Linha VioletaInauguração: 2029Estações: 17Extensão: 11,5 km
A Linha Violeta é a primeira linha de metro de superfície construída e operada pelo Metropolitano de Lisboa, em Portugal, a qual ligará o Hospital Beatriz Ângelo ao Infantado num trajeto semi-circular que cruzará a na sua estação terminal, Odivelas, e que servirá como ligação principal entre os concelhos de Loures e Odivelas. Contará com 17 estações espalhadas ao longo de 12 km de linha maioritariamente à superfície.
O lançamento do primeiro concurso para a empreitada de conceção e construção e para a aquisição do material circulante ocorreu no primeiro trimestre de 2024, após a conclusão do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental e a emissão da respetiva Declaração de Impacte Ambiental. Prevê-se que o sistema esteja operacional no 2º semestre de 2029.
História No dia 5 de julho de 2021, as câmaras municipais de Loures e Odivelas assinaram um protocolo com o Metropolitano de Lisboa com vista ao desenvolvimento desta linha.
No dia 30 de julho de 2021, foi publicado, em Diário da República, o diploma que procede à alteração do quadro jurídico da concessão do Metropolitano de Lisboa, o qual permite assim que a empresa possa construir e operar linhas de metro de superfície.
No dia 4 de janeiro de 2023, deu-se início ao processo de Avaliação de Impacte Ambiental do projeto de construção desta linha.
No dia 24 de fevereiro de 2023, foi anunciada uma derrapagem quer no prazo de execução quer no custo de construção desta linha.
No dia 4 de agosto de 2023, foi anunciada a alteração da localização do Parque de Material e Oficinas, da ponta nascente da Linha Violeta, na zona do Infantado entre a A8 e a N115, para junto do Hospital Beatriz Ângelo. Foram também anunciadas alterações na localização das estações "Planalto da Caldeira", a ser construída numa área anexa ao parque de estacionamento do Centro Comercial Continente de Loures, e "Hospital Beatriz Ângelo", a ser construída mais perto da unidade de saúde de forma a facilitar o acesso à mesma, e a supressão das estações "Infantado" e "Quinta de São Roque", passando assim a Linha Violeta a terminar na estação "Várzea de Loures", junto ao Centro Comercial LoureShopping.
No dia 16 de novembro de 2023, foi anunciada a autorização de despesa na ordem dos 527,3 milhões de euros para financiamento das obras de construção da Linha Violeta, 390 milhões dos quais suportados pelo Plano de Recuperação e Resiliência, como empréstimo, e 137,3 milhões provenientes do Orçamento do Estado para 2024. Foi também atualizada a extensão da linha de 12 km para 11,5 km.
No dia 15 de março de 2024, foi lançado o concurso público para a construção desta linha, fornecimento de veículos para a mesma e aquisição de serviços de manutenção. O valor base do concurso foi de 450 milhões, mais IVA. Segundo este concurso o metro ligeiro de superfície entre Odivelas e Loures deveria estar operacional até ao final de 2026.
No dia 8 de novembro de 2024, foi revelado no relatório preliminar do júri do concurso público de construção desta linha que nenhuma das propostas apresentadas foi validada. Das três propostas recebidas, a proposta da Masterstylo - Electricidade e Telecomunicações Lda. apresentava um preço de 450 milhões de euros mas não incluía grande parte da documentação necessária, já as propostas dos consórcios Mota-Engil — Engenharia e Construção / SPIE Batignolles Internacional — Sucursal em Portugal e Zagope — Construções e Engenharia, S.A. / COMSA — Instalaciones y Sistemas Industriales, S.A. / Fergrupo — Construções e Técnicas Ferroviárias, S.A. apresentavam ambas valores superiores ao preço base de 450 milhões de euros, com possibilidade de ir até aos 495 milhões de euros, de 675 milhões de euros e de 637 milhões de euros, respetivamente.
No dia 28 de novembro de 2024, foi anunciado o cancelamento da adjudicação da empreitada de construção desta linha.
A 14 de abril de 2025, foi anunciado pelos autarcas de Loures e Odivelas que o início de construção desta linha iria ocorrer ainda durante o ano de 2025, com início de operação prevista para 2029.
A 15 de abril de 2025, foi lançado novamente o concurso público para a construção desta linha, fornecimento de veículos para a mesma e aquisição de serviços de manutenção. O valor base do concurso é agora de 600 milhões, mais IVA. O metro ligeiro de superfície entre Odivelas e Loures deverá estar operacional em 2029.
A 16 de julho de 2025, foi anunciada a receção de quatro propostas ao concurso público para construção, fornecimento de veículos e manutenção do metro ligeiro de superfície. Os concorrentes deste novo concurso são a Masterstylo - Electricidade e Telecomunicações Lda., com um preço de 600 milhões de euros, o consórcio Mota-Engil — Engenharia e Construção / Zagope — Construções e Engenharia, S.A. / SPIE Batignolles Internacional, com um preço de 598,9 milhões de euros, o consórcio Teixeira Duarte / Casais / Tecnovia / EPOS / Somafel / Jayme da Costa, com um preço de 716,1 milhões de euros, e o consórcio FCC Construcción / Contratas y Ventas / COMSA / COMSA — Instalaciones y Sistemas Industriales, S.A. / Fergrupo — Construções e Técnicas Ferroviárias, S.A., com um preço de 630 milhões de euros.
