alt=Escultura de madeira feminina com o interior do ventre oco.|miniaturadaimagem|Depressão pós-parto de Vênus. Representação em escultura da perda e do sentimento de vazio que se sente após o parto. Depressão pós-parto (DPP), também conhecida como depressão perinatal, é um transtorno de humor que pode ser experimentado por mulheres grávidas ou no pós-parto. Os sintomas incluem tristeza extrema, baixa energia, ansiedade, episódios de choro, irritabilidade e mudanças extremas em padrões de sono ou fome. DPP pode também afetar negativamente crianças recém nascidas.

A causa exata da DPP é incerta, contudo, acredita-se ser devido à combinação de fatores físicos, emocionais, genéticos e sociais como o desbalanceamento hormonal e a privação de sono. Os fatores de risco incluem episódios prévios de depressão pós-parto, transtorno bipolar, um histórico familiar de depressão, estresse psicológico, complicações da gravidez, falta de apoio ou uma desordem pelo uso de drogas. O diagnóstico é baseado nos sintomas da pessoa. Enquanto a maioria das mulheres vivenciam um período breve de preocupação ou infelicidade após dar à luz, a depressão pós-parto deve ser suspeitada quando os sintomas estão graves e durar mais de duas semanas.

Entre aqueles riscos, fornecimento de apoio psicológico pode ser protetiva na prevenção do DPP. Isso pode incluir apoio comunitário como alimentação, tarefas domésticas, cuidado maternal e companheirismo. O tratamento para DPP pode incluir aconselhamento ou medicações. Tipos de aconselhamento que são efetivos incluem psicoterapia interpessoal (PST), terapia cognitivo comportamental (TCC) e terapia psicodinâmica. Tentativas evidentes de apoio usa os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS).

Depressão ocorre em torno em 10 a 20% das mulheres no pós-parto. A depressão pós-parto afeta comumente mães que vivenciaram morte fetal, vivem em áreas urbanas e mães adolescentes. Além disso, estima-se que esse transtorno afete de 1% a 26% dos novos pais. Um tipo diferente de transtorno de humor pós-parto é a psicose pós-parto, que é mais severa e ocorre em cerca de 1 a 2 para 1.000 mulheres após o parto. A psicose pós-parto é uma das causas principais do assassinato de crianças abaixo de um ano de idade, que ocorre em cerca de 8 para 100.000 nascimentos nos Estados Unidos.

Sinais e sintomas Os sintomas da DPP podem ocorrer a qualquer hora no primeiro ano após o parto.The Boston Women's Health Book Collective: Our Bodies Ourselves, pages 489–491, New York: Touchstone Book, 2005 Tipicamente, um diagnóstico de depressão pós-parto é considerado após os sinais e sintomas persistirem por pelo menos duas semanas.WebMD: Understanding Post Partum Depression

Emocional

Tristeza persistente, ansiedade ou humor "vazio"The Boston Women's Health Book Collective: Our Bodies Ourselves, pages 489–491, New York: Touchstone Book, 2005 Mudanças de humor severasWebMD: Understanding Post Partum Depression Frustração, irritabilidade, inquietação, raiva Sentimentos de falta de esperança ou falta de ajuda Culpa, vergonha, falta de valor Baixa autoestima Hipoestesia, vazio Exaustão Inabilidade para estar confortável Problema em se relacionar com o bebê Sentimento inadequado em cuidar do bebê Pensamentos de auto mutilação ou suicídio

Comportamental

Falta de interesse ou prazer em atividades usuaisThe Boston Women's Health Book Collective: Our Bodies Ourselves, pages 489–491, New York: Touchstone Book, 2005WebMD: Understanding Post Partum Depression Baixa libido Mudanças de apetite Fadiga, queda de energia e motivação Pouco auto cuidado Isolamento social Insônia ou sono excessivo Preocupações sobre prejudicar à si mesma, o bebê ou o parceiro(a)

Neurobiologia Estudos por FMRI indicam diferenças na atividade cerebral entre mães com depressão pós-parto e aquelas sem. Mães diagnosticadas com DPP costumam ter baixa atividade no lobo frontal esquerdo e atividade aumentada no lobo frontal direito quando comparado com controles saudáveis. Elas também exibem diminuição na conectividade entre estruturas cerebrais vitais, incluindo o córtex cingulado anterior, córtex pré-frontal dorsal lateral, amígdala, e hipocampo. Diferentes ativações cerebrais entre mães depressivas e não depressivas são mais proeminentes quando estimulado pelos sinais emocionais não infantis. Mães depressivas mostram maior atividade neural na amígdala direita para sinais emocionais não infantis assim como atividade reduzida entre amígdala e córtex insular direito. Descobertas recentes também identificaram atividade atenuada no córtex cingulado anterior, corpo estriado, córtex orbito frontal e ínsula em mães com DPP quando visualizam imagens delas na infância.

Estudos mais robustos na ativação neural sobre o DPP tem sido conduzido tanto com roedores quanto com humanos. Esses estudos tem sido permitidos para isolamento maior das regiões específicas do cérebro, neurotransmissores, hormônios e esteroides.

