas. Ele conseguiu escapar da Somália de avião, indo para Mombaça, Quênia. Monsenhor Bertin viveu em Nairóbi por dez anos, contando com o apoio dos Missionários da Consolata e organizando ajuda humanitária para a Somália, principalmente ajudando refugiados somalis no Quênia. Durante esse período, ele lançou um programa semanal de 12 minutos na Rádio Vaticano em somali para difundir a mensagem social da Igreja.

O Papa João Paulo II nomeou-o Bispo de Djibuti em 13 de março de 2001. Foi consagrado bispo pelo Núncio Apostólico na Etiópia, Eritreia e Djibuti, Silvano Maria Tomasi, C.S., em 25 de maio do mesmo ano, na Catedral de Nossa Senhora do Bom Pastor em Djibuti; os principais co-consagradores foram Marco Dino Brogi, O.F.M., Núncio Apostólico no Sudão e Delegado Apostólico na Somália, e Georges Marcel Émile Nicolas Perron, O.F.M.Cap., Bispo Emérito do Djibuti.

Em 13 de janeiro de 2024, o Papa Francisco aceitou sua renúncia como Bispo do Djibuti. Permaneceu como Administrador apostólico até 3 de março, com a posse de seu sucessor. Depois, Monsenhor Bertin retornou à Itália e passou a residir no convento de Sabbioncello, o local onde iniciou seus estudos. É presidente da Cáritas Oriente Médio-Norte da África e membro do Comitê Diretivo da Comissão Católica Internacional para as Migrações (ICMC).

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