miniaturadaimagem|200x200px|Bandeira chinazi utilizada pelos manifestantes nos protestos em Hong Kong em 2019–2020, onde se mistura a suástica nazista com a bandeira da República Popular da China Chinazi é um termo pejorativo utilizado como símbolo de protesto por alguns setores do movimento democrático chinês e de Taiwan para referir-se às autoridades do governo chinês, ao Partido Comunista da China e inclusive ao regime político da República Popular da China, como forma de crítica pelas violações dos direitos humanos na China continental.

Descrição geral Utilizado com frequência pelos dissidentes na China Continental, especialmente do Movimento Democrático Chinês, os independentistas taiwaneses e os opositores à aplicação da Lei de Segurança Nacional de Hong Kong e aos campos de internamento de Xinjiang, que são considerados políticas de violação às liberdades e direitos da população chinesa.

História Segundo um documento de 2010 do acadêmico australiano James Leibold, o termo Chinazi tem origem na anglosfera, existindo no mínimo desde 2005, e foi utilizado originalmente pelos usuários de um foro de discussão dedicado à cultura asiática, numa seção onde criticavam o nacionalismo chinês característico do PCCh.

Em 2012, com a ascensão ao poder do Secretário-Geral do Comitê Central do Partido Comunista da China, Xi Jinping, à presidência chinesa, as comparações entre a Alemanha nazista e a República Popular da China surgiram em redes sociais asiáticas a partir do perfil do secretário do PCCh. A Academia de Ciências Sociais do Vietnã declarou que "em 2014, dentro das comunidades de produtos e em linha, duas novas palavras se tornaram amplamente utilizadas: chinazi e chinazismo, que se referem à prática do novo estilo nazista da China".

Ativismo miniaturadaimagem|200x200px|Protestos em Hong Kong em 2019–2020 com a bandeira chinazi. Em 2018, o escritor exilado de origem chinesa Yu Jie publicou seu livro China nazista, que descreve o surgimento de uma similaridade cada vez mais tangível das políticas do PPCh aplicadas desde os anos 2010 na China com as aplicadas pelo nazismo na Alemanha dos anos 1930. O termo chinazi deixou de ser apenas um jargão de fóruns de conspiração — que falavam sobre o colapso da ordem mundial pós-Segunda Guerra Mundial pelo surgimento da China como superpotência — para tornar-se um símbolo de protesto dos ativistas pró-democráticos contra a repressão dos direitos humanos por parte do Governo Chinês. Nesse mesmo ano, autoridades de toda a China tomaram, à força, igrejas e cruzes, o que obrigou seguidores do cristianismo a abandonar sua fé. Alguns sacerdotes criticaram o ocorrido como uma reprodução da tragédia da perseguição aos católicos por parte dos nazistas em 1934.

Em 2019, durante os protestos em Hong Kong em 2019–2020 contra a Lei de Segurança Nacional, manifestantes descreveram ao Partido Comunista da China como os nazistas chineses; esse acontecimento também recebeu mais atenção internacional. Outros manifestantes honcongueses afirmaram que a Revolução Cultural nos anos 1960 e a repressão aos Protestos da Praça Tiananmen em 1989 estavam associados à doutrina de Adolf Hitler.

Ver também

Fascismo de esquerda Cooperação sino-germânica (1911–1941) Genocídio uigur Extração de órgãos de praticantes de Falung Gong na China

Referências

Categoria:2019 em Hong Kong Categoria:Direitos humanos na China Categoria:Partido Comunista da China Categoria:Sinofobia Categoria:Anticomunismo Categoria:Nacionalismo chinês Categoria:Terminologia política Categoria:Nazismo