The Witcher: Blood Origin (no Brasil: The Witcher: A Origem) é uma minissérie de televisão de fantasia criada por Declan de Barra e Lauren Schmidt Hissrich e vagamente adaptada da série de livros Wiedźmin, de Andrzej Sapkowski. Ela serve como uma prequela de The Witcher. A série estreou na Netflix em 25 de dezembro de 2022 e consiste em quatro episódios. Recebeu críticas majoritariamente negativas, embora as sequências de ação tenham recebido alguns elogios.
Premissa Ambientado 1.200 anos antes dos eventos da série de televisão The Witcher, Blood Origin retrata a criação do primeiro Bruxo, assim como os eventos que levaram à "Conjunção das Esferas". Também explora a antiga civilização élfica antes de seu desaparecimento. O bardo Jaskier, aliado de Geralt de Rívia, é salvo de uma guerra pela misteriosa elfa Seanchai, que o incumbiu de registrar a lenda não contada de sete guerreiros que lutaram contra as forças de Xin'trea após o golpe de estado.
Elenco e personagens
Principal Sophia Brown como Éile: Uma guerreira da guarda da Rainha e membro do Clã do Corvo que parte para se tornar uma musicista itinerante. Minee Mais como a pequena Éile. Laurence O'Fuarain como Fjall: Um elfo nascido em um clã de guerreiros chamado Clã do Cão, que jurou proteger um rei, mas que, em vez disso, parte em busca de vingança após a Imperatriz trair seu clã. Mirren Mack como Merwyn: A princesa de Xin'trea, obcecada por história, cuja vida é controlada por seu irmão, o rei Alvatir, mas que busca trilhar seu próprio caminho. Lenny Henry como Chefe Druida Balor: Um mago que aprendeu a abrir portais para outros mundos e tem um plano próprio. Jacob Collins-Levy como Eredin: O comandante do exército Xin'treano, mas com vários segredos. Joey Batey como Jaskier: Um bardo que outrora viajou com Geralt de Rívia e que é salvo de uma morte provável pelo misterioso Seanchai. Zach Wyatt como Syndril: O mago élfico que descobriu como abrir portais entre mundos. Lizzie Annis como Zacaré: Uma maga élfica que é a gêmea celestial de Syndril. Huw Novelli como Callan "Irmão Morte": Um mercenário aposentado que rastreia Éile, Fjall e Scían. Francesca Mills como Meldof: Uma anã em busca de vingança que empunha um martelo de guerra batizado em homenagem à sua falecida esposa, Gwen, que foi estuprada e assassinada por soldados de Xin'trea. Amy Murray como Fenrik: Aprendiz de druida Balor, que é surda. Minnie Driver como Seanchai: Uma figura misteriosa que resgata Jaskier porque quer que ele conte uma história sobre a "Conjunção das Esferas". Michelle Yeoh como Scian: A última integrante de uma tribo nômade de elfos espadachins chamada Clã Fantasma, que está em uma missão para recuperar uma lâmina roubada de seu povo. Dylan Moran como Uthrok One-Nut: Um mercenário colega de Scian.
