Stanislas Spero Adotevi (Lomé, 4 de fevereiro de 1934 – Uagadugu, 7 de fevereiro de 2024) foi um filósofo beninense.

Carreira Sua obra foi marcada por uma consistente atitude crítica ao movimento negritude, ao qual atribuiu um misticismo regressivo que impede a verdadeira independência africana, e que surge pela assimilação da imagem colonial da África. Contra essa tendência, Adotevi se caracterizou como um forte defensor da modernização e do desenvolvimento, com inspirações da tradição marxista, ainda que tomada como distinta do socialismo africano.

Ministro Stanislas Spero Adotevi ocupou cargos políticos e administrativos em seu país, incluindo o de Ministro da Informação em 1963, Ministro da Cultura entre 1965 e 1968, Diretor do Instituto de Pesquisa Aplicada do Daomé (atual Benin) e Diretor dos Arquivos e Museus Nacionais. Ele é creditado como tendo "introduzido a semente da descolonização" no Conselho Internacional de Museus (ICOM) e marcando um momento de grande reflexão sobre o papel dos museus no mundo pós-colonial.

Morte Adotevi morreu no dia 7 de fevereiro de 2024, aos 90 anos.

Publicações

Livros

Négritude et négrologues, UGE/PLON, 1970; reeditado por Le Castor astral, 1998, (ISBN 978-2859203542), então co-publicado por Delga-Materia Scritta, 2017 De Gaulle et les Africains, Chaka, 2004, 185 p. (ISBN 978-2-907768-10-8)

Artigos Stanislas Spero Adotevi também é autor de artigos e publicações em inúmeras revistas científicas e periódicos, incluindo:

Discours d’Alger, Festival Panafricain d’Alger. Éd. Presse algérienne, 1969, traduzido em inglês, italiano, alemão. (en) Development and cultural identity. UQ. Été 1973. Nkrumah ou le rêve éveillé, Présence Africaine, 1973 (en) Ethnology and the repossession of the world.-Discourse, 11 – 2, printemps-été 1989 Les facteurs culturels de l’intégration économique et politique en Afrique. Intégration et coopération régionales en Afrique de l’Ouest, sous la direction de Pascal Lavergne. Paris: Karthala; Ottawa; C.R.D.I., 1996. L’Autre Senghor. « Présence Senghor »: 90 écrits en hommage aux 90 ans du poète président.- Paris; Unesco, 1997. La diversité culturelle aujourd’hui. IIIe conférence ministérielle sur la culture [de l’Organisation Internationale de la Francophonie]: travaux préparatoires, t. 2., Paris, Agência Intergovernamental para a Francofonia, 2001. La diversité culturelle comme vérité de l’universel. Journée de la philosophie à l’Unesco, 2002. Vol. 5, 2002. Paris, Unesco. L’UNICEF et nous. Géopolitique africaine, n° 26, 2007 Senghor le visionnaire: la civilisation de l’Universel de Senghor est-elle toujours une utopie? » Forum d’Assilah (Maroc). 2006. Aimé Césaire, l’homme magnifique. À l’écoute de l’Afrique. Edição especial: homenagem da UNESCO a Aimé Césaire, 1913-2008. Paris,Unesco. Etc. L’avenir du futur africain, à un ouvrage collectif: 50 ans après, quelle indépendance pour l’Afrique?, publicado por Philippe Rey (2010), sob direção de Makhily Gassama.

Referências

Bibliografia

Categoria:Escritores do Benim Categoria:Filósofos da África