Ricardo Barbosa (Campina Grande, 3 de abril de 1958) é um jornalista e político brasileiro, atualmente filiado ao PP. Exerceu o cargo de deputado estadual na Paraíba entre 2015 e 2023.
Carreira política Filho dos ex-vereadores Maria Barbosa e Manoel Barbosa, disputou sua primeira eleição em 1990, quando concorreu a deputado estadual pelo PMDB, aos 32 anos. O desempenho nas urnas foi o pior de sua carreira política: recebeu apenas 45 votos - destes, 22 eram de João Pessoa, sua base eleitoral.
Em 1994 e 1998, também pelo PMDB, melhorou seu desempenho nas urnas: foram 10.866 e 10.756 votos, respectivamente, mas não conseguiu se eleger. Em 2002, filiado ao PSB, obteve 9.058 votos e ficou novamente de fora da Assembleia Legislativa.
Concorreu pela quinta vez seguida a deputado estadual em 2006, agora pelo PSDB. Embora fosse lembrado por 18.869 eleitores, Ricardo Barbosa ficou novamente como suplente, embora tivesse assumido o cargo em lugar de outros parlamentares licenciados no período.
Antes da eleição de 2010, quando estava filiado ao PPS (atual Cidadania), protagonizou uma polêmica em abril do mesmo ano: rasgou uma edição do Diário do Poder Legislativo que havia publicado sua posse na ALPB na vaga de João Gonçalves, e o acusou de estar cassando o mandato; ele havia pedido licença de 125 dias e pediu para reassumir o cargo. Voltou ao PSB para disputar o pleito estadual, onde receberia 11.984 votos e ficando novamente com uma suplência.
Entre 2011 e 2014, no primeiro mandato de Ricardo Coutinho como governador, atuou como Secretário Executivo de obras do PAC na Paraíba, deixando o cargo para concorrer pela oitava vez a uma vaga na Assembleia Legislativa, sendo eleito pela primeira vez como titular após emplacar 32.892 votos (foi o 20º deputado estadual mais votado), e reeleito em 2018 com a quarta maior votação (41.201).
Com a janela partidária aberta em março de 2022, sua saída do PSB foi especulada, mas após conversas com o governador João Azevêdo, decidiu permanecer no partido. Disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, foi o 13º candidato com a maior votação (63.777), mas ficou de fora pelo quociente eleitoral, obtendo a primeira suplência.
Em fevereiro de 2023 assumiu a presidência da Companhia Docas da Paraíba, que administra o Porto de Cabedelo. Ele ainda chegou a ser cogitado para disputar a eleição suplementar para prefeito de Cabedelo em abril de 2026, mas desistiu da candidatura após reuniões com o então governador João Azevêdo, o vice-governador Lucas Ribeiro e os deputados federais Aguinaldo Ribeiro e Hugo Motta. No mesmo mês, deixou a presidência da Companhia Docas, filiando-se posteriormente ao PP para concorrer a uma vaga de deputado federal, mas decidiu retirar a candidatura em agosto para assumir a coordenação da campanha à reeleição de Aguinaldo Ribeiro, classificando a decisão como "um recuo estratégico, consciente e responsável", descartando ainda encerrar a carreira na vida pública.
Desempenho eleitoral Ano Cargo Partido Votos % Colocação Situação 1990 Deputado estadual PMDB 45 0,01% 213º 1994 Deputado estadual PMDB 10.866 1,05% 40º 1998 Deputado estadual PMDB 10.756 0,84% 47º 2002 Deputado estadual PSB 9.058 0,52% 68º 2006 Deputado estadual PSDB 18.869 0,96% 46º 2010 Deputado estadual PSB 11.984 0,60% 60º 2014 Deputado estadual PSB 32.892 1,65% 20º 2018 Deputado estadual PSB 41.201 2,01% 4º 2022 Deputado federal PSB 63.777 2,88% 13º
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