O Museu do Encontro, ou Museu Forte do Presépio, é um museu histórico arqueológico brasileiro inaugurado em 2002 sobre o processo de ocupação da Amazônia. Situado na cidade brasileira de Belém (estado do Pará) no Forte do Presépio, a primeira construção colonial da cidade, datada de 1616 e tombada pelo IPHAN desde 1962. Um espaço museológico sobre o pensamento decolonial e debate sobre visão do "colonizador" e o do "colonizado".

O Forte do Presépio (oficialmente Forte Castelo do Senhor Santo Cristo) é uma fortificação militar portuguesa criada em 1616CARVALHO, Luciana; CAMPOS, Marcelo; OLIVEIRA, Thiago da Costa (Cur.). Patrimônios do Norte: Homenagem aos 81 anos do IPHAN. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 2018. por Francisco Caldeira Castelo Branco na ponta de Mairi (margem direita da foz do rio Guamá com baía do Guajará). A construção do forte marcou a fundação do então povoado colonial português "Feliz Lusitânia" (atual Belém do Pará) e a ocupação da então Conquista do Pará (atual estado do Pará) localizada na então Capitania do Maranhão, dominando assim o canal de navegação da região, a Amazônia Oriental e, as drogas do sertão.

Histórico O processo de transformação da antiga fortaleza em espaço museológico do tipo arqueológico foi iniciada em 1999, dentro do Projeto Turístico Feliz Lusitânia,, e se estenderam até 2002. Entre outras considerações, levantou-se um debate entre os arqueólogos e a equipe responsável pelo aspecto estético e arquitetônico do espaço, sobre a conservação de uma muralha que separava a rua da fortificação. Embora os arqueólogos tivessem sido contrários a derrubada do muro, construído em 1859, a equipe de arquitetura teve a palavra final com o argumento de que a construção impedia a visão plena do forte. Finalmente, após vários adiamentos obtidos por via judicial, a muralha foi posta abaixo entre novembro e dezembro de 2002, restando apenas o pórtico de entrada ladeado por alguns centímetros de muro.

Durante o período de preparação do espaço museológico, foram realizadas escavações na área e no entorno da fortaleza, as quais permitiram identificar diversas estruturas acrescentadas à construção por reformas efetuadas ao longo de quatro séculos, como os alicerces da Capela de Santo Cristo, datada de 1640 e que se manteve de pé até fins do século XVII; resquícios das fundações da Casa da Pólvora; pisos em tijolo e pedra, e os restos de quatro rampas de acesso que conduziam ao pavimento onde estavam instalados os canhões.

Características O museu consiste em dois circuitos: o externo, o "Sítio Histórico da Fundação de Belém", composto pela própria fortificação e seu equipamento militar, e o interno na sala Guaimiaba (homenagem ao tupinambá Cabelo de Velha) o "Museu do Encontro", cujo acervo inclui artefatos dos povos indígenas do Brasil e outros encontrados em escavações efetuadas no próprio local e no seu entorno.

Acervo O acervo do museu é composto por mais de 100 mil artefatos, que incluem peças de faiança portuguesa e inglesa (cerâmica branca), garrafas, fragmentos de armas, botões de uniformes e moedas (uma de ouro). Os arqueólogos também encontraram peças de cerâmica tapajônica, que podem ter cerca de 6 mil anos, e outras mais recentes, produzidas pelos marajoaras, entre 1600 e 600 anos atrás.

No museu destacam-se as temáticas: antropofagia, desvelando narrativas colonizadoras, e; icamiabas, lendas da região amazônida.

Visitação O museu pode ser visitado de terça a domingo, das 9h às 17:00h.

Ligações externas

Forte do Castelo no Projeto Fortalezas.

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