miniaturadaimagem| Uma viatura policial de Chapel Hill, Carolina do Norte, perseguindo um veículo na US 15-501. miniaturadaimagem| Uma perseguição policial no sul da Suécia em 2020. Uma perseguição de carro é a perseguição terrestre veicular de uma parte por outra, envolvendo pelo menos um automóvel ou outro veículo motorizadocomumente perseguição de suspeitos por agentes da lei. A ascensão da indústria automotiva no século 20 aumentou a propriedade de carros, levando a um número crescente de criminosos tentando fugir da polícia em seu próprio veículo ou em um carro roubado. As perseguições podem envolver outras partes (incluindo criminosos) na perseguição de um suspeito ou vítima, ou simplesmente na tentativa de fazer contato com uma pessoa em movimento por motivos não conflitantes.
As perseguições de carros são frequentemente capturadas em noticiários devido às imagens de vídeo gravadas por carros de polícia, policiais e helicópteros da mídia participando da perseguição. As perseguições de carros também são um assunto popular entre a mídia e o público devido à intensidade, ao drama e ao perigo inato de dirigir em alta velocidadee, portanto, são conteúdos comuns na ficção, particularmente nos dramas de ação.
Aplicação da lei
História miniaturadaimagem|Veículos policiais colidem durante perseguição em 2006 As perseguições de carro ocorrem quando um suspeito tenta usar um veículo para escapar da aplicação da lei, tentando detê-lo ou prendê-lo. A suposta ofensa cometida pode variar de contravenções, como infrações de trânsito, a crimes tão graves como assassinato. Quando os suspeitos percebem que foram localizados pelas autoridades policiais, eles tentam perder o perseguidor dirigindo para longe, geralmente em alta velocidade. Geralmente, os suspeitos que a polícia observa praticando crimes para os quais é provável que sejam condenados por longos períodos de prisão, têm mais probabilidade de iniciar perseguições de automóveis. Em 2002, mais de 700 perseguições foram registradas na cidade de Los Angeles, a cidade é conhecida por ser líder em perseguições, dentro e fora dos Estados Unidos.
Um rede televisiva de Los Angeles relatou uma aumento de audiência sempre que perseguições da polícia vão ao ar. Os policiais pediram à mídia para reduzir a cobertura das perseguições, alegando que encorajam os suspeitos a fugir e incitam os curiosos a possivelmente atrapalhar a perseguição, enquanto a mídia responde que a cobertura das perseguições fornece um serviço público e um meio de dificultar a brutalidade policial. miniaturadaimagem|Um dos modelos mais recentes dos espigões usados por polícias ao redor do mundo são mais seguros.|esquerda A polícia usa uma série de técnicas para encerrar as perseguições, desde negociar com o motorista, esperar que o combustível do veículo acabe ou torcer para que o veículo do motorista fique de alguma forma desativado até métodos mais enérgicos, como atingir o veículo com viaturas policiais, bater o veículo, realizar um PIT, atirar nos pneus ou o uso de tiras de espigão (spike strip). Quando disponível, um helicóptero pode ser empregado, em alguns casos, podendo seguir o veículo enquanto unidades terrestres podem ou não estar envolvidas. Em 2009 um sistema de rastreamento da StarChase foi usado pelo Departamento de Segurança Pública do Arizona. miniaturadaimagem|Um dos primeiros modelos usados eram muito menos seguros e precisavam de maior interação humana para operar.|266x266px Entre 2009 e 2018, 16 policiais foram mortos enquanto faziam uso de tira de espigão (spike strip ou stop sticks), um debate sobre o alto número de mortes fez diversos departamentos reduzir ou eliminar o emprego do equipamento em perseguições.
A primeira perseguição policial registrada em vídeo ocorreu em 1988 em Berea, Ohio.
