A Incursão da Eritreia na EtiópiaMurphy, Sean D., The Eritrean-Ethiopian War (1998–2000) (4 October 2016). Forthcoming in International Law and the Use of Force: A Case-Based Approach (Oxford University Press, Olivier Corten &Tom Ruys, eds.) ; GWU Law School Public Law Research Paper No. 2016-52; GWU Legal Studies Research Paper No. 2016-52. em maio de 1998 foi desencadeada pelo incidente de Badme. Os eventos levaram à eclosão da Guerra Etíope-Eritreia. Esse ataque foi declarado ilegal pela Comissão Internacional em Haia.

Invasão Após uma série de incidentes armados em que vários oficiais eritreus foram mortos perto de Badme, em 6 de maio de 1998, uma grande força mecanizada eritreia entrou na região de Badme ao longo da fronteira da Eritreia e da região norte da Etiópia, Tigray, resultando em um tiroteio entre os soldados eritreus e a milícia tigrínia e a polícia de segurança que encontraram.The Eritreans describe the start of the war thus: "after a series of armed incidents during which several Eritrean officials were murdered near the disputed village of Badme, Ethiopia declared total war as on 13 May and mobilized its armed forces for a full-scale assault on Eritrea." ()

Os combates escalaram rapidamente para trocas disparos de artilharia e de tanques, levando a quatro semanas de combates intensos. As tropas terrestres lutaram em três frentes. Em 5 de junho de 1998, a força aérea da Eritréia atacou uma escola primária em Mekelle, matando 49 alunos e seus pais e vizinhos que vieram ajudar imediatamente. Outras quatro pessoas morreram após chegarem ao hospital. As vítimas variavam entre um bebê de três meses e um homem de 65 anos. A Força Aérea Etíope lançou ataques aéreos ao aeroporto de Asmara como retaliação. Os eritreus também atacaram o aeroporto de Mekele. Esses ataques causaram baixas e mortes de civis em ambos os lados da fronteira.

Houve então uma calmaria quando ambos os lados mobilizaram enormes forças ao longo de sua fronteira comum e cavaram extensas trincheiras. Ambos os países gastaram várias centenas de milhões de dólares em novos equipamentos militares.

Reação O Conselho de Ministros da Etiópia exigiu a retirada imediata do exército eritreu do território ocupado. O Gabinete de Ministros da Eritreia, por sua vez, acusou os etíopes de violar a fronteira. O presidente Isaias Afwerki disse que a retirada das tropas dos territórios ocupados "parece moralmente inaceitável e fisicamente impossível".Михаил Жирохов. Война в воздухе на Африканском Роге // Уголок неба : авиационная энциклопедия. — 2004.

Ruanda, Estados Unidos e Djibuti fizeram tentativas de trazer as partes à mesa de negociações.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou a Resolução 1177 condenando o uso da força e saudou as declarações de ambos os lados para encerrar os ataques aéreos.

Resultados Como resultado da campanha, três frentes foram formadas: a ocidental - a seção de Badme, a área entre os rios Mereb e Setit, a central - Cherona - Zalambesa - distrito de Alitena, a leste - o distrito de Bure.Коновалов И.П. Войны Африканского Рога. — Пушкино: Центр стратегической конъюнктуры, 2014 — 192 с. ISBN 978-5-906233-77-6. Война между Эфиопией и Эритреей

A guerra durou até 2000. Ao final do conflito, as partes concordaram em resolver todas as suas disputas por meio de arbitragem internacional.

Avaliação da arbitragem Em 2005, a Comissão de Reivindicações – criada como parte do acordo de paz – declarou que resolver tais disputas pelo uso da força não poderia ser considerado legítima defesa. Uma vez que não houve ataque armado contra a Eritreia, seu ataque à Etiópia não pode ser justificado como legítima defesa sob a carta das Nações Unidas. A Eritreia é, então, responsável por compensar a Etiópia pelos danos causados. As tensões na fronteira aumentaram nos meses seguintes com os dois países enviando mais tropas para lá.

Categoria:Conflito fronteiriço etíope-eritreu