Ieshia Evans (nascida no Brooklyn), atualmente, trabalha como enfermeira na Pensilvânia. Seu nome ganhou o mundo em 2016, durante os protestos Black Lives Matter, quando uma fotografia sua chamada Taking a Stand in Baton Rouge foi tirada pelo fotógrafo Jonathan Bachman e repercutiu mundialmente. A importância de sua militância foi reconhecida pela Rede AfroAmerica e pela BBC.

Contexto histórico No ano de 2016, após Alton Sterling ser assassinado por um policial na cidade de Baton Rouge, no estado da Luisiana, Estados Unidos, que o baleou mesmo ele estando imobilizado; e após a morte de Philando Castile que foi baleado em uma blitz policial de rotina, ocorreram vários protestos contra o tratamento policial estadunidense às minorias. A onde se protestos ganhou o mundo em um movimento chamado Black Lives Matter (Vidas Negras Importam ou Vidas Negras Contam).

No dia 09 de julho de 2016, o fotógrafo Jonathan Bachman foi designado para cobrir os protestos em Baton Rouge, no estado estadunidense de Luisiana. Durante o seu trabalho, viu a cena de uma mulher negra, em seu protesto pacífico de se recusar a sair da via, sendo presa por policiais brancos fortemente equipados com capacetes, coletes e protetores. Bachman capturou a cena em fotografia. A mulher era a enfermeira Ieshia Evans, que tinha 35 anos na época, e estava participando de seu primeiro protesto. Tomando uma posição em Baton Rouge (em inglêsː Taking a Stand in Baton Rouge), como é conhecida a fotografia, repercutiu nacional e internacionalmente.

Impacto cultural Várias organizações de mídia descreveram a imagem como "icônica". O canal de televisão alemão n-tv descreveu Ieshia Evans como o "ícone" do protesto. Teju Cole, escrevendo para a New York Times Magazine, disse que "apesar de, ou por causa de sua narrativa simples, a fotografia de Bachman se tornou um ícone. Ela se juntou a um pequeno grupo de outras imagens ligadas ao movimento Black Lives Matter", incluindo imagens de um homem jogando uma bomba de gás lacrimogêneo contra a polícia durante um dos protestos em Ferguson, no estado do Missouri, após o assassinato de Michael Brown em 2014; Bree Newsome derrubando uma bandeira confederada na Casa do Estado da Carolina do Sul; e o ativista DeRay Mckesson sendo preso em Baton Rouge, também enquanto protestava contra a morte de Sterling.

A fotografia fez comparações com imagens de manifestações anteriores pelos direitos civis, bem como a imagem dos "Homem do Tanque" tirada durante os protestos da Praça Tiananmen, em 1989. Yoni Appelbaum comentou para o The Atlantic:

Evans foi entrevistada por Gayle King para CBS This Morning, e o programa de rádio público Studio 360 posteriormente contratou Tracy K. Smith para escrever um poema sobre o assunto da imagem. A fotografia foi incluída no The Year in Pictures 2016 do The New York Times.

Em 2017, a foto de Ieshia recebeu o primeiro prêmio para Assuntos Contemporâneos, no 60.º World Press Photo Contest.

Após o protesto Após o protesto, Ieshia Evans criticou os candidatos às eleições de 2016, Donald Trump e Hillary Clinton, bem como o ex-presidente Barack Obama. Ela era uma crítica vocal da administração Trump e afirmou que gostaria de ver mais denúncias devido ao ceticismo em torno das questões de justiça social.

Ieshia Evans (musa da fotografia) e Jonathan Bachman (autor da fotografia) se encontraram para se conhecerem em dezembro de 2016, em um simpósio sobre fotografia jornalística organizado pela Reuters e pelo Centro Internacional de Fotografia.

Reconhecimento No mesmo ano em que a fotografia foi tirada, Ieshia foi nomeada Mulher Negra do Ano da Rede AfroAmerica e apontada pela BBC como uma das 100 Mulheres mais influentes do mundo.

Categoria:Black Lives Matter Categoria:Ativistas afro-americanos Categoria:Pessoas na lista BBC 100 Mulheres de 2016