thumb|200px|Amostra manual de cherte, uma rocha sedimentar siliciosa de textura criptocristalina. Nota-se a fratura concoidal característica, resultante da deposição e recristalização de sílica durante os processos de diagênese.|alt=Fotografia em close-up de uma amostra manual de cherte, uma rocha sedimentar siliciosa. A amostra apresenta uma coloração cinza-azulada com superfícies de fratura concoidal (em forma de concha), típicas de materiais vítreos ou muito finos. As bordas são afiadas e a textura parece extremamente densa e não porosa. Há pequenas incrustações brancas de minerais secundários em algumas depressões da rocha. O fundo é de um tecido azul vibrante e texturizado. thumb|200px|Fragmento de diatomito, rocha biogênica formada pelo acúmulo de carapaças de diatomáceas. Sua alta porosidade e leveza são evidências da preservação de microfósseis siliciosos em ambientes lacustres ou marinhos de baixa energia.|alt=Fotografia de um fragmento de diatomito, uma rocha sedimentar biogênica e siliciosa. A rocha possui uma cor bege clara a amarelada, com uma aparência muito porosa, leve e de textura fina, quase pulverulenta. A superfície é irregular, com pequenas cavidades e uma fratura rugosa, típica de sua composição formada por carapaças microscópicas de diatomáceas. A amostra está centralizada contra um fundo preto sólido, destacando sua tonalidade clara. Rochas siliciosas são rochas sedimentares constituídas principalemente por dióxido de silício (SiO2). As rochas siliciosas mais comum são o cherte e a diatomita, geralmente formadas a partir de organismos secretores de sílica, como os radiolários, as diatomáceas e alguns tipos de esponjas. Na atualidade, é preferível tratar estas rochas sob o termo técnico de origem inglesa «cherte».
Descrição Rocha siliciosa é um termo coletivo, relativamente impreciso, geralmente usado para designar as rochas sedimentares ricas em sílica (SiO2). O nome vem da designação desatualizada ácido silícico que era utilizado para o dióxido de silício, o qual também é usado para designar os minerais formados a partir daquele composto, como por exemplo quartzo, a calcedónia (SiO2) e opala (SiO2·nH2O).
As rochas siliciosas (literalmente «rochas de sílica») são formadas principalmente através da acumulação sedimentar de conchas siliciosas de organismos (radiolarito, diatomito, espiculito) ou através da formação secundária de concreções durante processos de diagénese. Nas rochas sedimentares subsequentemente silicificadas (por exemplo, calcários, arenitos ou brechas) o SiO2 ocorre finamente distribuído na matriz rochosa ou na forma de nódulos (sílex e cherte).
Estas rochas podem ter três origens principais: podem precipitar diretamente (quando o limiar de supersaturação é atingido); podem resultar de bioprecipitação. Os três organismos biomineralizadores da sílica são: os radiolários (que formam as rochas chamadas radiolaritos), as diatomáceas (diatomitos), os poríferos (spiculitas); podem resultar da desintegração mecânica do material anterior: Grés: detrítico, Sílex: vem da crusta continental e são de origem bioquímica. Referências
Bibliografia Roland Brinkmann: Abriss der Geologie, Bd. 2. Stuttgart (Enke) 1959 Roland Vinx: Gesteinsbestimmung im Gelände. München (Elsevier) 2005 ISBN 3-8274-1513-6
Categoria:Rochas sedimentares