Fernando Máximo (Ceres, 4 de outubro de 1979) é médico, professor, perito médico legista, gestor público e político brasileiro. Eleito por Rondônia em 2022, foi o deputado federal mais votado do estado naquele pleito, com 85.604 votos, além de figurar como o 7º mais votado proporcionalmente do Brasil.
Biografia Vida Pessoal
Nascido em Ceres, é filho de João Máximo e Shirlei Máximo. Ingressou no curso de Medicina aos 16 anos de idade, formando-se posteriormente pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É casado e pai de uma filha.
Ao longo da vida profissional, desenvolveu atividades voltadas ao atendimento de populações em situação de vulnerabilidade social, participando de ações voluntárias e atendimentos médicos gratuitos destinados a pessoas de baixa renda, especialmente em localidades com acesso limitado aos serviços de saúde.
Carreira Médica Antes de ingressar na vida pública, construiu carreira na medicina como cirurgião geral, perito médico legista da Polícia Civil, professor voluntário da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e preceptor de residência médica.
Possui experiência nas áreas de Cirurgia Geral, Cirurgia Videolaparoscópica, Medicina Legal e Perícia Previdenciária. Também atua como instrutor certificado do Advanced Trauma Life Support (ATLS), programa internacional de capacitação em atendimento ao trauma adotado em diversos países.
Além da atuação hospitalar, acadêmica e pericial, participou de iniciativas voltadas à assistência de populações vulneráveis, especialmente por meio de atendimentos voluntários e ações de saúde comunitária.
Gestão na Saúde Pública Em 2019, assumiu a Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau). Nos primeiros meses de gestão, implementou medidas voltadas à redução das filas da rede pública estadual, com destaque para os mutirões de cirurgias de catarata, que ampliaram o acesso a procedimentos oftalmológicos e contribuíram para reduzir a demanda reprimida existente em diversas regiões do estado.
Durante a pandemia da COVID-19, coordenou as ações estaduais de enfrentamento da crise sanitária. Sua gestão promoveu a ampliação da rede hospitalar, abertura de leitos clínicos e de terapia intensiva, contratação de profissionais da saúde e fortalecimento da capacidade de atendimento da rede pública.
Entre as iniciativas adotadas no período destacou-se o programa Mapeia Rondônia, responsável pela realização de milhares de testes rápidos para COVID-19 em todos os municípios do estado. As ações ocorreram em formato drive-thru e permitiram ampliar o monitoramento epidemiológico, identificar casos assintomáticos e subsidiar as medidas de enfrentamento à pandemia.
Também coordenou operações especiais de vacinação contra a COVID-19 por meio dos programas de vacinação drive-thru e walk-thru, além do projeto SOS Vacinação, criado para apoiar municípios na ampliação da cobertura vacinal.
Outra medida de destaque foi a aquisição do Hospital Regina Pacis, em Porto Velho, incorporado à rede estadual durante a pandemia para ampliar a capacidade de atendimento hospitalar. Após o período emergencial, a unidade permaneceu integrada ao patrimônio público estadual, consolidando-se como estrutura permanente da rede de saúde de Rondônia.
Carreira política Nas eleições de 2022, candidatou-se ao cargo de deputado federal por Rondônia. Com 85.604 votos, foi eleito o deputado federal mais votado do estado e o sétimo mais votado proporcionalmente do país.
Atuação parlamentar Na Câmara dos Deputados, passou a atuar principalmente em temas ligados à saúde pública, assistência social, desenvolvimento regional, inclusão e fortalecimento dos serviços públicos.
Seu mandato tem sido marcado pela articulação de recursos para hospitais, unidades de saúde e municípios rondonienses, além da defesa de iniciativas voltadas à ampliação do acesso da população a tratamentos médicos e serviços especializados.
Entre as ações apoiadas por seu mandato destacam-se projetos voltados à proteção e bem-estar animal, incluindo a implantação de unidades móveis de castração conhecidas como Castramóvel, destinadas à realização gratuita de procedimentos em cães e gatos, contribuindo para o controle populacional dos animais e para a prevenção de zoonoses.
Também tem atuado em pautas relacionadas ao combate à obesidade, diabetes e doenças metabólicas. Em 2026, ganhou destaque ao defender a ampliação do acesso a tratamentos modernos para obesidade por meio da tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, inserindo o tema no debate sobre políticas públicas de saúde e qualidade de vida.
Além da atuação legislativa, tem participado de debates relacionados à ampliação do acesso à saúde especializada, fortalecimento da atenção básica, inclusão de pessoas com deficiência e apoio a famílias de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).
Pré-candidato ao Senado
Em 2026, passou a ser apontado como um dos principais nomes na disputa por uma vaga no Senado Federal por Rondônia. Pesquisa do Instituto Amazônia de Pesquisa (IAP), divulgada em 1º de junho de 2026, e pesquisa nacional da Quaest apontaram Fernando Máximo na liderança da corrida ao Senado, posicionando-o entre os pré-candidatos mais competitivos do estado para a eleição seguinte.
