Estreito é o álbum de estreia da banda brasileira de hardcore Rodox. Foi lançado em 26 de fevereiro de 2002 pela Warner Music Brasil com produção musical de Tom Capone. O álbum recebeu criticas positivas pela mídia especializada, sendo elogiado por sua produção e comparado nas bandas populares na época.
Algumas letras álbum fazem referência à fé protestante do vocalista Rodolfo Abrantes, como "Olhos Abertos" e "Cego de Jericó". Musicalmente, a obra mescla hardcore punk, reggae, como "Continuar de Pé", baladas, como "Dia Quente" e "Quem Tem Coragem Não Finge" e rap com elementos de rock ("3 Reis", dividida em 3 vocais, Rodolfo, o rapper Xis, e Marcelo Falcão do O Rappa), hardcore melódico, como "De Uma Só Vez" e influências de crossover thrash, rap com new metal e rapcore.
Antecedentes Em 2001, Rodolfo Abrantes anuncia sua saída do grupo Raimundos, do qual era vocalista, guitarrista e principal compositor. O principal motivo, segundo ele, foi o conteúdo lírico da banda que, em sua perspectiva, era incompatível com suas crenças atuais. Além disso, na época, em entrevista a Folha de S.Paulo, Rodolfo também relatou que estava incomodado com a popularidade do grupo em contraste com seu passado como banda de hardcore. Um dos pontos de maior incômodo foi a escolha da gravadora em escolher "Reggae do Manêro" como música de trabalho do álbum MTV Ao Vivo (2000). Segundo ele, "a gravadora não tinha nada que querer um reggae horroroso pra ser música de trabalho". No entanto, na altura da sua saída, o grupo possuía um contrato de quatro álbuns com a Warner. Como forma de cumprimento do contrato, a banda lançou o álbum Éramos 4 (2001) e Rodolfo, por sua vez, criou um novo projeto musical dentro da gravadora.
Na época, sobre sua saída, Rodolfo disse:
Produção Ainda em 2001, Rodolfo disse em entrevista a imprensa que estava compondo canções de forma despretensiosa. "Estou fazendo algumas músicas, com calma, para entrar no estúdio com tudo pronto. Não quero compor no estúdio com prazo definido e tal, como acontecia antes". Na época, ele afirmava estar ouvindo a banda Linkin Park e o grupo de rap evangélico Apocalipse 16. Sobre a musicalidade do projeto, ele disse que "As influências são basicamente vindas do hardcore. O novo CD não pode ser definido em um único estilo, ele tem várias influências e isso depende de cada música". A produção musical foi assinada por Tom Capone, que trabalhou com Rodolfo ao lado de DJ Bob. Completaram a formação o baterista Fernando Schaefer, o guitarrista Marcão (ex-roadie do Raimundos) e o baixista Patrick Laplan, que tinha saído recentemente dos Los Hermanos. No entanto, o baixo e as guitarras foram gravadas por Rodolfo. Laplan e Marcão só entraram no grupo na gravação do primeiro videoclipe.
Um dos pontos que influenciou parte das letras do projeto foi a conversão de Rodolfo ao protestantismo. Retrospectivamente, Abrantes chegou a dizer que a composição do álbum, assim como o repertório do Rodox, foi gerado em torno de um período de raiva e um senso de estar sendo incompreendido pelas pessoas e pela imprensa.
Lançamento A primeira exposição pública do Rodox ocorreu em janeiro de 2002, por meio do programa Produzindo o Clipe, da MTV Brasil, que exibiu os bastidores do videoclipe de “Olhos Abertos”, o primeiro da banda. Foi a partir da produção desse videoclipe que o baixista Patrick Laplan, ex-Los Hermanos, e o guitarrista Marcus Ardanuy (Marcão), ex-roadie dos Raimundos, passaram a integrar o projeto. Estreito foi lançado pela Warner Music Brasil no dia 26 de fevereiro de 2002. O disco vendeu mais de 37 mil copias até 2002.
Recepção critica e relançamentos
Rodrigo Dionisio, para a Folha de S.Paulo, atribuiu uma cotação de 2 de 4 estrelas para o projeto e afirmou que "o álbum é musicalmente 'honesto'. Se não surpreende ou empolga, também não tem momentos vergonhosos" e que contém "o bom e velho hardcore domesticado para tocar em rádio, levemente adocicado por baladas". O jornal Correio Braziliense deu uma cotação de 4 de 5 estrelas para o álbum, falando que "Rodolfo transforma o primeiro disco em relato de experiencia. De como saiu de um "mundo de escuridão" e encontrou a "luz no evangelho"." O jornal Tribuna da Imprensa deu uma cotação de 3 de 4 estrelas para o álbum, falando que "Rodolfo com certeza está dando outro rumo à sua carreira mas as coisas ainda não estão 100%" e que o som do álbum "Só tende a melhorar cada vez mais." Escrevendo para a IstoÉ Gente, o jornalista musical Mauro Ferreira afirmou que "Estreito é um bom disco e vai decepcionar apenas quem esperava um Rodolfo imerso em mensagens religiosas", destacando as faixas "Três Reis" e "Continuar de Pé", e falando no final que "No mais, vale ressaltar que a banda Rodox já soa mais sedutora do que os combalidos Raimundos." Com o retorno da banda em 2026, o disco foi relançado em uma versão deluxe, contendo três faixas bônus: "Dia Quente", "Olhos Abertos" e "Quem Tem Coragem Não Finge", em versões remixadas. No mesmo ano, o disco foi lançado pela primeira vez em LP pela gravadora Noize Record Club, sendo lançado em um vinil branco.
Alinhamento de faixas Todas as faixas escritas por Rodolfo Abrantes, exceto onde indicado
Créditos e pessoal Todo o processo de elaboração de Estreito atribui os seguintes créditos:
Locais
Gravação e mixagem: Estúdio Toca do Bandido , Estúdio AR Masterização: Magic Master
Instrumentação
Vocais principais: Rodolfo Abrantes, Xis, Marcelo Falcão Vocais de apoio: Wagner Vianna Coro: Cheeba, DJ Bob, Tomás Baptista, Plínio Gomes, Tiago, Wagner Vianna Guitarra: Rodolfo Abrantes, Tom Capone Baixo: Rodolfo Abrantes, Tom Capone Bateria: Fernando Schaefer Programação da bateria: DJ Bob, Plínio Gomes Flauta: Constança Scofield Pro Tools: Mauro Manzoli Saxofone: Jose Monteiros De Barros Sobrinho Trombone: Marlon Caldeira Sette Trompete: Demetério De Souza Bezerra Scratch: Zé Gonzales
Gestão e produção
Produção: Tom Capone Co-produção musical: Tatiana Horácio Produção executiva: Wagner Vianna Mixagem: Rafael Ramos, Tom Capone e Tomás Baptista Programação: DJ Bob Efeitos: DJ Bob Masterização: Ricardo Garcia Gravação: Rafael Ramos, Tom Capone, Tomás Baptista e Theo Mares Arte gráfica: Eduardo Carranque Coordenação gráfica: Cláudia Lima, Silvia Panella Concepção da capa: Marcelo Rossi
Categoria:Álbuns de Rodox Categoria:Álbuns de estreia de 2002 Categoria:Álbuns em língua portuguesa na década de 2000 Categoria:Álbuns lançados pela Warner Music Brasil Categoria:Álbuns produzidos por Tom Capone Categoria:Álbuns de 2002