alt=Países com sistemas de defesa antimísseis|miniaturadaimagem|244x244px|Países com sistemas de defesa antimísseis Os sistemas de defesa antimísseis são um tipo de defesa contra mísseis destinado a proteger um país de mísseis vindo de fora, tais como mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) ou outros mísseis balísticos. Países como Estados Unidos, Rússia, Índia, Irã França, Israel, Itália, e China; todos são desenvolvedores de sistemas de defesa antimísseis.

Definições

O termo "sistemas de defesa antimísseis" significa, amplamente, um sistema que proporciona uma defesa contra qualquer tipo míssil (nuclear ou convencional) advindo de outro país. Qualquer mecanismo que possa detectar e destruir um míssil antes que ele consiga causar qualquer dano, isso é chamado de sistema de defesa antimísseis (MDS).

O papel da defesa contra mísseis nucleares tem sido um acalorado tópico militar e político por muitas décadas. Entretanto, a defesa antimísseis não está mais limitada a interceptação de armas nucleares estratégicas. O gradual desenvolvimento e proliferação de mísseis tecnológicos tem manchado a reputação entre as tecnologias para a interceptação de mísseis táticos (geralmente, curto para médio alcance sem cargas nucleares) e mísseis estratégicos (normalmente, de longa distância com cargas nucleares). Os mísseis balísticos táticos de alta performance sem cargas nucleares agora têm a capacidade de afetar o equilíbrio em zonas de conflito. Da mesma maneira, os sistemas de defesa antimísseis táticos de alto desempenho podem, agora, influenciar o desdobramento estratégico de força.

França, Itália e Reino Unido miniaturadaimagem|HMS Diamond (D34), um destroier Type 45 da Marinha Real equipado com o Sylver A-50 VLS e com capacidade de 15 a 30 mísseis Aster. Diamond disparou os seus mísseis pela primeira vez em maio de 2012, durante a interceptação, bem sucedida, de um drone Mirach.

O Reino Unido, França e Itália têm desenvolvido um programa chamado PAAMS (Sea Viper no Reino Unido). Ele foi projetado para armar a fragata da classe horizon (que foi um programa em conjunto do Reino Unido, França e Itália). Então, o Reino Unido desistiu do programa nas fragatas, em vez disso optaram por desenvolver e construir seu próprio destroier tipo 45, que ainda utilizaria o sistema de defesa antimísseis PAAMS. França e Itália então decidiram que eles gostariam de estender o programa para poder incluir um sistema de mísseis antibalísticos lançados do solo. França e Itália, consequentemente, projetaram o SAMPT - um caminhão equipado com um sistema de mísseis antibalísticos que opera a tecnologia PAAMS.

Índia Dois sistemas estão em fase de testes e planejamento. A rede de defesa ar possui dois principais componentes - o "Sistema de Defesa Aéreo Terrestre de Ambiente" (ADGES) e a "Base Aérea de Defesa de Áreas" (BADZ). A rede ADGES providencia ampla área de cobertura de radar e permite a detecção e interceptação da maioria das incursões no espaço aéreo indiano. O sistema BADZ é muito mais concentrado em radares, interceptadores, SAMs e AAA, unidade que trabalham em conjunto para fornecer uma forte barreira, altamente efetiva, para repelir ataques contra alvos vitais.

Defesa contra mísseis balísticos miniaturadaimagem|307x307px|Lançamento de um míssil Advanced Air Defense (AAD)

O programa de defesa contra mísseis balísticos é uma iniciativa para desenvolver e implementar um sistema de defesa multicamadas contra mísseis balísticos, afim de proteger a Índia de ataques de mísseis balísticos.

Introduzido uma luz contra a ameaça dos mísseis balísticos vindos do Paquistão,The New Guardian India unveils an all new anti-ballistic missile expected to be the fore-runner of a sophisticated air defence system to thwart, among other threats, a Pakistani nuclear weapons attack há um sistema de dupla camada constituído por dois mísseis interceptadores, nomeados de Defesa Aérea Prithvi (PAD) - mísseis para interceptação em alta altitude -, e os de Defesa Aérea Avançada (AAD) - mísseis para interceptação em baixa altitude. As duas camadas de proteção devem ser capazes de repelir mísseis vindos de uma distância superior a 5.000 km.

