A , ou , é a prática de aplicar um método compreensivo e rigoroso, para descrever: uma estrutura para um processo organizacional, presente ou futuro; Sistemas de Informação; Recursos Humanos; Subunidades organizacionais, etc. — tudo para que se possa alinhar com os objetivos principais e direções estratégicas de uma organização. Por vezes, este termo, é associado estritamente com as Tecnologias de Informação (TI), o que o relaciona mais amplamente com uma prática de otimização de negócio em vez de que numa relação de arquitetura de negócio, performance da gestão e também arquitetura de processos.
Arquitetura Empresarial é considerada uma prática significante dentro do Governo Federal dos EUA, como um meio de endereçar persistentemente desvantagens em investimentos de TI. Companhias como a BP, Intel e VW, também têm Arquiteturas Empresariais implementadas para melhorar as suas arquiteturas de negócio de forma a aumentar a performance de negócio e produtividade.
Ela pode ser entendida como a lógica organizadora de processos de negócio e de recursos de Tecnologia da Informação que reflete os requisitos de integração e de padronização do modelo operacional de uma empresa. Nesse contexto, o trabalho do arquiteto corporativo pode ser comparado ao do arquiteto urbanista. Um urbanista se preocupa com os aspectos gerais do planejamento de uma cidade, ao passo que arquitetos e engenheiros desenham e projetam as construções, respeitando o projeto urbanístico definido. Da mesma forma, um arquiteto corporativo elabora a arquitetura da organização, ordenando seus elementos gerais (conceitos, processos, sistemas etc.) e verificando posteriormente se os projetos relacionados a cada elemento estão em conformidade com a arquitetura corporativa.
Metodologias A prática da Arquitectura Empresarial envolve a aplicação de uma framework para descrever uma arquitectura ‘como é’ e ‘como está’. Estas frameworks detalham a organização, papeis, entidades e relações que existam ou deveriam existir, bem como um conjunto de processos de negócio. Esta framework irá fornecer uma taxionomia e ontologia rigorosas que claramente identificam o que é responsável pela performance de um processo e informação detalhada acerca de como esses processos são executados. O produto final é um conjunto de artefactos que descrevem num conjunto de graus de detalhe exactamente o quê e como um negócio opera e quais os recursos que são necessários. Estes artefactos são por vezes apresentados na forma de gráficos.
Dada esta descrição detalhada, àqueles que tomam as decisões, são-lhes fornecidos os meios para tomar decisões informadas acerca de como investir recursos, onde realinhar os objectivos e processos organizacionais e quais as políticas e procedimentos que irão suportar as missões fundamentais ou funções de negócio.
Uma Arquitectura Empresarial forte fornece ajudas para responder a questões básicas como: A arquitectura actual está a suportar e a adicionar valor para a organização? Como é que uma arquitectura pode ser modificada para que possa adicionar mais valor para a organização? Baseado em tudo o que sabemos como a organização quer atingir os seus objectivos no futuro, irá esta arquitectura actual suportar tais objectivos?
A implementação de arquitecturas organizacionais começa geralmente com a documentação da estratégia da organização e outros detalhes necessários como por exemplo: onde e como ela opera.
O processo então parte numa cascata descendente para uma documentação as competências fundamentais, processos de negócio e como a organização interage com ela própria e com partidos exteriores tais como: clientes, fornecedores e entidades governamentais.
Estando a estratégia e estrutura da organização documentados, o processo da arquitectura flúi descendentemente para os componentes discretos de TI, tais como:
Gráficos organizacionais, actividades e fluxos de processos de como operam as TI Organizacionais; Ciclos organizacionais, períodos e timing; Fornecedores de tecnologias de hardware, software e serviços; Aplicações e software, inventários e diagramas; Interfaces entre aplicações – que são: eventos, mensagens e fluxos de dados; Intranet, Extranet, Internet, Comércio Electrónico, links EDI com parceiros dentro e fora da empresa; Bases de Dados e modelos de suporte; Hardware, plataformas e hosting: servidores, e localização de onde são mantidos; Local and Wide Área Networks, diagramas de conectividade de Internet.
