A Myathropa florea, pertencente à família dos insectos comummente conhecidos como moscas-das-flores, é uma espécie de inseto díptero sirfídeo, que demonstra mimetismo batesiano em relação às vespas, com as quais se assemelha.

Taxonomia

A autoridade científica da espécie é Linnaeus, tendo sido descrita no ano de 1758.

Etimologia Do que toca ao nome científico:

O nome genérico, Musca, provém do latim e significa «mosca».

O epíteto específico, florea, provém do latim clássico, tratando-se da inflecção do étimo floreus, que significa «florido; floreado; relativo a flores».

Distribuição Trata-se de uma espécie presente pela Eurásia e pelo Norte de África, incluindo Portugal.

Medra em bosques e veigas higrófilas, sendo que, enquanto espécie antropófila que é, também se encontra em courelas agricultadas, parques citadinos e jardins suburbanos.

Descrição

Esta espécie de mosca mede entre 10 a 14 milímetros de comprimento. No que toca à sua aparência geral, pauta-se pela face amarela, pelas antenas pretas e aristas filiformes, bem como pelo tórax pubesceste, dotado de três faixas negras e transversais, que assentam sobre um fundo mais claro.

Nesta toada, importa ainda discorrer a respeito do abdómen desta mosca-das-flores, por sinal de largas dimensões e coloração negra, com manchas laterais amarelas.

Conta com patas pretas de cílios amarelados. As asas, por seu turno, são transparentes e formam uma alça na terceira nervura.

Atenta a coloração e padronagem exibida por esta espécie, denota-se a presença de mimetismo batesiano em relação às vespas.

Nesta espécie verifica-se algum dimorfismo sexual, pelo que os machos e as fêmeas diferem uns dos outros em aparência. Assim, nos machos os olhos são contíguos, ao passo que nas fêmeas são afastados.

Dieta e hábitos

Os espécimes adultos nutrem-se de néctar, mormente de flores brancas.

Por seu turno, as formas larvares desta espécie, são aquáticas e saprófitas, pelo que medram em corpos de água e em detritos orgânicos em decomposição, maxime excrementos húmidos de animais de grande porte, alimentando-se de bactérias.

Esta espécie pode ser avistada de maio a outubro.

Categoria:Insetos descritos em 1758 Categoria:Sirfídeos Categoria:Dípteros de Portugal Categoria:Insetos da Europa Categoria:Insetos da Ásia Categoria:Insetos de África