Mangiferina é uma glucosilxantona (xantonóide). Esta molécula é uma glucosídeo de noratiriol.
Ocorrência natural
A mangiferina foi extraída pela primeira vez das folhas e cascas do tronco da mangueira (Mangifera indica).K. Gorter (April 1922). "Sur La Substance Mère du Jaune Indien", Bulletin du Jardin botanique de Buitenzorg, (in French). Volume 4 Series 3 Issue 2: p. 260–267; [J.C.S. (20 April 1923). "The precursor of Indian-yellow", Chemical Abstracts, (in English), Volume 17 Issue No. 8: p. 1472] – via archive.com Consultado em 26 de maio de 2023 Também pode ser extraída das cascas e caroços da manga, Consultado em 26 de maio de 2023 Consultado em 26 de maio de 2023 da Iris unguicularis, Consultado em 26 de maio de 2023 dos rizomas da Anemarrhena asphodeloides Consultado em 26 de maio de 2023 e folhas da Bombax ceiba (paineira-vermelha-da-índia). Consultado em 26 de maio de 2023 Também é encontrada nos gêneros Salacia e Cyclopia, bem como na folhas do cafeeiro e algumas espécies de Crocus.
Entre o grupo de híbridos de Asplenium conhecido como o "Appalachian Asplenium complex", a mangiferina e isomangiferina são produzidas apenas pela Asplenium montanum e seus descendentes híbridos. A distintiva fluorescência ouro-laranja destes compostos sob luz ultravioleta foi utilizada para ajudar o cromatógrafo na identificação de híbridos de Asplenium. Consultado em 26 de maio de 2023
Propriedades
A mangiferina foi assim nomeada por ter sido identificada pela primeira vez na mangueira. Como parte dos extratos de folhas de manga é usada na medicina tradicional chinesa. Possui inúmeras propriedades, entre as quais as que se destacam antioxidantes, antimicrobianos, antidiabético, antialérgico, anti câncer, hipocolesterolêmico é imunomodulador. Seus efeitos incluem a exclusão da expressão do fator de necrose tumoral α e a indução de apoptose. O composto também é capaz de bloquear o peroxidação dos lípidos.
Ligações externas
Categoria:Compostos heterocíclicos com 3 anéis