thumb|300px|Grandes estruturas geológicas em torno da Islândia. Esntre elas situa-se a dorsal de Reykjanes, separando as fossas de Irminger e Islândia. Ao norte da Islândia, a dorsal meso-atlântica prolonga-se através da dorsal de Kolbeinsey. thumb|300px|Carta das dorsais e dos riftes da Islândia. A zona activa do rift divide-se em dois ramos na zona cenral da ilha: a zona do rift do norte da Islândia; e a zona do rift de Reykjanes para sudoeste. Dorsal de Reykjanes é a denominação oceanográfica que identifica o troço nordeste da dorsal média do Atlântico, com cerca de 1500 km de comprimento, compreendido entre a península de Reykjanes, no sudoeste da Islândia, e a zona de fractura Charlie-Gibbs, que atinge nas coordenadas , onde a dorsal mesoatlântica inflete para nordeste. O nome deriva do cabo Reykjanes, sito no extremo da península do mesmo nome (Reykjanesskagi), península cujo rifte representa a parte terminal emersa deste troço da dorsal oceânica.Bertelsmann Hausatlas. C. Bertelsmann Verlag, Gütersloh 1960, p. 106 Descrição A Dorsal de Reykjanes é um troço de dorsal oceânica que constitui o segmento da Dorsal Mesoatlântica a sul da Islândia. A estrutura estende-se para o sudoeste da Islândia e é assim designada devido à presença da cintura vulcânica de Reykjanes, no Reykjanesskagi, que constitui a parte emersa da dorsal na forma de um rifte.

A dorsal separa a fossa de Irminger, que faz parte da Bacia de Labrador, da Bacia da Islândia a leste; a sua linha de cristas forma o limite oriental do Mar de Irminger, que integra o Atlântico Noroeste.Bertelsmann Universal Atlas. RV Reise- und Verkehrsverlag im Falk Verlag, München 1998, ISBN 3-575-02016-7, p. 14

A atividade vulcânica nesta cordilheira submarina é elevada.Notícia sobre o sismo ocorrido em 2000 na dorsal de Reykjanes, a cerca de 250 km da Islândia. Em alguns casos, essa atividade leva ao aparecimento de pequenas ilhas temporárias como resultado de intensa atividade eruptiva. Estas ilhas, constituídas por magma de arrefecimento rápido, são na maioria dos casos rapidamente erodidas pela ação do mar e dos agentes atmosféricos. Alguns desses ilhéus, como Eldey, persistiram por um longo período de tempo.

Ao investigar a dorsal, uma equipa científica internacional da Universidade da Islândia e da Universidade do Hawaii descobriu em 2007 um monte submarino associado a um vulcão submarino em atividade que foi denominado Njörður.Richard A. Lovett: Giant Undersea Volcano Found Off Iceland In: National Geographic News, 22 abril 2008.

Esta parte emersa constitui um verdadeiro museu geológico ao ar livre, o que justificou a criação do geoparque de Reykjanes.

Referências

Ver também Álfagjá Ligações externas Northern Reykjanes Ridge, Additional Report for the Northern Reykjanes Ridge. Global Volcanism Program, Smithsonian Institute (inglês) IMO: Reykjanes ridge – earthquakes during the last 48 hours (atividade sísmica na Dorsal de Reykjanes) L. Magde e.a.: Seamount volcanism at the Reykjanes Ridge: Relationship to the Iceland hot spot. In: Journal of Geophysical Research, Vol. 100, No. B5, 1999, S. 8449–8468; doi:10.1029/95JB00048 (atividade vulcânica na Dorsal de Reykjanes) Jarðskjálfti á Reykjaneshrygg. In: Morgunblaðið, 10 de agosto de 2000 (crise sísmica de fevereiro de 2010) (islandês) Reykjanes Ridge Expedition Science Overview, RV Knorr June 15 – July 15, 2007 (inglês) Ármann Höskuldsson e.a.: The Reykjanes Ridge between 63°10'N and Iceland. In: Journal of Geodynamics, 43, 2007, 74-86 (Abstract, inglês) R. Hey, e.a.: Propagating Rift Model for the V-shaped Ridges south of Iceland. (PDF; 1,9 MB) In: Geochemistry, Geophysics, Geosystems, Vol. 11, no.3, 19 March 2010 (inglês) Erik Klemetti: Rocking on Reykjanes Ridge, (Blogeintrag des Geologen im Blog) Big Think, 18. February 2010 (inglês) 34 skjálftar frá miðnætti. In: Morgunblaðið, 16. setembro 2012; crise sísmica de 2010 (islandês)

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