Em fevereiro de 2005 manifestações foram feitas em Sydney, Austrália, depois que um motorista local bateu um veículo roubado em uma árvore, matando seus dois passageiros após uma perseguição policial em alta velocidade. A morte de uma estudante universitária após uma perseguição em Camberra gerou grandes recriminações sobre as políticas de perseguição policial. Ole Bach foi encontrado morto na Suécia em um suposto suicídio após ter sido seguido em uma perseguição de carro pela polícia secreta sueca, Bach operava fraude financeira e esquema de pirâmide.
Um programa televisivo combinou o gênero de perseguição de carro em uma série de programas de televisão com imagens reais, feitas principalmente de carros de polícia e aplicação da lei ou helicópteros de mídia de suspeitos que fugiam da polícia. Um dos programas mais antigos ainda em produção é COPS, estreado em 1989.
Uma perseguição policial notável ocorreu quando um tanque M60 Patton foi roubado por Shawn Nelson de um arsenal da Guarda Nacional do Exército dos Estados Unidos, em 17 de maio de 1995. Nelson fez um alvoroço em San Diego, Califórnia, com o enorme tanque destruindo vários veículos civis antes de ficar preso numa divisória de pista. A polícia conseguiu entrar no tanque, matando o suspeito quando ele não se rendeu.
Em junho de 2004, o soldador Marvin Heemeyer destruiu 13 edifícios com uma escavadeira modificada, incluindo a Prefeitura de Granby, Colorado, a biblioteca pública, um banco, uma usina de concreto e uma residência pública, resultando em mais de US$7 milhões em dano. Heemeyer cometeu suicídio quando o motor do equipamento falhou.
Em julho de 2007, dois helicópteros colidiram no ar em Steele Indian School Park enquanto cobriam uma perseguição policial, em Phoenix, Arizona.Accident Report 0902 Midair Collision of Electronic News Gathering Helicopters KTVK-TV, Eurocopter AS350B2, N613TV, and U.S. Helicopters, Inc., Eurocopter AS350B2, N215TV Aircraft National Transportation Safety Board. Accessed 2009-03-09. Archived 2009-05-18. Quatro pessoas morreram, ninguém foi ferido em solo.
Em setembro de 2012, a Fox News transmitiu uma perseguição policial ao vivo no Arizona, que terminou com o suspeito saindo do veículo e atirando em si mesmo após uma curta perseguição. O canal estava transmitindo com um atraso de cinco segundos em vez do atraso normal de dez segundos, o que resultou no tiroteio sendo transmitido ao vivo. O âncora se desculpou pela transmissão e jurou nunca mais deixar isso acontecer.
Riscos e considerações legais miniaturadaimagem|Colisão fatal com veículo durante perseguição no norte de Minneapolis.|210x210px Perseguições em alta velocidade são reconhecidas como um problema de segurança no trânsito, pois veículos não envolvidos na perseguição, pedestres ou objetos podem ser atingidos pelo motorista evasivo, que na maioria das vezes viola uma série de leis de trânsito, muitas vezes repetidamente, em sua tentativa de fuga. No Reino Unido, estima-se que 40 pessoas morrem por ano em incidentes de trânsito envolvendo a polícia, a maioria como resultado de uma perseguição policial. Nos Estados Unidos, as mortes relacionadas à perseguição variam entre 300 e 400 pessoas por ano.
A Lei de Kristie foi uma proposta de lei da Califórnia que restringiria a imunidade por danos (incluindo ferimentos ou mortes) causados por perseguições em alta velocidade, onde as agências de aplicação da lei estabeleceram, mas não seguiram, políticas de perseguição.miniaturadaimagem|Uma curta perseguição terminou com o suspeito sendo preso no estacionamento de uma escola.|esquerda|216x216px
Em 2007, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu em Scott v. Harris (550 U.S. 372) que uma "tentativa do policial de encerrar uma perigosa perseguição de carros em alta velocidade que ameaça a vida de transeuntes inocentes não viola a Quarta Emenda, mesmo quando coloca o motorista em fuga em risco de ferimentos graves ou morte."
