miniaturadaimagem|Rodrigue Ngaibona em julgamento em janeiro de 2018 Rodrigue Ngaibona, também conhecido como Andjilo, é um ex-líder anti-balaka na República Centro-Africana, preso em 2015 e condenado em 2018 por seus crimes durante a guerra civil.

Vida Em 2012, era assaltante e ladrão de gado na região de Batangafo. Ele morava em uma aldeia entre Batangafo e Bouca. Quando foi esta atacada pelo Seleka, juntou-se ao anti-balaka retomando o controle do local.Tribunal Penal Internacional. ICC-01/14-01/18 Em 5 de dezembro de 2013, participou do ataque a Bangui como coronel anti-balaka, liderando um grupo de cerca de 300 combatentes.“ON TRIAL, THESE WARLORDS LOWERED THEIR EYES”. Amnesty International Em abril de 2014, derrotou as forças de Mahamat Al-Khatim em Bouca.Rodrigue Ngaïbona, alias « Andilo ». RFI

Em maio de 2014, foi emitido um mandado de prisão contra si. Entre julho e agosto de 2014, suas forças entraram em confronto com combatentes da antiga Seleka em Batangafo.Letter dated 28 October 2014 from the Panel of Experts on the Central African Republic established pursuant to Security Council resolution 2127 (2013) addressed to the President of the Security Council Em agosto de 2014 mudou-se para Bangui, onde entrou em confronto com outra facção do anti-balaka no 4.º distrito. Seus homens são suspeitos do ataque de outubro de 2014 a um comboio da MINUSCA, durante o qual um peacekeeper foi morto. Durante a guerra, um dos seus combatentes estuprou várias mulheres, sendo que o próprio Ngaibona manteve uma como escrava sexual por quase sete meses.“They Said We Are Their Slaves” Sexual Violence by Armed Groups in the Central African Republic, Human Rights Watch. 5 de outubro de 2017

Em 17 de janeiro de 2015, foi preso pelas forças de paz da MINUSCA em Bouca.Anti-balaka militia chief arrested in CAR, france24.com, 19 de janeiro de 2015 Ele foi transferido para Bangui. Em 19 de janeiro, combatentes de seu irmão, Dieudonné Ngaïbona, sequestraram duas pessoas para exigir sua libertação. Os reféns acabaram sendo soltos. Em 25 de janeiro de 2015, Armel Sayo foi sequestrado por seu irmão para exigir novamente a liberdade de Rodrigue. Ele foi libertado por ordem do chefe anti-balaka. Em 22 de janeiro de 2018, foi condenado por um tribunal especial por homicídios múltiplos, conspiração criminosa, assalto à mão armada, sequestro e posse ilegal de armas de fogo e munições de guerra. Ele foi condenado à prisão perpétua com trabalhos forçados, além disso, também foi condenado a pagar 138 milhões de francos CFA às vítimas de seus crimes e um franco aos defensores dos direitos humanos.L'ex-chef anti-balaka Rodrigue Ngaïbona alias "Général Andjilo" condamné aux travaux forcés à perpétuité, Agence Centrafrique Presse. 22 de janeiro de 2018 Em 1 de agosto de 2022, de acordo com o Corbeau News Centrafrique, ele foi libertado da prisão e enviado ao campo de Berengo para ingressar nas forças armadas.Centrafrique : Andjilo, Pino-Pino, deux grands criminels de la milice Anti-Balaka sont en formation militaire à Berongo, Corbeaunews Centrafrique. 1 de agosto de 2022 Em dezembro, teria sido enviado para Burkina Faso ou para Ucrânia pelo Grupo Wagner.Centrafrique : le général Andjilo et le général Pino- Pino intègrent Wagner, Corbeaunews Centrafrique. 26 de dezembro de 2022

Família Seu tio Dieudonné Ndomaté e seu irmão Dieudonné Ngaïbona também são líderes anti-balaka.Tribunal Penal Internacional. ICC-01/14-01/18

Categoria:Líderes do Anti-Balaka Categoria:Criminosos de guerra