O sistema PAD foi testado em novembro de 2006, seguido pelo AAD em dezembro de 2007. Com o teste do míssil PAD, a Índia tornou-se o quarto pais a ter desenvolvido um sistema antimísseis balísticos bem sucedido antes dos Estados Unidos, Rússia e Israel. Em 6 de março de 2009, a Índia testou novamente de forma sucedida o seu escudo de defesa antimísseis, durante um teste de interceptação de um míssil "inimigo" a uma altitude de 75 km.

Em março de 2012, foi anunciado que a fase I estava completa, e que o projeto poderia ser implantado para proteger duas cidades indianas a curto prazo. Nova Délhi, capital da Índia, e Mumbai, foram selecionadas para receber o sistema de defesa antimísseis. Depois de sua bem sucedida implementação em Délhi e Mumbai, o sistema será utilizado para cobrir outras cidades maiores no país. Esse escudo pode destruir mísseis balísticos que venham de uma distância superior a 2.000 km. Quando a fase II estiver completa e PVS for desenvolvido, os dois sistemas antimísseis balísticos poderão interceptar alvos a uma distância superior a 5.000 km, tanto em regiões exo e endo-atmosféricas (dentro da atmosfera).

Além dos esforços da DRDO para desenvolver um potente míssil de defesa, a Índia está, supostamente, estudando o Arrow Israelense, S-300 PMU-1/-2 e S-400, da agência de projetos Almaz, e o Antey 2500/S-300VM da agência de projetos Antey. A Índia adquiriu um esquadrão de S-300V, sistema que é usado como se fosse uma "barreira contra mísseis balísticos anti-tático".

A Índia também comprou o sistema o russo S-400 por 5,4 bilhões de dólares em 2018.

Defesa contra mísseis de cruzeiros A defesa contra ataques de mísseis de cruzeiro, por outro lado, é semelhante ao combate de aeronaves tripuladas em baixas altitudes. Portanto, a maioria dos métodos de defesa contra aeronaves também pode ser empregado em um sistema de defesa para repelir mísseis de cruzeiro.

A fim de afastar ameaças de ataque com mísseis de cruzeiro portando ogivas nucleares, a Índia criou um novo programa de defesa antimísseis, que tem como foco apenas a interceptação de mísseis de cruzeiro. Esse grande avanço tecnológico foi possível com a utilização de um Míssil de Defesa Aérea Avançada (AAD). O chefe da DRDO, Dr. V. K. Saraswat, declarou em uma entrevista: "Nossos estudos tem indicado que este AAD será capaz de lidar com a interceptação de um míssil de cruzeiro".

Além disso, a Índia está adquirindo radares aéreas como o AWACS para garantir a detecção de mísseis de cruzeiro, afim de se precaver de qualquer ameaça.

Barak-8 é um míssil antiaéreo e antimíssil de longo alcance pertencente ao sistema de defesa naval, que está sendo desenvolvido em conjunto das Indústrias Aeroespaciais de Israel e a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) da Índia. O exército indiano está considerando introduzir uma variante do míssil Barak 8 para poder suprir as suas necessidades de um míssil superfície-ar de média distância para defesa aérea. A verão naval deste míssil terá a capacidade de interceptar mísseis de cruzeiro inimigos e jatos de combate visando os seus navios de guerra. A Índia tem uma parceria com Israel para estes mísseis.

Em novembro de 2010, em entrevista com o Vice-Presidente Sr. Lova Drori ele confirmou que o sistema David's Sling (Estilingue de Davi) foi ofertado para as forças armadas indiana.

A DRDO também está desenvolvendo mais sistemas de defesa como VL-SRSAM, QRSAM, Akash-NG e XRSAM.

Israel miniaturadaimagem|256x256px|Um interceptador Arrow de mísseis balísticos.