Sempre que possível, todos os pontos mencionados anteriormente devem estar relacionados explicitamente com a estratégia organizacional, objectivos e operações. A Arquitectura Organizacional irá documentar o estado corrente das componentes técnicas mencionadas anteriormente, tal como o estado futuro desejado.
Um produto intermediário de um processo arquitectural é a compreensão do inventário da estratégia de negócio, processos de negócio, gráficos organizacionais, inventários técnicos, sistemas e diagramas de interface, topologias da rede e as relações externas entre eles. Os inventários e os diagramas são meramente ferramentas que suportam à decisão. Mas não é suficiente. Tem de ser um processo vivo.
A organização deve desenhar e implementar um processo que assegure um movimento contínuo desde o estado actual até a um estado futuro. O estado futuro irá ser uma combinação de um e mais:
erros que estão presentes entre a actual estratégia organizacional e a capacidade das TI organizacionais o suportar. erros que estão presentes entre a futura desejada estratégia organizacional e a capacidade das TI organizacionais de a suportar. actualizações necessárias e substituições que tenham de ser realizadas na arquitectura das TI baseada na viabilidade dos fornecedores, idade e performance do hardware e software, problemas de capacidade, requisitos conhecidos ou previstos em relatórios, e outros requisitos não explicitamente escritos pela gestão funcional organizacional.
Numa base regular, o estado actual e o estado futuro são redefinidos para permitirem à evolução da arquitectura, mudanças nas estratégia organizacional, e factores puramente externos, tais como as mudanças na tecnologia, requisitos dos fornecedores/revendedores/governos.
A Arquitectura Empresarial é o componente chave do processo de Governação das TI em qualquer organização de tamanho considerável. Mais e mais empresas estão a implementar um processo formal de Arquitectura Empresarial para suportar a governação e gestão das TI..
A Arquitetura Empresarial possibilita a criação de um modelo de execução do negócio que fornece a rastreabilidade entre os objetivos deste e os investimento de TI. Este modelo de execução, resulta de uma seleção criteriosa dos processos de negócio e sistemas de TI que devem ser reestruturados, integrados e padronizados.
O modelo de execução do negócio, fornece uma visão de como a TI se envolve na execução e como cada projeto de negócio ira tirar proveito deste modelo. Alguns dos benefícios advindos deste modelo para o negócio são: ambientes tecnologicos mais simples com custos mais baixos e maior agilidade para lançar novos produtos.
Frameworks Zachman Framework The U.S. Department of Defense (DoD) Architecture Framework (DoDAF) The Open Group Architecture Framework (TOGAF) United States Government Federal Enterprise Architecture (FEA) Uma outra Framework para Arquitecturas Empresariais é a Extended Enterprise Architecture Framework (E2AF) from the Institute For Enterprise Architecture Developments. Gartner Framework
Camadas A Arquitetura Corporativa, ou Arquitetura Empresarial, é dividida em várias camadas, desde a mais alta, relacionada aos negócios da empresa, até a mais baixa, referente à infraestrutura de TI.
Dentre vários modelos de organização, segue uma visão consistente das camadas da Arquitetura Corporativa, hierarquizada desde o nível mais alto (negócios) até o mais básico (infraestrutura):
A camada de Arquitetura de Negócios trata da estratégia de negócio, de políticas, de modelos conceituais, dos processos organizacionais, sua governança e suas relações. A camada de Arquitetura de Informações trata dos dados, sistemas de informações e suas relações. A camada Arquitetura Tecnológica, por sua vez, trata dos serviços de software necessários para suportar sistemas e informações, sendo constituída por três grupos: o Arquitetura de Desenvolvimento, que envolve os serviços necessários ao desenvolvimento de um sistema; o Arquitetura de Execução, que envolve os serviços necessários à execução de um sistema; e o Arquitetura de Operação, que envolve os serviços necessários à operação de um sistema. A camada de Arquitetura de Infraestrutura, por fim, trata do conjunto de componentes físicos (hardware) e do software básico que acompanha o hardware.
É importante observar que cada camada da arquitetura é construída para apoiar a camada superior, portanto o alinhamento entre essas camadas e as equipes envolvidas na sua construção é fundamental.
Ver também Arquitetura de processos Arquitetura de dados
Referências
Categoria:Arquitetura