Surgimento e duração Depressão pós-parto surge normalmente no início entre duas semana a um mês após dar à luz. Um estudo feito em uma clínica de saúde mental no centro urbano tem mostrado que 50% dos episódios de depressão pós-parto começaram antes de dar à luz. No Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DSM-5), o DPP não é reconhecido como uma condição distinta, mas sim um tipo específico de uma episódio depressivo maior. No DSM-5, o especificador "com surgimento de periparto" pode ser aplicado para um episódio depressivo maior se qualquer surgimento ocorrido durante a gestação ou dentro de quatro semanas seguidas do parto. A prevalência da depressão pós-parto difere entre momentos diferentes após o parto. Estudos feitos sobre depressão pós-parto entre mulheres do Oriente Médio mostra que a prevalência nos três primeiros meses do pós-parto foi de 31%, enquanto a prevalência do quarto ao vigésimo mês do pós-parto foi de 19%. O DPP pode durar muitos meses ou mesmo um ano.

Consequências na saúde da mãe e da criança A depressão pós-parto pode interferir com o vínculo infanto-maternal e afeta adversamente no desenvolvimento agudo e de longo prazo da criança. Os recém-nascidos de mães com DPP tem incidência maior de choro excessivo, problemas de temperamento e dificuldades para dormir. Problemas com sono em recém-nascidos podem exacerbar ou serem exacerbados pela DPP atual na mãe. Desfechos maternos do DPP incluem isolamento, desinteresse e hostilidade. Padrões adicionais observados em mães com DPP incluem baixas taxas de inibição e manutenção da amamentação.

Crianças e recém-nascidos de mães afetadas pela DPP experimentam impactos negativos à longo prazo em suas funcionalidades cognitivas, controle inibitório e regulação emocional. Em casos de DPP não tratados, comportamentos violentos e condições psiquiátricas e medicas em adolescentes tem sido observadas.

As taxas de suicídio de mulheres com DPP são mais baixas que aquelas fora do período perinatal. A morte fetal ou neonatal no primeiro ano do pós-parto tem sido associado com um maior risco de tentativa suicida e maiores internações psiquiátricas.

Depressão pós-parto nos pais A depressão pós-parto paternal é um conceito precariamente entendido com base de evidência limitada. Contudo, a depressão pós-parto afeta de 8 a 10% dos pais. Não há conjunto de critérios para homens que tenham depressão pós-parto. A causa pode ser distinta em homens. As causas da depressão pós-parto paternal incluem mudanças hormonais durante a gravidez, que pode ser indicativo de relação paterno infantil. Por exemplo, sintomas depressivos em homens tem sido associado com níveis baixos de testosterona. Baixos níveis de prolactina, estrogênio e vasopressina tem sido associados à lutas com o apego paterno infantil, que pode levar à depressão aos pais de primeira viagem. Os sintomas de depressão pós-parto em homens são tristeza extrema, fadiga, ansiedade, irritabilidade e pensamentos suicidas. A depressão pós-parto em homens é mais comum ocorrer de 3-6 meses após o nascimento e está correlacionado com depressão maternal, significa que se a mãe está vivenciando a depressão pós-parto, em seguida o pai está em um risco maior de desenvolver o transtorno também. A depressão pós-parto em homens leva ao risco aumentado de suicídio, enquanto também tem apego saudável infanto paternal. Homens que vivenciam DPP podem exibir baixos comportamentos parentais, angústia e interação com o filho reduzida.

A interação paternal reduzida pode acarretar depois problemas cognitivo e comportamental na crianças. Crianças com até 3,5 anos de idade por experimentar problemas com comportamentos internalizados ou externalizados, indicando que a depressão pós-parto paternal pode ter consequências à longo prazo. Por outro lado, se as crianças de até dois anos não ler frequentemente, essa interação infanto paternal negativa pode prejudicar expressivamente no vocabulário. Um estudo focado em pais de baixa renda encontrou que o envolvimento crescente de seus filhos no primeiro ano estava ligado às baixas taxas de depressão pós-parto.

Pais adotivos A depressão pós-parto pode ser também vivenciada em pais não biológicos. Enquanto não tem muitas pesquisas concluídas em relação à depressão pós-parto em pais adotivos, as dificuldades associadas com cuidados paternais pós-parto são similares entre pais biológicos e adotivos. Mulheres que adotam crianças passam por estresse significativo e mudanças de vida durante o período pós-parto, similar em mães biológicas. Isso pode elevar suas chances de desenvolvimento de sintomas depressivos e tendências ansiosas. A depressão pós-parto se apresenta em mães adotivas via privação do sono similar às mães biológicas, mas os pais adotivos podem ter fatores de risco adicionados como um histórico de infertilidade.

Problemas em pessoas LGBTQ Ademais, pesquisas preliminares tem mostrados que indivíduos que criam filhas que fazem parte da comunidade LGBT podem ser mais suscetíveis à depressão pré-natal e ansiedade quanto as pessoas cis gêneros e hétero sexuais.

De acordo com outros dois estudos, pessoas LGBT foram desencorajadas à acessar os serviços de saúde mental pós-parto devido ao estigma social adicionado à barreira social que, mães heteronormativas não têm. Participantes lésbicas expressavam apreensão sobre o recebimento de um diagnóstico de saúde mental porque preocupações com o estigma social e oportunidades de emprego. Questões também aumentaram sobre a possível retirada da criança e diagnóstico de doença mental dos pais. Dos estudos concluíram até o momento, mesmo limitado que é evidente que há uma população muito grande que vivenciam depressão associada com o nascimento quanto em mães biológicas.

Causas A causa da DPP é desconhecida. Mudanças hormonais e físicas, histórico de depressão familiar e pessoal, e o estresse de cuidar de um novo bebê, tudo pode contribuir para o desenvolvimento da depressão pós-parto.