Israel tem um sistema nacional de defesa antimíssil contra mísseis de curto e longo alcance que utiliza o seu sistema de mísseis Arrow. O Arrow ou Hetz (do hebraico: חֵץ, pronuncia-se ['χet͡s]) é uma família de mísseis antibalísticos projetados para atender as necessidades israelenses de um theater missile defense system (sistema estratégico de defesa antimíssil). Produzido e financiado em conjunto de Israel e Estados Unidos,Dr. Uzi Rubin: "The Arrow program used practically no U.S. technology, just U.S. money. It was almost entirely based on Israeli technology, though we bought some components in the U.S. because they were cheaper." (2003) —source foi desenvolvido o sistema que teve início em 1986 e tem continuado até hoje, recebendo algumas críticas contrárias ao projeto. Posto em prática pelas Indústrias Aeroespaciais de Israel (IAI) e a Boeing, é supervisionado pela administração "Homa" (do hebraico: חומה, pronuncia-se [χoma], "muralha") do Ministério de Defesa Israelense e a Agência de Defesa Antimísseis dos Estados Unidos.

O sistema Arrow (Seta) consiste no interceptador antimísseis hipersônicos Arrow na produção conjunta com o radar AESA de alerta antecipado Elta EL / M-2080 "Green Pine" (Pinho Verde), o centro C3I da Tadiran Telecom, "Golden Citron" ou "Citron Tree" (Cidra Dourada ou Cidreira), e o centro de controle de lançamento das Indústrias Aeroespaciais de Israel, "Brown Hazelnut" ou "Hazelnut Tree" (Avelã Marrom ou Arvore de Avelã). O sistema é transportável e pode movido para outros locais preparados.

Seguido da construção, testes e demonstração da tecnologia do Arrow 1, começo o desenvolvimento e produção da versão Arrow 2 do míssil. O Arrow é considerado um dos programas de defesa antimíssil mais avançados que existem atualmente.Esse é o primeiro sistema operacional de defesa antimíssil projetado e construído, especificamente, para interceptar e destruir mísseis balísticos. A primeira bateria Arrow declarada totalmente operacional foi em outubro de 2000. Embora, vários de seus componentes tenham sido exportados, o Comando de Defesa Aérea Israelense junto com a Força Aérea Israelense (IAF) das Forças Armadas de Israel (IDF) são, atualmente, os únicos detentores do sistema Arrow completo. O Arrow 3 foi declarado operacional na quarta-feira, 18 de janeiro de 2017.Israel deploys 'Star Wars' missile killer system

Além do míssil Arrow, Israel tem o Iron Dome (Cúpula de Ferro) que é destinado a interceptar e destruir foguetes de curto alcance e peças de artilharias disparadas a uma distância de 4 a 70 quilômetros.Sharp, Jeremy M. (16 September 2010). "U.S. Foreign Aid to Israel" . Congressional Research Service. Retrieved 18 August 2011. Já o David's Sling (Estilingue de Davi)[http://www.waaytv.com/redstone_alabama/missile-defense-agency-and-israel-conduct-successful-test-of-david/article_0eedb1b2-e324-11e6-8a7b-37eb6ddc3e63.html The 5th system-level test tem o propósito de interceptar foguetes de média e longa distância e mísseis de cruzeiro, como os que o Hezbollah detém posse, disparados a partir de uma distância de 40 a 300 km. O Iron Beam (Viga de Ferro) é um laser de alta energia (HEL) que, durante os testes de seu protótipo, conseguiu derrubar alvos aéreos a uma distância superior a 4 quilômetros.Israeli Army IDF expects to deploy new Rafael Iron Beam laser air defense system this year

Rússia miniaturadaimagem|Veículos S-300PMU-2. Da esquerda para a direita: radar de detecção 64N6E2, posto de comando 54K6E2 e 5P85 TEL miniaturadaimagem|Veículos S-400. Da esquerda para a direita: 6P80 TEL e o radar de detecção 65N6

O sistema russo antimísseis balístico A-135 é atualmente o único operacional em torno da cidade de Moscou, capital do país, e está sendo implementado para proteger cidades maiores na Rússia. O sistema antimísseis balísticos A-135 é um complexo militar russo implantado ao redor de Moscou para conter mísseis inimigos destinados a cidade ou áreas próximas. Tornou-se operacional durante 1995. Ele é o sucessor do anterior A-35, que estava em conformidade com o Tratado de Mísseis Antibalísticos, a partir do qual os Estados Unidos retiraram-se unilateralmente em 2002.