Haroldo Lima Maranhão (Belém, 7 de agosto de 1927 — Rio de Janeiro, 15 de julho de 2004) foi um escritor, jornalista e advogado brasileiro.
Além dos contos, sua produção literária ganhou destaque com as recriações históricas, como em O tetraneto Del Rey, quando volta ao período colonial, inspirado pelo romance píncaro e pelo barroco espanhol, e o Memorial do Fim. Nele, Maranhão revisita ficcionalmente o ambiente que cercava Machado de Assis às vésperas da morte em 1908. Em Cabelos no Coração, considerada por Antonio Houaiss obra-prima, para narrar as aventuras de Felipe Patroni, personagem da História do Pará, Haroldo Maranhão constrói um texto ficcional fundamentado na intertextualidade, deixando perceber influências e diálogos com a literatura de Rabelais, Gregório de Matos e Guimarães Rosa.
Biografia Haroldo Maranhão foi jornalista desde os 13 anos de idade, trabalhando como repórter de polícia no jornal Folha do Norte, de propriedade de seu avô, Paulo Maranhão. Fundou e dirigiu o Suplemento Arte Literatura desse jornal.COELHO, Marinilce Oliveira. Memórias literárias de Belém do Pará: o Grupo dos Novos, 1946-1952. Tese de doutorado - UNICAMP: Campinas, 2003
Formou-se pela Faculdade de Direito do Pará (posteriormente encampada pela Universidade Federal do Pará, com a criação desta em 1957).
Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em Belém alguns jovens poetas desiludidos com o mundo, juntaram-se à geração popular do romancista Dalcídio Jurandir. Estes são chamados de "Os novíssimos" ou "O Grupo dos Novos” ("os jovens intelectuais do Pará") que representam a segunda geração de modernistas do estado, que juntos escreveram no período de 1946 à 1951 para o jornal Folha do Norte (seção Suplemento Literário Arte-Literatura), entre eles estão: Cauby Cruz (1926), Haroldo Maranhão (1927), Benedito Nunes (1929), Max Martins (1926), Alonso Rocha (1926), Floriano Jaime (1924) e, Mário Faustino (1930). Jurandyr Bezerra (1928), Maurício Rodrigues (1932).
Na década de 1950, fundou a Livraria Dom Quixote, que se tornou ponto de encontro de intelectuais paraenses, tais como seus amigos Mário Faustino, Max Martins e Benedito Nunes.
Obra publicada 1968 - A Estranha Xícara 1975 - Chapéu de Três Bicos 1980 - Voo de Galinha 1981 - A Morte de Haroldo Maranhão 1982 - O Tetraneto Del Rey — O Torto: suas idas e vindas 1983 - As Peles Frias 1983 - Flauta de Bambu 1983 - Os Anões 1983 - A Porta Mágica 1986 - Jogos Infantis 1987 - Rio de Raivas 1989 - Senhores & Senhoras 1990 - Cabelos no Coração 1991 - Memorial do Fim 1992 - Miguel, Miguel (novela) 1998 - Querido Ivan (Cartas) 1998 - Dicionário de Futebol 2000 - Pará, Capital: Belém - Memória & Pessoas & Coisas & Loisas da cidade 2005 - Feias, Quase Cabeludas (Contos) - Seleção de Benedito Nunes
Obra inédita Suíte policial - romance Guerrilheiros do vento - romance juvenil A respiração das palavras - contos O Sol é azul - infantil O menino que comia letras - infantil O que eu contei a Theodoro - As carnes quebradas - Peça teatral
Prémios Prêmio União Brasileira de Escritores - SP Prêmio Guimarães Rosa "Hors Concours" do Prêmio Fernando Chinaglia Prêmio Instituto Nacional do Livro Prêmio Nacional Mobral de Crônicas e Contos Prêmio José Lins do Rego Prêmio Vértice de Literatura
Honrarias Medalha Francisco Caldeira Castelo Branco (Prefeitura de Belém)
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