miniaturadaimagem|O acampamento do exército israelense em Beit Daras, 1948 O massacre de Beit Daras foi um massacre cometido pelas forças sionistas contra os habitantes da aldeia palestina de Beit Daras em 21 de maio de 1948. Quando as forças sionistas chegaram à aldeia, cercaram-na por todos os lados para impedir a chegada de reforços e, em seguida, começaram a bombardeá-la intensamente com artilharia e morteiros. O massacre resultou na morte de um grande número de moradores, antes que a aldeia fosse destruída, sua população deslocada e, posteriormente, uma colônia sionista fosse estabelecida em seu lugar.
Contexto A aldeia de Beit Daras estava localizada a 32 quilômetros a nordeste da cidade de Gaza, e sua população em 1945 era de cerca de 2.750 pessoas.
Em 1948, após as forças sionistas terem tomado várias aldeias ao redor de Beit Daras, a localidade foi submetida a diversos ataques. No entanto, essas ofensivas fracassaram repetidamente devido à resistência de seus habitantes, que conseguiram repelir os agressores em quatro ocasiões.
No entanto, na madrugada de 21 de maio, as forças sionistas atacaram novamente a aldeia com maior intensidade de fogo, cercando-a pelos quatro lados para impedir a chegada de reforços. As tropas da Brigada Givati atacaram Beit Daras com artilharia pesada e morteiros. Quando os defensores da aldeia perceberam a gravidade da situação, decidiram resistir e pediram às mulheres, crianças e idosos que deixassem a localidade pelo lado sul. Ao chegarem aos arredores, foram surpreendidos por fogo inimigo, apesar de se tratarem de civis indefesos. Cerca de 260 pessoas morreram neste massacrehttps://www.ramzybaroud.net/a-hundred-deir-yassin-and-counting-beit-daras-and-the-buried-history-of-massacres/1366223256beit_daras_troops-jpg/.
O massacre aumentou a determinação da população em resistir, o que obrigou as forças atacantes a recuar. Contudo, as pesadas perdas humanas, a escassez de munições e a ausência de esperança na chegada de ajuda levaram os habitantes a abandonar a aldeia. Ainda assim, as forças não se atreveram a entrar em Beit Daras até vários dias depois, apenas quando se certificaram de que já não havia combatentes no local.
Depois do massacre No ano de 1950, Israel estabeleceu três assentamentos nas ruínas da aldeia: “Azrikam”, “Amunim” e “Givati”. Mais tarde, na década de 1950, uma fazenda judaica chamada Zammorot foi criada no local de Khirbet Odeh, situada ao sul da aldeia de Beit Daras.