A 5 de novembro de 2025, foi anunciada a abertura de uma investigação por parte da Comissão Europeia à empresa estatal chinesa fabricante de material circulante CRRC, a qual integra o consórcio da Mota-Engil, de forma a apurar se existiu vantagem indevida na concurso desta linha. Na sequência desta investigação todo o processo de adjudicação foi suspenso.
A 7 de abril de 2026, foi anunciada a intenção de manter a construção da Linha Violeta apesar dos atrasos acumulados e das investigações em curso.
A 21 de abril de 2026, foi anunciada a autorização por parte da Comissão Europeia para a adjudicação do contrato de construção desta linha. Para o efeito terá sido realizado uma alteração ao parceiro de consórcio para fornecimento de material circulante, da sucursal portuguesa do fabricante chinês CRRC pela polaca Pojazdy Szynowe PESA Bydgoszcz S.A. (PESA).
Projetos anteriores
Uma ferrovia ligeira ligando circularmente os subúrbios a noroeste de Lisboa, em Portugal (mun. Loures, Odivelas, Amadora, e Oeiras), frequentemente identificada com o nome genérico Metro Ligeiro de Superfície, tem sido ideia ventilada em meios oficiais desde os finais do séc. XX, mas nunca construída.Transporte Colectivo em Sítio Próprio (TCSP) C.C.F.L. / M.L.: Lisboa, 2002
O troço Amadora-Algés (no âmbito do Metro Ligeiro de Superfície - Circular Exterior) era apresentado em 2004 como estando já "em projeto", contrastando com o estágio menos desenvolvido ("em estudo") da restante rede proposta: Amadora-Odivelas, Loures-Odivelas, e os ramais a Queluz, , Linda-a-Velha, e Hospital Beatriz Ângelo. Simultaneamente eram apresentados no mesmo estágio de concretização as extensões do Metropolitano de Lisboa ao , concluída em 2012, e a Alcântara, projeto entretanto adiado.“Empreendimentos apovados pela Tutela : Plano de Síntese”. Metropolitano de Lisboa: 2004
Parte das zonas abrangidas pela Linha Violeta também se encontravam contempladas em planos anteriores e contemporâneos ao prolongamento da para norte, nomeadamente em 2009Plano de Expansão ML/ECI Agosto 2009 — através de dois ramais, um para os Bons Dias, passando pelo centro de Odivelas e Ramada, e outro para o Infantado, passando pelo Bairro do Codivel, Santo António dos Cavaleiros, Frielas e Loures.“Assunção Cristas apresentou uma proposta para construir mais 20 estações no metro de Lisboa, mas a ideia não é nova. Em 2009, o Governo de José Sócrates propôs um plano com 28 novas estações.”. Eco: 2017.05.12João Pedro : “Assunção Cristas pegou num plano de Sócrates e tirou-lhe seis estações”. Diário de Notícias: 2017.05.12Diogo : “Mais estações de metro em Lisboa. Onde é que já vimos isto?”. Jornal de Negócios: 2017.05.11Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2023 que autoriza a despesa relativa à Linha Violeta do Metropolitano de Lisboa, entre Loures e Odivelas. Diário da República: 2023-11-27
Projeto
Estações Das 17 estações, 9 ficarão localizadas no concelho de Loures, nas freguesias de Loures e Santo António dos Cavaleiros e Frielas, e 8 ficarão localizadas no concelho de Odivelas, nas freguesias de Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, Odivelas e Ramada e Caneças. Existirão 12 estações construídas à superfície, com mais 3 construídas de forma subterrânea e outras 2 construídas recorrendo a trincheira.
Dos 11,5 km de extensão, 6,4 km serão construídos em território do município de Loures e 5,1 km em território do município de Odivelas. A vasta maioria dos troços será à superfície (7,6 km), contanto também com quatro troços em túnel (3,7 km), alguns troços em viaduto (0,4 km) e em trincheira (0,4 km).
O percurso entre Odivelas e o final da linha, no Infantado, deverá demorar cerca de 20 minutos.
Parque de Material e Oficinas O Parque de Material e Oficinas (PMO) da Linha Violeta ficará localizado próximo do Hospital Beatriz Ângelo
Material Circulante Uma vez que esta linha é totalmente diferente das outras 4 linhas do Metropolitano de Lisboa, é necessária a aquisição de material circulante distinto. Os novos veículos serão semelhantes aos que existem no Metro do Porto e no Metro Transportes do Sul, sendo igualmente abastecidos por fio aéreo (catenária) em vez do tradicional terceiro carril eletrificado. Numa primeira fase serão adquiridos um total de 12 veículos.
Investimento Inicialmente, os 250 milhões de euros necessários para a concretização da construção da Linha Violeta iriam provir exclusivamente do Plano de Recuperação e Resiliência. No entanto, a construção desta linha irá custar mais 140 milhões de euros do que inicialmente previsto devido ao aumento dos custos com materiais e a algumas alterações ao projeto, nomeadamente a construção de estações subterrâneas onde antes se planeavam estações de superfície. O valor extra necessário poderá provir diretamente do Orçamento de Estado, de empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência ou de linhas de crédito do Banco Europeu de Investimento.
Numa nova revisão dos custos do projeto, o investimento toral deverá ficar nos 527,3 milhões de euros, valor esse proveniente de empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência e do Orçamento do Estado para 2024.
Categoria:Metropolitano de Lisboa Categoria:Construções em estudo ou em projeto