Coadjuvantes Mark Rowley como Alvatir: O Rei de Xin'trea e irmão de Merwynn que tentou unificar os clãs. Hiftu Quasem como Voz da Luz: Um ser desconhecido com quem Balor interage em outro mundo. Ella Schrey-Yeats icomo Ithlinne: Uma jovem com poderes de visão que se torna amiga de Eile. Ozioma Whenu como Níamh: Irmã de Eile. Kim Adis como Ket: A serva de Merwynn. Kerri Quinn como Aevenien: A mãe de Ithlinne. Karlina Grace-Paseda como Cethlenn: A chefe do Clã do Corvo e mãe de Éile e Níamh. Shanika Ocean como a jovem Cethlenn Tomisin Ajani como Capitão Olyf. Samuel Blenkin como Avallac'h: Um jovem mago que resgata Merwynn e se torna seu protetor. Nathaniel Curtis como Brian: Um mercador élfico e amante de Eredin, o comandante-em-chefe do exército do Império Dourado, já que relacionamentos entre classes inferiores eram proibidos. Aidan O'Callaghan como Kareg: O irmão falecido de Fjall. Sendo o filho mais velho do líder do clã, Osfar Coração de Pedra, esperava-se que Kareg herdasse a posição de seu pai. Por sua vez, Kareg fez jus a essa expectativa, lutando bravamente em inúmeras batalhas em nome de seu reino. Contudo, tudo isso chegou a um fim abrupto durante a Batalha de Brokilon, onde ele foi morto por um membro do Clã do Corvo. Zachary Hart como Leifur. Hebe Beardsall como Catrin: Uma aldeã que lidera a revolta.
Episódios
Produção Foi anunciado em julho de 2020 que a Netflix havia aprovado uma minissérie em seis episódios, uma prequela de sua adaptação em série de televisão dos romances de Andrzej Sapkowski. Declan de Barra foi contratado para atuar como showrunner. Em janeiro de 2021, Jodie Turner-Smith foi escalada para estrelar a série. Laurence O'Fuarain se juntaria ao elenco em março, mas em abril, Jodie Turner-Smith teve que sair devido a conflitos de agenda. Em julho, Michelle Yeoh foi adicionada, com Sophia Brown assumindo o papel desocupado por Turner-Smith.
As filmagens da série começaram em agosto de 2020 no Reino Unido, com elencos adicionais, incluindo Lenny Henry, Mirren Mack, Nathaniel Curtis e Dylan Moran anunciados. De Bara anunciou que terminou as filmagens e entrou em pós-produção em novembro de 2021.
Recepção No agregador de críticas Rotten Tomatoes, 28% das 39 avaliações são positivas, com uma classificação média de 5,2/10. O consenso do site diz: "Uma exploração superficial da mitologia antiga da série de fantasia de Andrzej Sapkowski, Blood Origin compartilha DNA ancestral com The Witcher, mas pouco daquilo que torna a série original memorável". No Metacritic, que utiliza uma média ponderada, a série recebeu uma pontuação de 45 em 100 com base em 15 avaliações, indicando "críticas mistas ou medianas".
David Griffin, em sua crítica para o IGN, elogiou os efeitos especiais, as cenas de ação e o "grupo cativante de desajustados" como protagonistas, mas observou que os vilões da história não eram muito interessantes. Zosha Millman, em sua crítica para o Polygon, criticou a série por ser banal, escrevendo que o programa "não tem tempo para considerar o que torna o universo de The Witcher único ou significativo, tornando-se apenas uma tentativa confusa e imprudente de lançar mais conteúdo de The Witcher". Andrew Webster, escrevendo para o The Verge, argumentou da mesma forma que, sem o bruxo titular (Geralt de Rívia) ou outro protagonista memorável, a série carece de algo especial para se sustentar por si só. Therese Lacson, escrevendo para o Collider, criticou a série por seus "enredos improvisados" e vilões "mal desenvolvidos", e observou que, com muita frequência, o programa "ressurge para o exagero, o constrangimento ou o melodrama". Darren Mooney, em sua crítica para o The Escapist, chamou a série de "uma bagunça sangrenta" e um "fracasso espetacular", criticando seus personagens como desinteressantes e as "alterações editoriais" como desajeitadas e ineficazes. Na Slant Magazine, Niv M. Sultan escreveu que "a série se mostra apressada e dispersa demais para penetrar muito além da superfície de seu universo e personagens". Vicky Jessop, no London Evening Standard, disse que "é difícil se sentir envolvido com o destino dos personagens". David Opie, escrevendo para o Digital Spy, também criticou o elenco, observando que "a maioria desses personagens, e, portanto, a própria Blood Origin, permanece frustrantemente limitada".
Ligações externas
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