Controvérsias
Operação Polígrafo: Investigações sobre a compra de testes para COVID-19 Durante a atuação de Fernando Máximo como secretário de Estado da Saúde de Rondônia, contratos firmados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) durante a pandemia de COVID-19 foram objeto de investigações conduzidas pela Polícia Federal, pela Controladoria-Geral da União e pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), no âmbito da Operação Polígrafo.
A operação investigou a aquisição de 100 mil testes rápidos para diagnóstico da COVID-19, contratados pela Sesau por meio de dispensa de licitação no valor de R$ 10,5 milhões. Segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), as investigações apontaram indícios de irregularidades no processo de contratação, incluindo possível direcionamento da contratação, contratação de empresa sem capacidade técnica comprovada, ausência de registro dos testes na Anvisa no momento da aquisição, atraso na entrega dos produtos, pagamento antecipado de aproximadamente R$ 3,15 milhões e superfaturamento estimado em 39,43%.
Na segunda fase da Operação Polígrafo, deflagrada em 2022, a Polícia Federal informou ter identificado indícios de direcionamento prévio da contratação por gestores da Sesau e apontou que aproximadamente R$ 450 mil do contrato poderiam ter sido destinados ao pagamento de propina. A Polícia Federal também informou haver evidências de possível oferecimento de vantagem indevida a funcionários da Anvisa para acelerar o processo de registro dos testes rápidos.
Fernando Máximo, que ocupava o cargo de secretário de Estado da Saúde durante o período da contratação investigada, prestou depoimento à Polícia Federal no âmbito das apurações. Em 2024 e 2025, veículos de imprensa divulgaram trechos desse depoimento, entre eles uma declaração atribuída ao então deputado federal na qual afirmou que pessoas contaminadas pela COVID-19 "iriam morrer de qualquer forma", ao responder questionamentos sobre o atraso na entrega dos testes.
Em dezembro de 2025, o Ministério Público de Rondônia apresentou denúncia contra 12 pessoas apontadas como participantes de um suposto esquema relacionado à compra dos testes. Segundo o MPRO, os denunciados incluíam o então secretário adjunto de Estado da Saúde, o gerente administrativo da Sesau, representantes das empresas envolvidas e o então cônsul honorário da Índia, acusados de crimes como fraude à licitação, tráfico de influência, falsidade documental, associação criminosa e crimes contra a saúde pública.
Investigação sobre contrato de ambulâncias Em outubro de 2024, reportagens baseadas no inquérito nº 2021.0002937 da Polícia Federal informaram a existência de investigação sobre um contrato superior a R$ 3,2 milhões, firmado durante a gestão de Fernando Máximo na Secretaria de Estado da Saúde para prestação de serviços de UTI aérea e locação de ambulâncias durante a pandemia de COVID-19. Segundo as reportagens, a investigação envolvia a empresa Instruaud Sistema Integrado de Cuidados e Administração e apurava possíveis irregularidades relacionadas à contratação, incluindo o suposto uso de laranjas, incompatibilidade entre a capacidade econômica dos sócios e os contratos firmados, movimentações financeiras consideradas atípicas e inconsistências patrimoniais envolvendo pessoas ligadas à empresa.
Em maio de 2020, o Ministério Público de Rondônia recomendou a Fernando Máximo a revogação do Chamamento Público nº 012/2020, destinado à contratação de serviços de transporte inter-hospitalar em ambulâncias de suporte avançado (UTI móvel). Na recomendação, o órgão apontou possíveis irregularidades no procedimento, incluindo divergências entre os valores apresentados pelas empresas participantes e a pesquisa de preços realizada pela Superintendência Estadual de Licitações (Supel), além de questionamentos sobre a capacidade técnica da empresa proponente. O documento também mencionou manifestação do Tribunal de Contas do Estado indicando possíveis irregularidades na contratação.
Emendas ao PL 2628/2022 e alegações de influência de big techs Em 2025, Fernando Máximo apresentou emendas ao Projeto de Lei 2628/2022, que trata da proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. As propostas buscavam alterar regras de responsabilização de plataformas digitais, incluindo flexibilização de exigências de relatórios de moderação e de sanções. As emendas foram rejeitadas pelo relator na Câmara dos Deputados.
Segundo reportagens, metadados de documentos indicariam que parte das emendas teria sido elaborada por Marconi Borges Machado, executivo da Meta no Brasil. As reportagens afirmam que duas emendas atribuídas ao parlamentar teriam sido produzidas por um gerente da empresa. O caso motivou pedido de investigação à Procuradoria-Geral da República por possível advocacia administrativa, conforme noticiado.
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