Danilo Antônio Baltieri (mais conhecido como Danilo Baltieri) é um psiquiatra brasileiro especialista em transtornos sexuais. Ele é conhecido por seu trabalho no tratamento psiquiátrico de pessoas com pedofilia e outras acusadas de crimes sexuais, e por seus estudos sobre o assunto.

Baltieri é mestre, doutor e Professor Livre-Docente pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Em 2003, ele fundou o Ambulatório de Transtornos da Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC (ABSex), um instituto que oferece tratamento terapêutico a pessoas com pedofilia, em Santo André (São Paulo).

Colunista do site VyaEstelar

Vida pessoal Baltieri nasceu em uma família italiana no início dos anos 70. Ele considera-se católico, mas diz incomodar-se com o fanatismo religioso.

Segundo uma reportagem do UOL, ele atende em um bairro nobre de São Paulo.

Posições científicas Tratamento psiquiátrico para pessoas com pedofilia Sem prejuízo às sanções judiciais em caso de crimes, Baltieri é a favor do tratamento da pedofilia também como um transtorno mental dentro e fora das penitenciárias, a fim de reduzir futuros abusos sexuais.

Em 2019, Baltieri criticou o governo brasileiro pela sua falta de investimentos em prevenir o abuso sexual infantil mediante tratamentos psiquiátricos. Em suas palavras, a falta de investimentos na área se dá porque o tratamento psiquiátrico de pedófilos "não dá votos".

Prevalência da pedofilia entre abusadores sexuais Baltieri defende que, em sua experiência, a prevalência de pedófilos entre seus pacientes acusados de crimes sexuais é de 20% a 30%.

Controvérsias Advocacia em favor da castração química Em 2007, Baltieri foi criticado pela comunidade médica pelo seu posicionamento a favor da castração química de certos criminosos sexuais.

Em resposta, sua proposta foi comparada por outros colegas de profissão como "medieval" e análoga a experimentos nazistas de campos de concentração. O Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) entrou com uma sindicância contra o psiquiatra, que foi extinta em 2010.

Segundo uma reportagem de 2019, Baltieri defende que apenas 5% dos pedófilos precisam de castração química. Baltieri é a favor da adoção do termo "tratamento hormonal" ao invés de "castração química".

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