Na maioria das jurisdições de direito comum, a "regra dos bombeiros" impede que policiais feridos em tais perseguições entrem com ações civis por danos monetários contra os suspeitos em fuga, porque esses ferimentos são considerados um risco inerente ao trabalho. A indignação pública com essa imunidade resultou em exceções legais. Um exemplo é a Seção 1714.9 do Código Civil da Califórnia, de 1982, que restabelece a responsabilidade quando o suspeito sabia ou deveria saber que a polícia estava presente.
A política sobre as circunstâncias que justificam uma perseguição em alta velocidade variam de acordo com a jurisdição. Alguns defensores da segurança querem restringir as perseguições a crimes violentos. Outra opção é usar a tecnologia para encerrar ou evitar a necessidade dessas perseguições. Por exemplo, os veículos podem ser rastreados por aeronaves ou dispositivo de marcação GPS como StarChase, permitindo que agências policiais interceptem suspeitos de forma confiável usando bloqueios ou quando o veículo está parado.
Buscas interjurisdicionais e questões políticas Um perigo particular que acompanha as perseguições policiais é o problema de múltiplas agências de aplicação da lei se envolvendo em uma perseguição que atravessa os limites municipais e jurisdicionais. Isso geralmente é complicado por incompatibilidade de comunicação de rádio e diferenças políticas nos vários departamentos envolvidos em uma busca. esquerda|miniaturadaimagem|176x176px|Departamento de Polícia e Escritório do Xerife após perseguição. A cidade de Dallas, Texas, foi a primeira grande cidade dos Estados Unidos a adotar uma "Política de Perseguição Interjurisdicional" para tratar dos problemas inerentes às perseguições de carros que envolviam mais de uma agência de aplicação da lei. Em agosto de 1984, a Divisão de Planejamento e Pesquisa do Departamento de Polícia de Dallas começou a elaborar uma política que mais de 20 agências locais de aplicação da lei poderiam concordar em obedecer quando automóveis cruzassem suas fronteiras durante perseguições. O resultado foi um modelo de política que se tornou o padrão para uso dos departamentos de polícia nos Estados Unidos."Dallas-area police departments establish policy on pursuits", Dallas Morning News, 8 de setembro de 1985.
Na Europa, como muitas fronteiras nacionais não têm mais estações de fronteira, as perseguições às vezes podem cruzar as fronteiras nacionais. Os estados geralmente têm acordos em que a polícia de um estado pode continuar a perseguição além da fronteira nacional.
No cinema e na televisão miniaturadaimagem|Gravação de filme em Nova Iorque. No cinema e na televisão, o termo "perseguição de carro" refere-se a uma "cena de perseguição" envolvendo dois ou mais automóveis perseguindo um ao outro, a perseguição pode ou não envolver um carro de polícia. As perseguições de carros fazem parte de filmes de ação, e os filmes são usualmente construídos inteiramente em torno das perseguições, muitas vezes apresentando veículos exóticos de alta potência. Eles são populares porque são cenas de movimento rápido que geram muita emoção e ação, devido à velocidade dos veículos envolvidos e as colisões em potencial e os destroços resultantes dos acidentes, enquanto não são muito caros para encenar.
Encenar sequências de perseguição, requer geralmente várias tomadas e destruição de vários veículos (intencionalmente ou por acidente), dando um incentivo para os cineastas encontrarem maneiras de reduzir custos. Portanto, é comum usar veículos mais antigos que estão 1–2 gerações atrás dos modelos atuais no mercado, uma vez que podem ser aquisições de segunda mão a baixo custo devido à depreciação. Existem algumas exceções, se um veículo de alto perfil (talvez, mas não necessariamente um veículo "halo") for usado e/ou se o fabricante do veículo pagar pela colocação do produto em uma produção. Exemplos incluem as franquias James Bond e Transporter que usam veículos atuais e até mesmo veículos-conceito. miniaturadaimagem|Set de gravação do filme Os Vingadores, militares da reserva participaram das gravações.